segunda-feira, 29 de novembro de 2010

PROVA AV3 de REDAÇÃO JORNALÍSTICA 1 – 2010.2 – Campus NITERÓI

PROVA AV3 de REDAÇÃO JORNALÍSTICA 1 – 2010.2 – EXCLUSIVAMENTE PARA ALUNOS DO Campus NITERÓI
Entrega: sexta-feira, dia 10 de dezembro de 2010 impreterivelmente no primeiro tempo de aula (das 15h40 às 16h20) e impresso de acordo com as normas ABNT. Provas entregues após as 16h20 e/ou em mídia externa ou por e-mail não serão aceitas.


QUESTÃO ÚNICA: Leia as informações disponibilizadas nesta postagem e, em seguida:

1)      redija um texto principal de quatro parágrafos que se refira a uma MATÉRIA FACTUAL sobre o assunto (3.5 pontos);
2)      redija um título de 40 (quarenta) toques para este texto principal (1.5 pontos);
3)      redija um sub-título de 85 toques para este título (1.0 ponto);
4)      redija um texto coordenado de dois parágrafos para o texto principal (3.0 pontos);
5)      redija um título de 25 toques para este texto coordenado (1.0 ponto).

Não esqueça de, juntamente com a sua prova IMPRESSA (de acordo com as normas ABNT), você deverá entregar o trabalho CORRIGIDO EM SALA DE AULA que poderá computar até 2.0 (dois) pontos nesta prova. Trabalhos que não foram corrigidos em sala até 16/11/2010 não serão considerados.

As informações abaixo foram retiradas do site http://www.observatoriodefavelas.org.br

“O Observatório de Favelas é uma organização social de pesquisa, consultoria e ação pública dedicada à produção do conhecimento e de proposições políticas sobre as favelas e fenômenos urbanos. O Observatório busca afirmar uma agenda de Direitos à Cidade, fundamentada na ressignificação das favelas, também no âmbito das políticas públicas. Criado em 2001, o Observatório de Favelas é desde 2003 uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP). O Observatório tem sede na Maré, no Rio de Janeiro, mas sua atuação é nacional. Foi fundado e é composto por  pesquisadores e profissionais oriundos de espaços populares. O Observatório tem como missão a elaboração de conceitos, projetos, programas e práticas que contribuam na formulação e avaliação de políticas públicas voltadas para a superação das desigualdades sociais. Para serem efetivas, tais políticas têm de se pautar pela expansão dos direitos, por uma cidadania plena e pela garantia dos direitos humanos nos espaços populares. O Observatório tem três vertentes institucionais, ou seja, atua em três áreas distintas: 1) Comunicação e Cultura A busca por uma sociedade igualitária exige políticas públicas de comunicação democráticas e horizontais, desde a sua concepção. Tais políticas públicas devem propiciar e garantir o direito de todos a criar e divulgar representações de si e do mundo, ter acesso integral a informações e a modos plurais de comunicação. O Observatório de Favelas cria e articula condições, formas e meios para uma comunicação dos espaços populares, dos seus moradores, destinada a públicos variados. O Observatório estimula a formação de novos atores nessa área do conhecimento nas favelas e periferias da cidade.  O objetivo é contribuir para que as populações desses locais, em toda a sua diversidade, elaborem e pratiquem uma Comunicação Cidadã, ou seja, uma comunicação que, ao resgatar e afirmar memórias e versões de seus agentes, duela com estereótipos e colabora com a construção de uma cidadania plena e participativa. 2) Desenvolvimento Territorial O Observatório de Favelas busca colaborar com um desenvolvimento territorial que propicie aos moradores das favelas a condição de cidadãos, habitantes da cidade, soberanos em seus direitos no espaço urbano. Para isso, por exemplo, o Observatório realiza diagnósticos sociais e outros levantamentos nas favelas e periferias para formular e implementar projetos nesses espaços, propor, subsidiar e avaliar políticas públicas urbanas. Reconhecendo as profundas desigualdades territoriais na cidade, o Observatório atua para mobilizar diferentes atores políticos num amplo programa de desenvolvimento integrado, que crie condições diferenciadas de investimentos para os espaços populares, priorizando a redução da vulnerabilidade social, econômica e ambiental. 3) Direitos Humanos Para o Observatório de Favelas, Direitos Humanos são parâmetros éticos, jurídicos e políticos, construídos por lutas sociais emancipatórias. Os direitos humanos são indivisíveis e universais. A vertente Direitos Humanos trabalha para propor políticas e metodologias que sirvam de exemplo para a redução da violência letal, principalmente contra os jovens de espaços populares, e para desenvolver projetos que contribuam com uma política de segurança realmente cidadã, baseada na valorização da vida. O combate ao crime não pode ser mais importante que a vida humana. A ação para enfrentar o problema é a prevenção com redução de danos. A responsabilidade sobre o tema não deve ser só da polícia, mas do conjunto das organizações da sociedade civil e do Estado.
Os Projetos e Ações do Observatório são divididos pelas vertentes. Nesses projetos, o Observatório de Favelas persegue os seguintes objetivos:
  1. Formar uma ampla rede sociopedagógica para influenciar nas políticas públicas, torná-las efetivas, criar práticas horizontais de intervenção social nos espaços populares
  2. Avaliar políticas públicas destinadas aos espaços populares, a partir da produção de instrumentos conceituais e metodológicos plurais
  3. Elaborar conceitos e informações que rivalizem com as visões criminalizantes e homogeneizantes sobre os espaços populares
  4. Formular e implantar práticas exemplares em educação, geração de trabalho e renda, moradia e regularização fundiária urbana, cultura, comunicação e segurança cidadã
  5. Constituir referências inovadoras de produção do conhecimento, na nossa rede social e política, para viabilizar propostas de Direito à Cidade.”

Para produções do Observatório e sobre o Observatório, vá até o link  Acervo em http://www.observatoriodefavelas.org.br.


Neste fim de semana o Observatório de Favelas divulgou uma Nota sobre os acontecimentos no Complexo do Alemão


“Em virtude dos últimos acontecimentos na região metropolitana do Rio de Janeiro, o Observatório de Favelas repudia todo e qualquer ato de violência, seja ele oriundo das organizações criminosas ou de instituições do Estado. Consideramos um retrocesso na política de segurança pública uma retomada da intervenção policial pautada pela lógica do confronto e pelo discurso da “guerra”. Diante do quadro atual, é fundamental que a polícia atue priorizando a inteligência, a estratégia e, sobretudo, a valorização da vida de toda a população, sem exceção. A sensação de insegurança generalizada tem provocado um clamor, por parte de diversos setores sociais, por intervenções duras das forças policiais. Parte da população espera inclusive que a polícia entre nas favelas para matar. O risco que corremos diante desse quadro é o da legitimação social de práticas como o uso abusivo da força, execuções sumárias e outras formas de violações de direitos. O número de mortes registrado nos últimos dias e o uso ostensivo de equipamentos bélicos aponta para um panorama extremamente preocupante. A letalidade não pode de forma alguma ser apresentada como critério de eficiência da atuação policial, nem como "dano colateral" de uma operação. Nada justifica a perda de vidas em uma intervenção do Estado. Não podemos ver a repetição de ações como a ocorrida em junho de 2007, na operação que ficou conhecida como “Chacina do Alemão”. Na ocasião, 19 pessoas morreram, muitas com indícios de execuções sumárias. Em um momento como este, os moradores das áreas atingidas pela atuação das forças de segurança sofrem uma série de violações de direitos. Têm cerceados direitos fundamentais como o de ir e vir e o acesso às escolas, por exemplo. É imprescindível que a ação do Estado tenha como foco a garantia da segurança e a proteção da vida dos moradores de todas as áreas da cidade. Infelizmente, o que presenciamos é que os efeitos da violência atingem de forma mais contundente a população que reside nas áreas mais pobres da cidade, o que tem sido um traço histórico das operações policiais realizadas no Rio de Janeiro. E isso tem que acabar.”

FIM DA POSTAGEM

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