quarta-feira, 29 de setembro de 2010

AV1 - REDAÇÃO JORNALÍSTICA 1 – TOM JOBIM – 2010.2

ATENÇÃO: (1) As respostas deverão ser impressas (tinta preta, papel branco) em Times New Roman, corpo 12, normal, entrelinha 1.5 em texto justificado. Cada uma das respostas deverá estar numerada de acordo com a questão. O material entregue pelo aluno deverá estar identificado (disciplina, nome da professora, tipo de prova, período acadêmico – 2010.2 – e nome completo do aluno). (2) Os fatos e informações que compõem as questões 2 e 3 são fictícios.

Questão 1: Selecione um artigo publicado esta semana no jornal impresso O GLOBO (1.0 ponto). Em seguida, comente-o, explicando como as características deste tipo de texto podem ser encontradas no material que você selecionou (2.0 pontos). Não esqueça de anexar o recorte ao seu comentário. A sua resposta deverá ter entre 10 (dez) e 15 (quinze) linhas.

Questão 2: Leia as informações abaixo e, em seguida, redija um lide integral, que será publicado amanhã (terça-feira, dia 5/10) no formato de nota em um jornal impresso de grande circulação (3.0 pontos). A qualidade do texto, a correção lingüística, a coesão, a coerência e as regras de redação para o texto jornalístico factual impresso serão levadas em conta pela correção.
A gratuidade para alunos da rede pública de ensino uniformizados foi assegurada por lei estadual, em dezembro de 1999. Os estudantes da rede pública recebem o bilhete eletrônico que garante a gratuidade nos ônibus. Porém, um motorista de ônibus, da Viação Rubanil, parece ser contra esta lei. Mais que isso, parece ser contra o respeito aos outros. Não é à toa que ele foi detido por dois guardas municipais, agora de manhã, por tentativa de agressão. Ele tentou bater no pai de uma estudante da rede pública que o denunciou por se recusar a parar no ponto e transportar alunos uniformizados no subúrbio do Rio, na Vila da Penha, na Avenida Brás de Pina. O caso está sendo registrado na 38 ª DP (Irajá) e a viação Rubanil disse que não quer comentar o caso. Ele tentou bater em Jailson Gomes que, aos 45 anos e pai de uma estudante de 17 anos que estuda na Escola estadual Antônio Houaiss (no Méier, no subúrbio da cidade), contou que o seu agressor nunca pára no ponto para os alunos uniformizados da rede pública. No dia 09/09/2010, o Jailson já tinha registrado queixa na delegacia contra o motorista, mas ele continuava não parando no ponto para os estudantes. Por isso, agora de manhã bem cedinho, ele esperou o ônibus passar. Quando o ônibus não parou de novo, ele chamou dois guardas municipais, que seguiram o ônibus por uns cem metros e mandaram o motorista parar. Ele foi detido pelos guardas. Revoltado com a atitude de Jailson, Derfaux Silva Brandão, que tem 35 anos e dirige um dos ônibus da linha 629 (Saens Peña – Irajá), ficou revoltado e tentou agredir o pai da estudante.

Questão 3: Leia o texto abaixo. Em seguida, reescreva-o no formato da pirâmide invertida, transformando-o em uma matéria factual de três parágrafos que deverá ser publicada amanhã (terca-feira, dia 05/10) em um jornal impresso de grande circulação (4.0 pontos). A qualidade do texto, a correção lingüística, a coesão, a coerência e as regras de redação para o texto jornalístico factual impresso serão levadas em conta pela correção.
Policiais e criminosos do Morro Dona Marta, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, trocaram tiros na manhã desta segundaa-feira (4/10). Por conta do tiroteio, a Escola Alemã Corcovado, na Rua São Clemente, próximo à entrada principal do Dona Marta, suspendeu as aulas no turno da tarde. No colégio Santo Inácio, a direção informou que, por causa do tiroteio, as crianças não puderam usar o pátio na hora do recreio, nesta manhã. Mas a escola garante que as aulas não foram suspensas. Na British School, um grupo de crianças também não pôde usar o pátio nesta manhã. A operação foi comandada pela DRFA (Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis), com apoio da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais) e do helicóptero Águia, da Polícia Civil. 100 policiais ocuparam a favela quando eram mais ou menos umas 5h00 e a ação durou até umas 14h00. As informações são do delegado Allan Turnowski, do Departamento de Polícia Especializada. Ele explica que entre os objetivos da operação consta a repressão ao tráfico de drogas. Um homem foi detido e outro baleado durante ação da polícia. A informação é da polícia. O baleado, identificado como Ellington Saraiva, deu entrada no Hospital Rocha Maia, em Botafogo. As informações são do setor de registro do hospital. A polícia suspeita que ele seja um traficante da região. No fim da manhã, o tiroteio ainda era intenso na região. Na subida do morro, em frente à sede da Mocidade Unida do Santa Marta, era possível ouvir em breves intervalos a explosão de granadas. Mais ou menos pela hora do almoço (umas 13h00), a polícia informou que foi estourado um paiol de armas e munições de uma organização criminosa, que estava escondido debaixo de um barraco. No local conhecido como “mina”, onde foi encontrada uma carga de maconha e o arsenal, sete homens que faziam a segurança da casa atiraram nos policiais e depois fugiram em direção à mata. Segundo a secretaria de Segurança, dois traficantes foram mortos no alto do morro, após troca de tiros com policiais. Houve também um detido, identificado como Igor Vieira da Silva, de 18 anos, que admitiu trabalhar para o tráfico de drogas da região. Ele exerce a função de “radinho” (ele avisa os criminosos sobre a movimentação dos policiais), o antigo fogueteiro. Em entrevista ao, ele admitiu ser traficante, mas negou ter participado da troca de tiros. Ele conta que estava fumando maconha quando foi preso. Agora de tarde, a Secretaria de Segurança falou que a operação resultou na maior apreensão de 2010. Segundo a secretaria de Segurança, a ação superou a quantidade de armas e drogas apreendidas no Complexo do Alemão, na Zona Norte, no dia 27 de junho. Na operação de hoje, foi apreendida uma tonelada de maconha, além de duas metralhadoras ponto 30, uma arma antiaérea, oito fuzis, cinco espingardas calibre 12, oito pistolas, duas mil munições e cinco galões de 'cheirinho da loló', totalizando 25 litros. A ação foi coordenada por policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis, que contaram com o apoio de agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais e de um helicóptero da Polícia Civil. José Mariano Beltrame, secretário de Segurança do Rio, comemorou a apreensão (cerca de uma tonelada de maconha e 20 armas, entre elas uma metralhadora antiaérea). A operação foi realizada após três meses de investigação."Esta é a política que estabelecemos, da inteligência. Queremos ter o conhecimento de onde estão as armas e drogas, para poder partir para ação", disse o secretário. Cerca de três meses após a operação no Complexo de favelas do Alemão, na zona norte, que envolveu mais de mil policiais, o alvo foi uma favela da zona sul da cidade que surpreendeu por estar "apagada há muitos anos", disse hoje Rodrigo Oliveira, que foi o delegado (da DRFA) que comandou a operação. No dia 5/09/2010, Beltrame disse num discurso inflamado contra a corrupção, que “policial honesto nasce com dignidade no DNA”. Ele falou aos policiais militares do 15º BPM (Duque de Caxias) na cerimônia de troca de comando da unidade (o tenente-coronel José Macedo Júnior deixou o cargo e, em seu lugar, foi empossado o tenente-coronel Luís Antônio Corso; Macedo Júnior foi exonerado no auge da crise que levou à prisão 59 policiais do 15º BPM, na Baixada Fluminense, acusados de corrupção ativa e passiva e associação para o crime organizado). Destacando que a policia está sempre lutando contra criminosos, Beltrame, na ocasião, afirmou que a corporação está “combatendo neste momento, um inimigo invisível: a doença da corrupção, que é mais potente e devastadora que as balas de fuzil” carregadas pelos policiais. Ao ressaltar que o governo está investindo cada vez mais na integração das polícias civil e militar, o secretário afirmou que “toda insubordinação será punida”. E acrescentou: “O bom policial sabe que o maior salário que podemos ter é o respeito da família e da sociedade, e é por isso que estamos dando um basta à corrupção”. Apesar da fala de Beltrame, a operação foi muito criticada por políticos, ONGs e pela sociedade civil, já que ela tira o crédito (e até mesmo inviabiliza) a instalação de UPPs no estado do Rio de Janeiro. A favela Santa Marta foi uma das primeiras comunidades a receber uma UPP.

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