quinta-feira, 12 de agosto de 2010

EXERCÍCIO 1 DE REDAÇAO JORNALÍSTICA 1 - TOM JOBIM E NITERÓI

1) Leia o trecho abaixo.
Por muitas razões, fáceis de referir e de demonstrar, a história da imprensa é a própria história do desenvolvimento da sociedade capitalista. O controle dos meios de difusão de idéias e de informações – que se verifica ao longo do desenvolvimento da imprensa, como reflexo do desenvolvimento capitalista em que ele está inserido – é uma luta em que aparecem organizações e pessoas da mais diversa situação social, cultural e política, correspondendo a diferenças de interesses e aspirações.” (SODRÉ, Nelson Werneck. História da imprensa no Brasil. São Paulo: Martins Fontes, 1983.)
Em relação ao conteúdo acima, é correto afirmar que:

(A) a invenção da prensa de tipos móveis por Guttenberg se deu numa fase mercantilista, na qual a intensificação das trocas de mercadorias mostrava a necessidade de dar uma aura sagrada dos bens ideológicos e culturais que, a partir de então, deixaram de ser comercializados;

(B) a uniformidade, que é a regra geral da ordem capitalista, é também um fator determinante no que se refere à influência que a mídia impressa exerce sobre os comportamentos, padronizando-os através da universalização de valores éticos e culturais;

(C) técnicas novas, como as trazidas pela introdução da máquina a vapor na produção de jornais, permitiam uma produção segmentada, luxuosa e cara, o que combinava com o ideal capitalista de produzir produtos apenas para uma classe extremamente abastada;

(D) a idéia da liberdade de imprensa surge para permitir que os pobres e oprimidos possam ter acesso às máquinas de produção de jornais, através dos quais era possível combater as injustiças praticadas pela burguesia controladora das trocas de bens materiais e ideológicos;

(E) o desenvolvimento da mídia impressa, da prensa de Guttenberg à versão on line dos jornais atuais, mostra a visão equivocada do autor citado na questão.


2) Leia atentamente o trecho abaixo.
Muitas grandes figuras da revolução de Cromwell, na Inglaterra do século XVII, ou da Revolução Francesa, no século XVIII, eram publicistas. O conceito publicístico do jornalismo perdura até hoje. É nesse sentido que Lenin, que escrevia artigos na Iskra e na Pravda, dando diretrizes para a Revolução Russa de 1917, foi um grande jornalista. (...) As pessoas que detêm algum poder ou se estabelecem em áreas de influência social costumam sustentar uma visão publicística do jornalismo.” (LAGE, Nilson. A reportagem: teoria e técnica de entrevista e pesquisa jornalística. Rio de Janeiro: Record, 2001.)
Em relação ao conteúdo acima, é correto afirmar que, no jornalismo impresso atual:

(A) perdura, de certa forma, a tradição de interpretar os fatos políticos para orientar os leitores;

(B) verifica-se, necessariamente, a presença de conteúdos publicitários em textos políticos factuais;

(C) subsiste, sempre que o assunto é a política, a interferência de partidos políticos na opinião jornalística;

(D) observa-se, através do lide, o estilo retórico dos grandes revolucionários da história;

(E) permanece, para os detentores do poder, a idéia de que a função do jornal é a de provocar a mudança social.


3) Leia o trecho abaixo.
A popularização dessas temáticas [dramáticas] se dará definitivamente com o surgimento de jornais diários inteiramente dedicados aos escândalos e tragédias quotidianas (...). São textos que se adaptam também no que diz respeito à forma, ao gosto e aos hábitos de leitura populares: manchetes resumindo em poucas palavras o drama narrado em corpo 48 e por vezes 64 ou 72. Ao lado do texto, a cena da tragédia em desenho ou em fotografia. O estilo é entrecortado. Os títulos são seguidos por subtítulos que resumem o drama a ser reconstituído por um repórter autorizado a realizar esse papel. Tudo sugere uma leitura entrecortada, uma leitura titubeante, uma leitura de um leitor real que ainda não está de todo familiarizado com as letras impressas.” (BARBOSA, Marialva. História cultural da imprensa: Brasil 1900-2000. Rio de Janero: Mauad X, 2007, p.54).
A partir do que diz a autora, pode-se afirmar que:

(A) o estilo de texto marcado pelo excesso e que trazia para as páginas do jornal as histórias e os personagens do povo é típico da ditadura de Vargas, que usava os veículos de comunicação para mobilizar as massas;

(B) o trecho se refere claramente ao sensacionalismo dos anos 1980, quando o jornal O Dia inaugurou o jornalismo popular na imprensa do Rio de Janeiro, em virtude da democratização que se reinstaurava no país;

(C) a “leitura titubeante” à qual se refere a autora diz respeito à baixa qualidade de impressão dos jornais populares da primeira metade do século XX, quando ainda não havia sido implanto o sistema off set nas gráficas;

(D) o sucesso de jornais como Meia Hora e Expresso pode ser historicamente contextualizado pelo fato de que o apelo às emoções é uma das estratégias de forma e conteúdo usadas pelo jornalismo popular em diferentes épocas;

(E) a autora condena veementemente o uso de desenhos nas capas dos jornais, uma vez que seu apelo visual atrapalha a leitura de receptores pouco familiarizados com as letras impressas.


4) A expressão “jornalismo sensacionalista” comporta, no senso comum, a idéia de que apenas os jornais populares trabalham os textos de suas notícias com a intenção de mobilizar as emoções do leitor. Porém, o estudo sobre o sensacionalismo na mídia dá conta de aspectos mais complexos em relação a esta mobilização emotiva. A partir dessas considerações, é correto afirmar que:

(A) no Brasil, a década de 1920 é marcada pelo chamado “novo sensacionalismo” do jornal O Dia, que atrela a emoção ao clientelismo político, às experiências de vida e aos temas ligados ao trabalho, ou seja, este jornal inaugura para o leitor a possibilidade do sonho em relação à sua realidade imediata;

(B) o sensacionalismo dos anos 1980 da imprensa fluminense é marcado por um consumo de jornais por parte de uma classe leitora das histórias literárias de amor e aventura, ou seja, a leitura diária de jornais se torna uma extensão do apego das classes populares à literatura que mobiliza as emoções;

(C) durante as primeiras épocas da popularização dos jornais impressos, a função educativa e de socialização da imprensa demandava também fórmulas eficazes de mobilização dos leitores, ou seja, era preciso envolvê-los e emocioná-los para informá-los;

(D) diferentemente da ficção, o tratamento que o jornalismo dá à realidade não deve envolver os aspectos fascinantes, exóticos ou inesperados da vida, ou seja, o sensacionalismo da imprensa não tem nada a ver com o sensacionalismo da literatura;

(E) a busca por uma massa cada vez maior de leitores sempre fez com que os jornais impressos evitassem o sensacionalismo, ou seja, para aumentar suas vendas, a imprensa pratica a objetividade em vez da mobilização das emoções do leitor.


5) Habitualmente, dá-se o nome de “jornalismo sensacionalista” aos conteúdos noticiosos que provocam a emoção, principalmente quando estes conteúdos são veiculados pelos jornais impressos mais populares. No entanto, o termo “sensacionalismo” não só pode ser aplicado a periódicos mais “elitistas” como também deve ser problematizado com mais acuidade pela teoria jornalística. Assinale a opção INCORRETA em relação a esta idéia.

(A) O sensacionalismo tende à superexposição da violência através da cobertura policial e da publicação de fatos chocantes, independentemente do perfil do leitor do jornal.

(B) Ao exagerar determinadas informações, o sensacionalismo na imprensa pode correr o risco de provocar distorções na veiculação de alguns fatos sociais.

(C) O caráter alienante do sensacionalismo faz com que o jornalismo popular não permita que as comunidades carentes votem com consciência política.

(D) A mercantilização das emoções operada pelo sensacionalismo do jornalismo impresso pode ser verificada em veículos com diferentes linhas editoriais.

(E) O uso da expressão “sensacionalismo na imprensa” é sinônimo, para o senso comum, de imprecisão na apuração e na veiculação dos fatos.


6) No jornal impresso, o texto pode adquirir diferentes características, principalmente em função de sua divisão entre textos “informativos” (tradutores) e “opinativos” (interpretativos). É por isso que, na imprensa escrita, podemos distinguir diferentes tipos de texto: matéria factual, reportagem, editorial, crítica, crônica, comentário, artigo e nota. Dentre as alternativas abaixo, assinale aquela na qual a forma, o conteúdo e a intenção do texto estão de acordo com sua tipificação.

(A) A crônica é o melhor tipo de texto para que o jornal explique sua postura ideológica sobre determinado assunto noticiado.

(B) É no espaço do editorial que um escritor como Luis Fernando Veríssimo pode assinar um texto que aborde temas cotidianos de forma leve, engraçada e criativa.

(C) Quando um especialista em legislação é convidado a escrever um texto técnico sobre uma lei na página de opinião de um jornal diário, isto caracteriza uma crítica.

(D) Para mostrar o que a opinião pública pensa sobre determinado assunto, um jornal impresso pode publicar comentários que alguns leitores enviaram por e-mail para a redação.

(E) Se quiser narrar de forma direta, objetiva e “quente” um acidente na Linha Amarela, o repórter deverá escrever um artigo sobre o que aconteceu, que poderá ser veiculado em qualquer dia da semana.


7) Recentemente, o fato de um helicóptero da Polícia Militar ter sido abatido por traficantes de uma favela do Rio de Janeiro mobilizou o noticiário de diferentes veículos de comunicação. Especificamente em relação ao trabalho da imprensa escrita, podemos afirmar que este fato permite a publicação de diferentes tipos de textos nos jornais impressos, EXCETO:

(A) uma crônica sobre a violência no Rio de Janeiro;

(B) um editorial sobre o arsenal do crime organizado;

(C) uma crítica sobre o tratamento dado a este assunto no Jornal Nacional;

(D) vários comentários de leitores na editoria de Cidade;

(E) uma matéria factual no dia em que a tragédia aconteceu.



8) No que se refere ao estilo e ao conteúdo do editorial nos jornais impressos, é INCORRETO afirmar que:

(A) por ser opinativo, os assuntos nele abordados evitam ser pertinentes às notícias recentes;

(B) nele, o estilo de texto segue as tendências, o tipo de linguagem e a linha editorial da publicação;

(C) apesar de veicular uma opinião, é escrito de forma impessoal e publicado sem assinatura;

(D) graficamente, é aconselhável que sua localização seja próxima ao expediente e a outros textos opinativos, como os artigos e as cartas dos leitores;

(E) sua função ideológica faz com que o texto defina e expresse o ponto de vista do periódico.

Um comentário:

Paulo Tamburro disse...

PATRICIA, OBJETIVAMENTE UM CONVITE:

ESCREVO ( PELO MENOS ME ESFORÇO, RS) CRÔNICAS DE HUMOR!

ENTENDA PORQUE A MULHER, ESTA SEMANA GANHOU DESTAQUE ESPECIAL NO MEU BLOG :

“HUMOR EM TEXTO”.

“E COMPREENDA PORQUE O FUTURO SERÁ BEM MELHOR E A SABEDORIA E A CERTEZA DO VELHO DITADO:

”É DANDO QUE RECEBEMOS”, AQUI SE APLICA COMO NUNCA!


UMA CRÔNICA DE HUMOR, SOBRE O MAIS IMPORTANTE DOS RELACIONAMENTOS HUMANOS QUE PODEM SER OBSERVADOS.

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