<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7409186116262165028</id><updated>2011-09-05T09:12:16.633-07:00</updated><title type='text'>Estudos de jornalismo</title><subtitle type='html'>Jornais impressos, revistas, rádio, televisão, internet e até celular: hoje, todos os veículos e mídias buscam credibilidade na informação noticiosa. Mas... Que conteúdo é este? Quem o determina? A quem se destina? Qual é a sua função social? Este é um espaço para refletirmos sobre questões que envolvem a atividade que, atualmente, mais interfere em nossa sociabilidade e em nossa maneira de ver o mundo: o jornalismo.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Patrícia D'Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14638596590427829993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_WwinE5JVsAI/R_wQIxNoCkI/AAAAAAAAAAM/HuySs7jdM4U/S220/Distra%C3%ADda.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>32</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7409186116262165028.post-4740712463028760926</id><published>2011-04-04T07:59:00.001-07:00</published><updated>2011-04-04T08:01:03.208-07:00</updated><title type='text'>AV1 DE REDAÇÃO JORNALÍSTICA I – Abril de 2011</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ – COMUNICAÇÃO SOCIAL&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;JORNALISMO -&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;REDAÇÃO JORNALÍSTICA 1&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Profª Patrícia D’Abreu - Barra e Niterói – 2011.1&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;u&gt;AV1 DE REDAÇÃO JORNALÍSTICA I – Abril de 2011&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;ESTRUTURA DA PROVA: esta prova é composta de duas partes; a primeira parte (em dupla) corresponde aos exercícios corrigidos em sala de aula que devem ser refeitos; a segunda parte (individual) corresponde à redação de um texto factual, conforme o enunciado desta postagem.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;REGRAS PARA A ENTREGA DA PROVA: o texto deverá ser entregue juntamente com as questões a serem refeitas do trabalho corrigido em sala de aula; todo o material deverá ter uma folha de rosto com o nome da disciplina, o campus e os nomes dos alunos (em ordem alfabética); cada um dos textos individuais deverá estar identificado com o nome do aluno que o produziu; todo o material deverá ser entregue IMPRESSO de acordo com as normas ABNT - Times New Roman, corpo 12, normal, entrelinha 1.5 (um e meio), tinta preta, papel branco (provas que não estiverem impressas e/ou que estiverem fora das regras ABNT não serão corrigidas).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;ENTREGA DA PROVA: todo o material da prova deverá ser entregue durante o primeiro tempo de aula, no dia da AV1 indicado no calendário acadêmico da Universidade; alunos de NITERÓI – entrega dia 8 de abril, sexta-feira, entre 9h40 e 10h20; alunos da BARRA / Tom Jobim- entrega dia 12 de abril, terça-feira, entre 7h30 e 8h10; provas entregues fora destes prazos e horários não serão aceitas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;u&gt;QUESTÃO 1&lt;/u&gt;:&lt;/b&gt; Exercícios refeitos. Alunos que não precisaram refazer o exercício deverão entregar a versão corrigida em sala pela professora. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;(5.0 pontos)&lt;u&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;u&gt;QUESTÃO 2&lt;/u&gt;:&lt;/b&gt; Leia as informações listadas abaixo (fonte: G1). Em seguida, redija uma &lt;u&gt;matéria factual&lt;/u&gt; de três parágrafos sobre este assunto, respeitando os critérios de noticiabilidade e atualidade e o formato da pirâmide invertida. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;(5.0 pontos)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 17.4pt; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: inherit; font-size: 11.5pt; letter-spacing: -0.25pt;"&gt;# três bebês nasceram (24/02/2011) em Curitiba # os bebês (meninas) foram gerados a partir da fertilização &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;in vitro&lt;/i&gt; (os óvulos são fecundados por espermatozóides manipulados e os embriões resultantes são implantados no útero materno) # o procedimento foi realizado geneticista Karan Abou Saad # o valor do tratamento integral para a fertilização &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;in vitro&lt;/i&gt; pode chegar a R$ 20 mil # uma semana depois do nascimento os bebês foram levados pelo Conselho Tutelar para um abrigo # a maternidade acionou o Ministério Público porque o pai só quis levar dois bebês para casa # a maternidade não deixou os pais levarem só duas crianças para casa # os pais são representados pela advogada Margareth Zanardini&amp;nbsp; # Karan Abou Saad disse que os primeiros exames de gravidez mostravam que seriam três bebês # o Ministério Público conseguiu uma liminar na Justiça para o Conselho Tutelar levar os três bebês para um abrigo # a maternidade onde os bebês nasceram não quer se pronunciar sobre o caso # hoje, o psicólogo Guilherme Falcão analisou o caso para o site G1 e disse que o Ministério Público tinha que obrigar esses pais a um tratamento psicológico e psiquiátrico e a ação tramita sob segredo de Justiça #&amp;nbsp; no mesmo dia, &amp;nbsp;a advogada dos pais disse que a história de que o pai teria tentado abandonar uma das filhas no hospital é verídica “somente em partes” # ela não apresentou a versão do casal para o caso # ela só disse que o casal teria se arrependido e tentaria reaver a guarda das crianças na Justiça # um pedido, em nome das crianças, enviado à Justiça solicitando o direito de ser amamentadas e visitadas pela mãe resultou na concessão de uma visita semanal de duas horas # a advogada da família informou que os pais não querem comentar sobre o assunto porque o caso está em segredo de justiça.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 17.4pt; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: inherit; font-size: 11.5pt; letter-spacing: -0.25pt;"&gt;Declarações: Karan - "Pra mim é uma novidade, nunca vi um casal rejeitar um filho após um tratamento para engravidar" / Margareth - “As criaturas que estão sendo punidas são as crianças que estão sem o direito de sequer ter o contato diário com a mãe / Falcão – “Alguém tinha que tentar descobrir que coisa é essa de ter obsessão em ter filhos, ao ponto de fazer um tratamento tão caro, e depois abandonar”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 17.4pt; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7409186116262165028-4740712463028760926?l=estudosdejornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/feeds/4740712463028760926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7409186116262165028&amp;postID=4740712463028760926' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/4740712463028760926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/4740712463028760926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/2011/04/av1-de-redacao-jornalistica-i-abril-de.html' title='AV1 DE REDAÇÃO JORNALÍSTICA I – Abril de 2011'/><author><name>Patrícia D'Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14638596590427829993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_WwinE5JVsAI/R_wQIxNoCkI/AAAAAAAAAAM/HuySs7jdM4U/S220/Distra%C3%ADda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7409186116262165028.post-1075906481534205914</id><published>2010-12-08T14:19:00.000-08:00</published><updated>2010-12-08T14:19:13.018-08:00</updated><title type='text'>PROVA AV3 de REDAÇÃO JORNALÍSTICA 1 – 2010.2 – Campus BARRA</title><content type='html'>&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ – COMUNICAÇÃO SOCIAL&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;REDAÇÃO JORNALÍSTICA 1 – AV3&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;EXCLUSIVO PARA ALUNOS DO CAMPUS BARRA - TOM JOBIM&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;Prova a ser entregue terça-feira, dia 14 de dezembro de 2010 no horário da aula&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;QUESTÃO ÚNICA: Leia as informações disponibilizadas no texto 1 e no texto 2 desta postagem e, em seguida:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 36.0pt; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt; text-align: justify; text-indent: -18.0pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="mso-list: Ignore;"&gt;1)&lt;span style="font: 7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;redija um texto principal de quatro parágrafos que se refira a uma MATÉRIA FACTUAL sobre o assunto (3.5 pontos);&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 36.0pt; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt; text-align: justify; text-indent: -18.0pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="mso-list: Ignore;"&gt;2)&lt;span style="font: 7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;redija um título de 40 (quarenta) toques para este texto principal (1.5 pontos);&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 36.0pt; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt; text-align: justify; text-indent: -18.0pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="mso-list: Ignore;"&gt;3)&lt;span style="font: 7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;redija um sub-título de 85 toques para este título (1.0 ponto);&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 36.0pt; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt; text-align: justify; text-indent: -18.0pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="mso-list: Ignore;"&gt;4)&lt;span style="font: 7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;redija um texto coordenado de dois parágrafos para o texto principal (3.0 pontos);&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 36.0pt; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt; text-align: justify; text-indent: -18.0pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="mso-list: Ignore;"&gt;5)&lt;span style="font: 7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;redija um título de 25 toques para este texto coordenado (1.0 ponto).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não esqueça que a sua prova TEM QUE ser entregue IMPRESSA, de acordo com as normas ABNT. Provas em mídia externa ou por e-mail NÃO SERÃO ACEITAS. &lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt;"&gt;TEXTO 1: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;WikiLeaks&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt;"&gt;é uma organização transnacional sem fins lucrativos, sediada na&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Su%C3%A9cia" title="Suécia"&gt;&lt;span style="color: windowtext;"&gt;Suécia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, que publica, em seu&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;site&lt;/i&gt;,&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Post(internet)&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1" title="Post(internet) (página não existe)"&gt;&lt;span style="color: windowtext;"&gt;posts&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;de fontes anônimas, documentos, fotos e informações confidenciais, vazadas de governos ou empresas, sobre assuntos sensíveis. O&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;site&lt;/i&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;foi construído com base em vários pacotes de&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Software" title="Software"&gt;&lt;span style="color: windowtext;"&gt;software&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, incluindo&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/MediaWiki" title="MediaWiki"&gt;&lt;span style="color: windowtext;"&gt;MediaWiki&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;,&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Freenet&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1" title="Freenet (página não existe)"&gt;&lt;span style="color: windowtext;"&gt;Freenet&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;,&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Onion_Router" title="The Onion Router"&gt;&lt;span style="color: windowtext;"&gt;Tor&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;e&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pretty_Good_Privacy" title="Pretty Good Privacy"&gt;&lt;span style="color: windowtext;"&gt;PGP&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;. Apesar do seu nome, a&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;Wikileaks&lt;/i&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;não é uma&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Wiki" title="Wiki"&gt;&lt;span style="color: windowtext;"&gt;wiki&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;- leitores que não têm as permissões adequadas não podem editar o seu conteúdo. Para a postagem, a&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;WikiLeaks&lt;/i&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;recomenda vivamente o uso do&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Onion_Router" title="The Onion Router"&gt;&lt;span style="color: windowtext;"&gt;Tor&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, visando a preservar a privacidade dos seus usuários e garante que a informação colocada pelos usuários não é rastreável. O&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;site&lt;/i&gt;, administrado por&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;The Sunshine Press&lt;/i&gt;, foi lançado em dezembro de 2006 e, em meados de novembro de 2007, já continha 1,2 milhões de documentos.&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;No&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;site&lt;/i&gt;, a organização informa ter sido fundada por &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dissidente" title="Dissidente"&gt;&lt;span style="color: windowtext;"&gt;dissidentes&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;chineses, jornalistas, matemáticos e tecnólogos dos&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Estados_Unidos" title="Estados Unidos"&gt;&lt;span style="color: windowtext;"&gt;Estados Unidos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;,&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Taiwan" title="Taiwan"&gt;&lt;span style="color: windowtext;"&gt;Taiwan&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;,&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Europa" title="Europa"&gt;&lt;span style="color: windowtext;"&gt;Europa&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;,&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Austr%C3%A1lia" title="Austrália"&gt;&lt;span style="color: windowtext;"&gt;Austrália&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;e&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81frica_do_Sul" title="África do Sul"&gt;&lt;span style="color: windowtext;"&gt;África do Sul&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Seu diretor é o&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Australia" title="Australia"&gt;&lt;span style="color: windowtext;"&gt;australiano&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Julian_Assange" title="Julian Assange"&gt;&lt;span style="color: windowtext;"&gt;Julian Assange&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, jornalista e&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ciberativista" title="Ciberativista"&gt;&lt;span style="color: windowtext;"&gt;ciberativista&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. (fonte: Wikipédia)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;TEXTO 2:&lt;/b&gt; &lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;A Avaaz é uma comunidade de mobilização online que leva a voz da sociedade civil para a política global. A&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt;"&gt;vaaz, que significa "voz" em várias línguas européias, do oriente médio e asiáticas, foi lançada em 2007 com uma simples missão democrática: mobilizar pessoas de todos os países para construir uma ponte entre o mundo em que vivemos e o mundo que a maioria das pessoas querem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt;"&gt;A Avaaz mobiliza milhões de pessoas de todo tipo para agirem em causas internacionais urgentes, desde pobreza global até os conflitos no Oriente Médio e mudanças climáticas. O nosso modelo de mobilização online permite que milhares de ações individuais, apesar de pequenas, possam ser combinadas em uma poderosa força coletiva. Operando em 14 línguas por uma equipe profissional em quatro continentes e voluntários de todo o planeta, a comunidade Avaaz se mobiliza assinando petições, financiando campanhas de anúncios, enviando emails e telefonando para governos, organizando protestos e eventos nas ruas, tudo isso para garantir que os valores e visões da sociedade civil global informem as decisões governamentais que afetam todos nós.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt;"&gt;&amp;nbsp; De acordo com a Avaaz, a&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt; atual campanha agressiva de intimidação contra o WikiLeaks é errada, perigosa e compromete o Estado de Direito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt;"&gt;Políticos importantes dos EUA chegaram ao extremo de chamar o WikiLeaks de uma organização terrorista, sugerindo o assassinato da sua equipe e pedindo para empresas boicotarem o site.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt;"&gt;Para a Avaaz, o futuro da liberdade de imprensa e da Internet está em jogo e a instituição está se mobilizando para&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt; manifestar urgentemente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt;"&gt;no sentido de garantir que governos e empresas ajam com cautela e por vias legais, em relação ao Wikileaks.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt;"&gt;A instituição está fazendo uma campanha on line para conseguir assinaturas para uma petição contra a perseguição do Wikileaks e pretende&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt; conseguir 1 milhão assinaturas esta semana. O texto da petição está reproduzido a seguir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3 style="line-height: 15.6pt; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;“&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Para o governo dos EUA e empresas ligadas ao WikiLeaks:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;Nós pedimos o fim da perseguição ao Wikileaks e seus parceiros imediatamente. Pedimos respeito pelos princípios democráticos e leis de liberdade de expressão e de imprensa. Se o Wikileaks e seus jornalistas parceiros violaram alguma lei eles deverão ser levados à justiça. Eles não devem ser sujeitados a uma campanha de intimidação extra-judicial.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt; (fonte: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;a href="http://www.avaaz.org/"&gt;&lt;span style="color: windowtext;"&gt;http://www.avaaz.org&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;)&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.6pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;FIM DA POSTAGEM&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7409186116262165028-1075906481534205914?l=estudosdejornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/feeds/1075906481534205914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7409186116262165028&amp;postID=1075906481534205914' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/1075906481534205914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/1075906481534205914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/2010/12/prova-av3-de-redacao-jornalistica-1.html' title='PROVA AV3 de REDAÇÃO JORNALÍSTICA 1 – 2010.2 – Campus BARRA'/><author><name>Patrícia D'Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14638596590427829993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_WwinE5JVsAI/R_wQIxNoCkI/AAAAAAAAAAM/HuySs7jdM4U/S220/Distra%C3%ADda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7409186116262165028.post-8621372199233390930</id><published>2010-11-29T05:21:00.000-08:00</published><updated>2010-12-08T14:16:57.648-08:00</updated><title type='text'>PROVA AV3 de REDAÇÃO JORNALÍSTICA 1 – 2010.2 – Campus NITERÓI</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;PROVA AV3 de REDAÇÃO JORNALÍSTICA 1 – 2010.2 – &lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;EXCLUSIVAMENTE PARA ALUNOS DO&lt;/span&gt; Campus NITERÓI&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Entrega: &lt;/b&gt;sexta-feira, dia 10 de dezembro de 2010 impreterivelmente no primeiro tempo de aula (das 15h40 às 16h20) e impresso de acordo com as normas ABNT. Provas entregues após as 16h20 e/ou em mídia externa ou por e-mail não serão aceitas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;QUESTÃO ÚNICA&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;: Leia as informações disponibilizadas nesta postagem e, em seguida:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 36.0pt; mso-list: l1 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt; text-align: justify; text-indent: -18.0pt;"&gt;1)&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;redija um texto principal de quatro parágrafos que se refira a uma MATÉRIA FACTUAL sobre o assunto (3.5 pontos);&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 36.0pt; mso-list: l1 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt; text-align: justify; text-indent: -18.0pt;"&gt;2)&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;redija um título de 40 (quarenta) toques para este texto principal (1.5 pontos);&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 36.0pt; mso-list: l1 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt; text-align: justify; text-indent: -18.0pt;"&gt;3)&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;redija um sub-título de 85 toques para este título (1.0 ponto);&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 36.0pt; mso-list: l1 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt; text-align: justify; text-indent: -18.0pt;"&gt;4)&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;redija um texto coordenado de dois parágrafos para o texto principal (3.0 pontos);&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 36.0pt; mso-list: l1 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt; text-align: justify; text-indent: -18.0pt;"&gt;5)&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;redija um título de 25 toques para este texto coordenado (1.0 ponto).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não esqueça de, juntamente com a sua prova IMPRESSA (de acordo com as normas ABNT), você deverá entregar o trabalho CORRIGIDO &lt;st1:personname productid="EM SALA DE AULA" w:st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="EM SALA DE" w:st="on"&gt;EM SALA DE&lt;/st1:personname&gt; AULA&lt;/st1:personname&gt; que poderá computar até 2.0 (dois) pontos nesta prova. Trabalhos que não foram corrigidos em sala até 16/11/2010 não serão considerados.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;As informações abaixo foram retiradas do site &lt;span style="color: windowtext;"&gt;&lt;a href="http://www.observatoriodefavelas.org.br/"&gt;http://www.observatoriodefavelas.org.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 5.75pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;“O Observatório de Favelas é uma organização social de pesquisa, consultoria e ação pública dedicada à produção do conhecimento e de proposições políticas sobre as favelas e fenômenos urbanos. O Observatório busca afirmar uma agenda de Direitos à Cidade, fundamentada na ressignificação das favelas, também no âmbito das políticas públicas. Criado em 2001, o Observatório de Favelas é desde 2003 uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP). O Observatório tem sede na Maré, no Rio de Janeiro, mas sua atuação é nacional. Foi fundado e é composto por&amp;nbsp; pesquisadores e profissionais oriundos de espaços populares. O Observatório tem como missão a elaboração de conceitos, projetos, programas e práticas que contribuam na formulação e avaliação de políticas públicas voltadas para a superação das desigualdades sociais. Para serem efetivas, tais políticas têm de se pautar pela expansão dos direitos, por uma cidadania plena e pela garantia dos direitos humanos nos espaços populares. O Observatório tem&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;três vertentes institucionais&lt;/strong&gt;, ou seja, atua em três áreas distintas: 1) &lt;a href="http://www.observatoriodefavelas.org.br/observatoriodefavelas/areas_atuacao/comunicacao.php"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: windowtext;"&gt;Comunicação e Cultura&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; A busca por uma sociedade igualitária exige políticas públicas de comunicação democráticas e horizontais, desde a sua concepção. Tais políticas públicas devem propiciar e garantir o direito de todos a criar e divulgar representações de si e do mundo, ter acesso integral a informações e a modos plurais de comunicação. O Observatório de Favelas cria e articula condições, formas e meios para uma comunicação dos espaços populares, dos seus moradores, destinada a públicos variados. O Observatório estimula a formação de novos atores nessa área do conhecimento nas favelas e periferias da cidade. &amp;nbsp;O objetivo é contribuir para que as populações desses locais, em toda a sua diversidade, elaborem e pratiquem uma Comunicação Cidadã, ou seja, uma comunicação que, ao resgatar e afirmar memórias e versões de seus agentes, duela com estereótipos e colabora com a construção de uma cidadania plena e participativa. 2) &lt;a href="http://www.observatoriodefavelas.org.br/observatoriodefavelas/areas_atuacao/des_territorial.php"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: windowtext;"&gt;Desenvolvimento Territorial&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; O Observatório de Favelas busca colaborar com um desenvolvimento territorial que propicie aos moradores das favelas a condição de cidadãos, habitantes da cidade, soberanos em seus direitos no espaço urbano. Para isso, por exemplo, o Observatório realiza diagnósticos sociais e outros levantamentos nas favelas e periferias para formular e implementar projetos nesses espaços, propor, subsidiar e avaliar políticas públicas urbanas. Reconhecendo as profundas desigualdades territoriais na cidade, o Observatório atua para mobilizar diferentes atores políticos num amplo programa de desenvolvimento integrado, que crie condições diferenciadas de investimentos para os espaços populares, priorizando a redução da vulnerabilidade social, econômica e ambiental. 3) &lt;a href="http://www.observatoriodefavelas.org.br/observatoriodefavelas/areas_atuacao/dir_humanos.php"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: windowtext;"&gt;Direitos Humanos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; Para o Observatório de Favelas, Direitos Humanos são parâmetros éticos, jurídicos e políticos, construídos por lutas sociais emancipatórias. Os direitos humanos são indivisíveis e universais. A vertente Direitos Humanos trabalha para propor políticas e metodologias que sirvam de exemplo para a redução da violência letal, principalmente contra os jovens de espaços populares, e para desenvolver projetos que contribuam com uma política de segurança realmente cidadã, baseada na valorização da vida. O combate ao crime não pode ser mais importante que a vida humana. A ação para enfrentar o problema é a prevenção com redução de danos. A responsabilidade sobre o tema não deve ser só da polícia, mas do conjunto das organizações da sociedade civil e do Estado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: -18.0pt; text-align: justify;"&gt;Os Projetos e Ações do Observatório são divididos pelas vertentes. Nesses projetos, o Observatório de Favelas persegue os seguintes objetivos:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol start="1" style="margin-top: 0cm;" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="mso-list: l0 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt; text-align: justify;"&gt;Formar uma ampla rede sociopedagógica para      influenciar nas políticas públicas, torná-las efetivas, criar práticas      horizontais de intervenção social nos espaços populares&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="mso-list: l0 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt; text-align: justify;"&gt;Avaliar políticas públicas destinadas aos espaços      populares, a partir da produção de instrumentos conceituais e      metodológicos plurais&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="mso-list: l0 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt; text-align: justify;"&gt;Elaborar conceitos e informações que rivalizem com      as visões criminalizantes e homogeneizantes sobre os espaços populares&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="mso-list: l0 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt; text-align: justify;"&gt;Formular e implantar práticas exemplares em      educação, geração de trabalho e renda, moradia e regularização fundiária      urbana, cultura, comunicação e segurança cidadã&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="mso-list: l0 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt; text-align: justify;"&gt;Constituir referências inovadoras de produção do      conhecimento, na nossa rede social e política, para viabilizar propostas      de Direito à Cidade.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;Para produções do Observatório e sobre o Observatório, vá até o link &lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.observatoriodefavelas.org.br/observatoriodefavelas/acervo/index.php"&gt;&lt;span style="color: windowtext;"&gt;Acervo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; em &lt;a href="http://www.observatoriodefavelas.org.br/"&gt;&lt;span style="color: windowtext;"&gt;http://www.observatoriodefavelas.org.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Neste fim de semana o Observatório de Favelas divulgou uma &lt;span class="noticiastitulo"&gt;&lt;b&gt;Nota sobre os acontecimentos no Complexo do Alemão&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;“E&lt;i&gt;m virtude dos últimos acontecimentos na região metropolitana do Rio de Janeiro, o Observatório de Favelas repudia todo e qualquer ato de violência, seja ele oriundo das organizações criminosas ou de instituições do Estado. Consideramos um retrocesso na política de segurança pública uma retomada da intervenção policial pautada pela lógica do confronto e pelo discurso da “guerra”. Diante do quadro atual, é fundamental que a polícia atue priorizando a inteligência, a estratégia e, sobretudo, a valorização da vida de toda a população, sem exceção. A sensação de insegurança generalizada tem provocado um clamor, por parte de diversos setores sociais, por intervenções duras das forças policiais. Parte da população espera inclusive que a polícia entre nas favelas para matar. O risco que corremos diante desse quadro é o da legitimação social de práticas como o uso abusivo da força, execuções sumárias e outras formas de violações de direitos. O número de mortes registrado nos últimos dias e o uso ostensivo de equipamentos bélicos aponta para um panorama extremamente preocupante. A letalidade não pode de forma alguma ser apresentada como critério de eficiência da atuação policial, nem como "dano colateral" de uma operação. Nada justifica a perda de vidas em uma intervenção do Estado. Não podemos ver a repetição de ações como a ocorrida em junho de 2007, na operação que ficou conhecida como “Chacina do Alemão”. Na ocasião,&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.observatoriodefavelas.org.br/noticias_antigas/noticias/4545.php?id=4545" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: windowtext; text-decoration: none;"&gt;19 pessoas morreram, muitas com indícios de execuções sumárias&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Em um momento como este, os moradores das áreas atingidas pela atuação das forças de segurança sofrem uma série de violações de direitos. Têm cerceados direitos fundamentais como o de ir e vir e o&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.observatoriodefavelas.org.br/observatoriodefavelas/noticias/arquivos/relatorio_alemao.pdf" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: windowtext; text-decoration: none;"&gt;acesso às escolas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, por exemplo. É imprescindível que a ação do Estado tenha como foco a garantia da segurança e a proteção da vida dos moradores de todas as áreas da cidade. Infelizmente, o que presenciamos é que os efeitos da violência atingem de forma mais contundente a população que reside nas áreas mais pobres da cidade, o que tem sido um traço histórico das operações policiais realizadas no Rio de Janeiro. E isso tem que acabar&lt;/i&gt;.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;FIM DA POSTAGEM&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7409186116262165028-8621372199233390930?l=estudosdejornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/feeds/8621372199233390930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7409186116262165028&amp;postID=8621372199233390930' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/8621372199233390930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/8621372199233390930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/2010/11/prova-av2-de-redacao-jornalistica-1.html' title='PROVA AV3 de REDAÇÃO JORNALÍSTICA 1 – 2010.2 – Campus NITERÓI'/><author><name>Patrícia D'Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14638596590427829993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_WwinE5JVsAI/R_wQIxNoCkI/AAAAAAAAAAM/HuySs7jdM4U/S220/Distra%C3%ADda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7409186116262165028.post-2111432122558270403</id><published>2010-09-29T07:53:00.000-07:00</published><updated>2010-09-29T07:53:13.182-07:00</updated><title type='text'>AV1 - REDAÇÃO JORNALÍSTICA 1 – TOM JOBIM – 2010.2</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ATENÇÃO: (1) As respostas deverão ser impressas (tinta preta, papel branco) em Times New Roman, corpo 12, normal, entrelinha 1.5 em texto justificado. Cada uma das respostas deverá estar numerada de acordo com a questão. O material entregue pelo aluno deverá estar identificado (disciplina, nome da professora, tipo de prova, período acadêmico – 2010.2 – e nome completo do aluno). (2) Os fatos e informações que compõem as questões 2 e 3 são fictícios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Questão 1:&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; Selecione um artigo publicado esta semana no jornal impresso O GLOBO (1.0 ponto). Em seguida, comente-o, explicando como as características deste tipo de texto podem ser encontradas no material que você selecionou (2.0 pontos). Não esqueça de anexar o recorte ao seu comentário. A sua resposta deverá ter entre 10 (dez) e 15 (quinze) linhas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Questão 2: &lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;Leia as informações abaixo e, em seguida, redija um lide integral, que será publicado amanhã (terça-feira, dia 5/10) no formato de nota em um jornal impresso de grande circulação (3.0 pontos). A qualidade do texto, a correção lingüística, a coesão, a coerência e as regras de redação para o texto jornalístico factual impresso serão levadas em conta pela correção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;A gratuidade para alunos da rede pública de ensino uniformizados foi assegurada por lei estadual, em dezembro de 1999. Os estudantes da rede pública recebem o bilhete eletrônico que garante a gratuidade nos ônibus. Porém, um motorista de ônibus, da Viação Rubanil, parece ser contra esta lei. Mais que isso, parece ser contra o respeito aos outros. Não é à toa que ele foi detido por dois guardas municipais, agora de manhã, por tentativa de agressão. Ele tentou bater no pai de uma estudante da rede pública que o denunciou por se recusar a parar no ponto e transportar alunos uniformizados no subúrbio do Rio, na Vila da Penha, na Avenida Brás de Pina. O caso está sendo registrado na 38 ª DP (Irajá) e a viação Rubanil disse que não quer comentar o caso. Ele tentou bater em Jailson Gomes que, aos 45 anos e pai de uma estudante de 17 anos que estuda na Escola estadual Antônio Houaiss (no Méier, no subúrbio da cidade), contou que o seu agressor nunca pára no ponto para os alunos uniformizados da rede pública. No dia 09/09/2010, o Jailson já tinha registrado queixa na delegacia contra o motorista, mas ele continuava não parando no ponto para os estudantes. Por isso, agora de manhã bem cedinho, ele esperou o ônibus passar. Quando o ônibus não parou de novo, ele chamou dois guardas municipais, que seguiram o ônibus por uns cem metros e mandaram o motorista parar. Ele foi detido pelos guardas. Revoltado com a atitude de Jailson, Derfaux Silva Brandão, que tem 35 anos e dirige um dos ônibus da linha 629 (Saens Peña – Irajá), ficou revoltado e tentou agredir o pai da estudante.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Questão 3:&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; Leia o texto abaixo. Em seguida, reescreva-o no formato da pirâmide invertida, transformando-o em uma matéria factual de três parágrafos que deverá ser publicada amanhã (terca-feira, dia 05/10) em um jornal impresso de grande circulação (4.0 pontos). A qualidade do texto, a correção lingüística, a coesão, a coerência e as regras de redação para o texto jornalístico factual impresso serão levadas em conta pela correção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Policiais e criminosos do Morro Dona Marta, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, trocaram tiros na manhã desta segundaa-feira (4/10). Por conta do tiroteio, a Escola Alemã Corcovado, na Rua São Clemente, próximo à entrada principal do Dona Marta, suspendeu as aulas no turno da tarde. No colégio Santo Inácio, a direção informou que, por causa do tiroteio, as crianças não puderam usar o pátio na hora do recreio, nesta manhã. Mas a escola garante que as aulas não foram suspensas. Na British School, um grupo de crianças também não pôde usar o pátio nesta manhã. A operação foi comandada pela DRFA (Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis), com apoio da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais) e do helicóptero Águia, da Polícia Civil. 100 policiais ocuparam a favela quando eram mais ou menos umas 5h00 e a ação durou até umas 14h00. As informações são do delegado Allan Turnowski, do Departamento de Polícia Especializada. Ele explica que entre os objetivos da operação consta a repressão ao tráfico de drogas. Um homem foi detido e outro baleado durante ação da polícia. A informação é da polícia. O baleado, identificado como Ellington Saraiva, deu entrada no Hospital Rocha Maia, em Botafogo. As informações são do setor de registro do hospital. A polícia suspeita que ele seja um traficante da região. No fim da manhã, o tiroteio ainda era intenso na região. Na subida do morro, em frente à sede da Mocidade Unida do Santa Marta, era possível ouvir em breves intervalos a explosão de granadas. Mais ou menos pela hora do almoço (umas 13h00), a polícia informou que foi estourado um paiol de armas e munições de uma organização criminosa, que estava escondido debaixo de um barraco. No local conhecido como “mina”, onde foi encontrada uma carga de maconha e o arsenal, sete homens que faziam a segurança da casa atiraram nos policiais e depois fugiram em direção à mata. Segundo a secretaria de Segurança, dois traficantes foram mortos no alto do morro, após troca de tiros com policiais. Houve também um detido, identificado como Igor Vieira da Silva, de 18 anos, que admitiu trabalhar para o tráfico de drogas da região. Ele exerce a função de “radinho” (ele avisa os criminosos sobre a movimentação dos policiais), o antigo fogueteiro. Em entrevista ao, ele admitiu ser traficante, mas negou ter participado da troca de tiros. Ele conta que estava fumando maconha quando foi preso. Agora de tarde, a Secretaria de Segurança falou que a operação resultou na maior apreensão de 2010. Segundo a secretaria de Segurança, a ação superou a quantidade de armas e drogas apreendidas no Complexo do Alemão, na Zona Norte, no dia 27 de junho. Na operação de hoje, foi apreendida uma tonelada de maconha, além de duas metralhadoras ponto 30, uma arma antiaérea, oito fuzis, cinco espingardas calibre 12, oito pistolas, duas mil munições e cinco galões de 'cheirinho da loló', totalizando 25 litros. A ação foi coordenada por policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis, que contaram com o apoio de agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais e de um helicóptero da Polícia Civil. José Mariano Beltrame, secretário de Segurança do Rio, comemorou a apreensão (cerca de uma tonelada de maconha e 20 armas, entre elas uma metralhadora antiaérea). A operação foi realizada após três meses de investigação."Esta é a política que estabelecemos, da inteligência. Queremos ter o conhecimento de onde estão as armas e drogas, para poder partir para ação", disse o secretário. Cerca de três meses após a operação no Complexo de favelas do Alemão, na zona norte, que envolveu mais de mil policiais, o alvo foi uma favela da zona sul da cidade que surpreendeu por estar "apagada há muitos anos", disse hoje Rodrigo Oliveira, que foi o delegado (da DRFA) que comandou a operação. No dia 5/09/2010, Beltrame disse num discurso inflamado contra a corrupção, que “policial honesto nasce com dignidade no DNA”. Ele falou aos policiais militares do 15º BPM (Duque de Caxias) na cerimônia de troca de comando da unidade (o tenente-coronel José Macedo Júnior deixou o cargo e, em seu lugar, foi empossado o tenente-coronel Luís Antônio Corso; Macedo Júnior foi exonerado no auge da crise que levou à prisão 59 policiais do 15º BPM, na Baixada Fluminense, acusados de corrupção ativa e passiva e associação para o crime organizado). Destacando que a policia está sempre lutando contra criminosos, Beltrame, na ocasião, afirmou que a corporação está “combatendo neste momento, um inimigo invisível: a doença da corrupção, que é mais potente e devastadora que as balas de fuzil” carregadas pelos policiais. Ao ressaltar que o governo está investindo cada vez mais na integração das polícias civil e militar, o secretário afirmou que “toda insubordinação será punida”. E acrescentou: “O bom policial sabe que o maior salário que podemos ter é o respeito da família e da sociedade, e é por isso que estamos dando um basta à corrupção”. Apesar da fala de Beltrame, a operação foi muito criticada por políticos, ONGs e pela sociedade civil, já que ela tira o crédito (e até mesmo inviabiliza) a instalação de UPPs no estado do Rio de Janeiro. A favela Santa Marta foi uma das primeiras comunidades a receber uma UPP.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7409186116262165028-2111432122558270403?l=estudosdejornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/feeds/2111432122558270403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7409186116262165028&amp;postID=2111432122558270403' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/2111432122558270403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/2111432122558270403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/2010/09/av1-redacao-jornalistica-1-tom-jobim.html' title='AV1 - REDAÇÃO JORNALÍSTICA 1 – TOM JOBIM – 2010.2'/><author><name>Patrícia D'Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14638596590427829993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_WwinE5JVsAI/R_wQIxNoCkI/AAAAAAAAAAM/HuySs7jdM4U/S220/Distra%C3%ADda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7409186116262165028.post-382816598712394281</id><published>2010-08-24T02:34:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T02:34:34.710-07:00</updated><title type='text'>EXERCÍCIO 2 DE REDAÇAO JORNALÍSTICA 1 - TOM JOBIM E NITERÓI</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1. Leia as informações abaixo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;# donativos para as vítimas das chuvas dos dias 5 e 6 de abril em Niterói foram roubados da Escola Municipal Infante Dom Henrique # o roubo foi hoje, quinta-feira, dia 15 de abril, por volta das 10h00 da manhã # dois homens morenos (com mais ou menos 30 anos) e uma mulher loira (com mais ou menos 50 anos) se apresentaram como funcionários da prefeitura # eles falaram com um funcionário da escola (que não foi identificado pela escola ) # eles tinham crachás de funcionários da prefeitura # eles recolheram material de higiene pessoal (como sabonetes, fraldas descartáveis, pastas e escovas de dente) que tinham sido doados para os desabrigados # a polícia falou que esses três já foram identificados porque fazem parte de uma quadrilha que rouba carga de caminhões na Via Lagos pra vender com nota fiscal falsa # os três levaram as coisas roubadas em uma Kombi que tinha adesivo da prefeitura de Niterói # a escola fica no Centro&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, relacione os elementos narrativos que podem conter as informações de um lide.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2. Com as informações da questão anterior, redija um lide integral para uma matéria jornalística factual a ser publicada amanhã, em um jornal impresso diário de grande circulação. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3. Selecione um texto que corresponda ao editorial de um jornal impresso ou revista de grande circulação. Em seguida, elabore um texto que explique porque este texto pode ser classificado como editorial, indicando trechos deste texto para justificar a sua resposta. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;4. Leia o texto abaixo. Em seguida, reescreva-o no formato da pirâmide invertida, transformando-o em uma matéria factual a ser publicada amanhã em um jornal diário de grande circulação. O seu texto deverá ter três parágrafos e não poderá ultrapassar o número de linhas disponibilizadas. Você não precisa utilizar todas as informações que estão abaixo e sim apenas aquelas que julgar convenientes para o texto pedido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Todos os dias, o taxista Manoel Pereira sai para trabalhar em seu táxi às 6h00 da manhã. Ele mora no Engenho de Dentro, zona norte do Rio, de onde pega a Linha Amarela em direção à Barra da Tijuca, onde faz ponto no DownTown, um dos muitos shoppings do bairro. Aos 54 anos, Manoel parou de rodar no Centro e na zona sul da cidade em função da violência: “Fazer ponto em um shopping da Barra é mais seguro que parar para qualquer passageiro em qualquer lugar da cidade. Já fui assaltado três vezes no Centro, uma vez em Copacabana e outra em Botafogo. No shopping, os seguranças sempre ficam de olho em quem está circulando”, ele diz, frisando que prefere “ganhar menos” a se “arriscar”. Hoje, porém, a tranquilidade de Manoel foi quebrada. Logo depois de sair da Linha Amarela e pegar a Avenida Ayrton Senna (que desemboca na Avenida das Américas), ele foi surpreendido por um carro atravessado na via, por volta das 6h40. Obrigado a parar seu Siena para não bater no Honda Civic prateado que fechava a pista, Manoel foi rendido por dois homens e obrigado a levá-los até a agência do Banco do Brasil, no Barra Shopping. O Honda Civic (com mais dois homens) seguiu atrás. Ao chegar na agência bancária, um dos homens que estava em seu carro saltou para, juntamente com os outros dois, abordar um carro forte que estava parado. O plano dos bandidos era, depois do assalto, abandonar o Honda e seguir para a Cidade de Deus no táxi de Manoel. O outro homem que ficou com ele no carro era Ewerton Moreira, de 24 anos, branco, que vestia camiseta verde e calças jeans e portava uma pistola, apontada para a barriga de Manoel desde a rendição na Ayrton Senna. De repente, Manoel ouviu disparos: ao serem abordados pelos três assaltantes, os seguranças do carro forte reagiram. Assim que o tiroteio começou, Ewerton ordenou que Manoel fugisse dali. Destino: a Cidade de Deus, favela que fica no entrucamento entre a Ayrton Senna e o início da Linha Amarela. Manoel obedeceu: saiu do Barra Shopping, pegou a Avenida das Américas e foi em direção à Ayrton Senna. Enquanto dirigia, ele notou que Ewerton, nervoso, falava ao celular, pedindo “liberação” para que o táxi entrasse a toda na favela. Ao perceber o nervosismo de Ewerton e suas tentativas de manter a pistola apontada para sua barriga ao mesmo tempo em que falava ao celular, Manoel não vacilou: jogou o táxi contra um poste, exatamente do lado em que Ewerton estava. Com a batida, a pistola de Ewerton caiu no chão do carro e disparou, atingindo de raspão a coxa direita do motorista. Ao perceber que Manoel havia reagido, Ewerton começou a gritar xingamentos e fugiu correndo, em direção a uma van escolar. Manoel não vacilou de novo: acelerou o carro que, mesmo batido ainda funcionava. “Como a batida no poste foi na lateral do carro, o motor não ficou tão danificado. Não sei o que me fez reagir, acho que foi Deus”, conta Manoel. Percebendo que o bandido iria render a van escolar, Manoel o atropelou. Ewerton teve traumatismo craniano e morreu agora à tarde no hospital Lourenço Jorge, na Barra, a poucos metros do acontecido. A polícia chegou ao local cerca de 20 minutos depois, por volta das 7h40. Os outros três bandidos morreram baleados no Barra Shopping, onde dois seguranças ficaram feridos. Manoel também foi atendido no Lourenço Jorge e passa bem, mas vai ter que responder a um inquérito policial e não sabe como irá consertar o táxi, que está com o seguro vencido. “Mudei de ponto e agora vou mudar de cidade. O Rio de Janeiro não dá mais. Vou voltar para o interior de Minas, onde nasci, e pensar no que fazer. Aqui eu não fico”, ele conta. A Avenida das Américas e o acesso à Avenida Ayrton Senna (sentido Linha Amarela) ficaram engarrafados até as 11h30 da manhã. O motorista e as crianças da van escolar não ficaram feridos.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7409186116262165028-382816598712394281?l=estudosdejornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/feeds/382816598712394281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7409186116262165028&amp;postID=382816598712394281' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/382816598712394281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/382816598712394281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/2010/08/exercicio-2-de-redacao-jornalistica-1.html' title='EXERCÍCIO 2 DE REDAÇAO JORNALÍSTICA 1 - TOM JOBIM E NITERÓI'/><author><name>Patrícia D'Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14638596590427829993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_WwinE5JVsAI/R_wQIxNoCkI/AAAAAAAAAAM/HuySs7jdM4U/S220/Distra%C3%ADda.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7409186116262165028.post-3393991568651928400</id><published>2010-08-12T18:28:00.000-07:00</published><updated>2010-08-12T18:28:51.877-07:00</updated><title type='text'>EXERCÍCIO 1 DE REDAÇAO JORNALÍSTICA 1 - TOM JOBIM E NITERÓI</title><content type='html'>1) Leia o trecho abaixo.&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Por muitas razões, fáceis de referir e de demonstrar, a história da imprensa é a própria história do desenvolvimento da sociedade capitalista. O controle dos meios de difusão de idéias e de informações – que se verifica ao longo do desenvolvimento da imprensa, como reflexo do desenvolvimento capitalista em que ele está inserido – é uma luta em que aparecem organizações e pessoas da mais diversa situação social, cultural e política, correspondendo a diferenças de interesses e aspirações.&lt;/em&gt;” (SODRÉ, Nelson Werneck. História da imprensa no Brasil. São Paulo: Martins Fontes, 1983.)&lt;br /&gt;Em relação ao conteúdo acima, é correto afirmar que: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A) a invenção da prensa de tipos móveis por Guttenberg se deu numa fase mercantilista, na qual a intensificação das trocas de mercadorias mostrava a necessidade de dar uma aura sagrada dos bens ideológicos e culturais que, a partir de então, deixaram de ser comercializados;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(B) a uniformidade, que é a regra geral da ordem capitalista, é também um fator determinante no que se refere à influência que a mídia impressa exerce sobre os comportamentos, padronizando-os através da universalização de valores éticos e culturais;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(C) técnicas novas, como as trazidas pela introdução da máquina a vapor na produção de jornais, permitiam uma produção segmentada, luxuosa e cara, o que combinava com o ideal capitalista de produzir produtos apenas para uma classe extremamente abastada;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(D) a idéia da liberdade de imprensa surge para permitir que os pobres e oprimidos possam ter acesso às máquinas de produção de jornais, através dos quais era possível combater as injustiças praticadas pela burguesia controladora das trocas de bens materiais e ideológicos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(E) o desenvolvimento da mídia impressa, da prensa de Guttenberg à versão on line dos jornais atuais, mostra a visão equivocada do autor citado na questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Leia atentamente o trecho abaixo.&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Muitas grandes figuras da revolução de Cromwell, na Inglaterra do século XVII, ou da Revolução Francesa, no século XVIII, eram publicistas. O conceito publicístico do jornalismo perdura até hoje. É nesse sentido que Lenin, que escrevia artigos na Iskra e na Pravda, dando diretrizes para a Revolução Russa de 1917, foi um grande jornalista. (...) As pessoas que detêm algum poder ou se estabelecem em áreas de influência social costumam sustentar uma visão publicística do jornalismo&lt;/em&gt;.” (LAGE, Nilson. A reportagem: teoria e técnica de entrevista e pesquisa jornalística. Rio de Janeiro: Record, 2001.)&lt;br /&gt;Em relação ao conteúdo acima, é correto afirmar que, no jornalismo impresso atual:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A) perdura, de certa forma, a tradição de interpretar os fatos políticos para orientar os leitores;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(B) verifica-se, necessariamente, a presença de conteúdos publicitários em textos políticos factuais;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(C) subsiste, sempre que o assunto é a política, a interferência de partidos políticos na opinião jornalística;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(D) observa-se, através do lide, o estilo retórico dos grandes revolucionários da história;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(E) permanece, para os detentores do poder, a idéia de que a função do jornal é a de provocar a mudança social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Leia o trecho abaixo.&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;A popularização dessas temáticas [dramáticas] se dará definitivamente com o surgimento de jornais diários inteiramente dedicados aos escândalos e tragédias quotidianas (...). São textos que se adaptam também no que diz respeito à forma, ao gosto e aos hábitos de leitura populares: manchetes resumindo em poucas palavras o drama narrado em corpo 48 e por vezes 64 ou 72. Ao lado do texto, a cena da tragédia em desenho ou em fotografia. O estilo é entrecortado. Os títulos são seguidos por subtítulos que resumem o drama a ser reconstituído por um repórter autorizado a realizar esse papel. Tudo sugere uma leitura entrecortada, uma leitura titubeante, uma leitura de um leitor real que ainda não está de todo familiarizado com as letras impressas&lt;/em&gt;.” (BARBOSA, Marialva. História cultural da imprensa: Brasil 1900-2000. Rio de Janero: Mauad X, 2007, p.54).&lt;br /&gt;A partir do que diz a autora, pode-se afirmar que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A) o estilo de texto marcado pelo excesso e que trazia para as páginas do jornal as histórias e os personagens do povo é típico da ditadura de Vargas, que usava os veículos de comunicação para mobilizar as massas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(B) o trecho se refere claramente ao sensacionalismo dos anos 1980, quando o jornal O Dia inaugurou o jornalismo popular na imprensa do Rio de Janeiro, em virtude da democratização que se reinstaurava no país;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(C) a “leitura titubeante” à qual se refere a autora diz respeito à baixa qualidade de impressão dos jornais populares da primeira metade do século XX, quando ainda não havia sido implanto o sistema off set nas gráficas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(D) o sucesso de jornais como Meia Hora e Expresso pode ser historicamente contextualizado pelo fato de que o apelo às emoções é uma das estratégias de forma e conteúdo usadas pelo jornalismo popular em diferentes épocas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(E) a autora condena veementemente o uso de desenhos nas capas dos jornais, uma vez que seu apelo visual atrapalha a leitura de receptores pouco familiarizados com as letras impressas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) A expressão “jornalismo sensacionalista” comporta, no senso comum, a idéia de que apenas os jornais populares trabalham os textos de suas notícias com a intenção de mobilizar as emoções do leitor. Porém, o estudo sobre o sensacionalismo na mídia dá conta de aspectos mais complexos em relação a esta mobilização emotiva. A partir dessas considerações, é correto afirmar que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A) no Brasil, a década de 1920 é marcada pelo chamado “novo sensacionalismo” do jornal O Dia, que atrela a emoção ao clientelismo político, às experiências de vida e aos temas ligados ao trabalho, ou seja, este jornal inaugura para o leitor a possibilidade do sonho em relação à sua realidade imediata;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(B) o sensacionalismo dos anos 1980 da imprensa fluminense é marcado por um consumo de jornais por parte de uma classe leitora das histórias literárias de amor e aventura, ou seja, a leitura diária de jornais se torna uma extensão do apego das classes populares à literatura que mobiliza as emoções;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(C) durante as primeiras épocas da popularização dos jornais impressos, a função educativa e de socialização da imprensa demandava também fórmulas eficazes de mobilização dos leitores, ou seja, era preciso envolvê-los e emocioná-los para informá-los;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(D) diferentemente da ficção, o tratamento que o jornalismo dá à realidade não deve envolver os aspectos fascinantes, exóticos ou inesperados da vida, ou seja, o sensacionalismo da imprensa não tem nada a ver com o sensacionalismo da literatura;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(E) a busca por uma massa cada vez maior de leitores sempre fez com que os jornais impressos evitassem o sensacionalismo, ou seja, para aumentar suas vendas, a imprensa pratica a objetividade em vez da mobilização das emoções do leitor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Habitualmente, dá-se o nome de “jornalismo sensacionalista” aos conteúdos noticiosos que provocam a emoção, principalmente quando estes conteúdos são veiculados pelos jornais impressos mais populares. No entanto, o termo “sensacionalismo” não só pode ser aplicado a periódicos mais “elitistas” como também deve ser problematizado com mais acuidade pela teoria jornalística. Assinale a opção INCORRETA em relação a esta idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A) O sensacionalismo tende à superexposição da violência através da cobertura policial e da publicação de fatos chocantes, independentemente do perfil do leitor do jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(B) Ao exagerar determinadas informações, o sensacionalismo na imprensa pode correr o risco de provocar distorções na veiculação de alguns fatos sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(C) O caráter alienante do sensacionalismo faz com que o jornalismo popular não permita que as comunidades carentes votem com consciência política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(D) A mercantilização das emoções operada pelo sensacionalismo do jornalismo impresso pode ser verificada em veículos com diferentes linhas editoriais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(E) O uso da expressão “sensacionalismo na imprensa” é sinônimo, para o senso comum, de imprecisão na apuração e na veiculação dos fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) No jornal impresso, o texto pode adquirir diferentes características, principalmente em função de sua divisão entre textos “informativos” (tradutores) e “opinativos” (interpretativos). É por isso que, na imprensa escrita, podemos distinguir diferentes tipos de texto: matéria factual, reportagem, editorial, crítica, crônica, comentário, artigo e nota. Dentre as alternativas abaixo, assinale aquela na qual a forma, o conteúdo e a intenção do texto estão de acordo com sua tipificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A) A crônica é o melhor tipo de texto para que o jornal explique sua postura ideológica sobre determinado assunto noticiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(B) É no espaço do editorial que um escritor como Luis Fernando Veríssimo pode assinar um texto que aborde temas cotidianos de forma leve, engraçada e criativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(C) Quando um especialista em legislação é convidado a escrever um texto técnico sobre uma lei na página de opinião de um jornal diário, isto caracteriza uma crítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(D) Para mostrar o que a opinião pública pensa sobre determinado assunto, um jornal impresso pode publicar comentários que alguns leitores enviaram por e-mail para a redação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(E) Se quiser narrar de forma direta, objetiva e “quente” um acidente na Linha Amarela, o repórter deverá escrever um artigo sobre o que aconteceu, que poderá ser veiculado em qualquer dia da semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7) Recentemente, o fato de um helicóptero da Polícia Militar ter sido abatido por traficantes de uma favela do Rio de Janeiro mobilizou o noticiário de diferentes veículos de comunicação. Especificamente em relação ao trabalho da imprensa escrita, podemos afirmar que este fato permite a publicação de diferentes tipos de textos nos jornais impressos, EXCETO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A) uma crônica sobre a violência no Rio de Janeiro;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(B) um editorial sobre o arsenal do crime organizado;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(C) uma crítica sobre o tratamento dado a este assunto no Jornal Nacional;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(D) vários comentários de leitores na editoria de Cidade;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(E) uma matéria factual no dia em que a tragédia aconteceu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8) No que se refere ao estilo e ao conteúdo do editorial nos jornais impressos, é INCORRETO afirmar que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A) por ser opinativo, os assuntos nele abordados evitam ser pertinentes às notícias recentes;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(B) nele, o estilo de texto segue as tendências, o tipo de linguagem e a linha editorial da publicação;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(C) apesar de veicular uma opinião, é escrito de forma impessoal e publicado sem assinatura;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(D) graficamente, é aconselhável que sua localização seja próxima ao expediente e a outros textos opinativos, como os artigos e as cartas dos leitores;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(E) sua função ideológica faz com que o texto defina e expresse o ponto de vista do periódico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7409186116262165028-3393991568651928400?l=estudosdejornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/feeds/3393991568651928400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7409186116262165028&amp;postID=3393991568651928400' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/3393991568651928400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/3393991568651928400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/2010/08/exercicio-1-de-redacao-jornalistica-1.html' title='EXERCÍCIO 1 DE REDAÇAO JORNALÍSTICA 1 - TOM JOBIM E NITERÓI'/><author><name>Patrícia D'Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14638596590427829993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_WwinE5JVsAI/R_wQIxNoCkI/AAAAAAAAAAM/HuySs7jdM4U/S220/Distra%C3%ADda.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7409186116262165028.post-2560156936162649691</id><published>2010-07-26T16:14:00.000-07:00</published><updated>2010-07-26T16:14:31.046-07:00</updated><title type='text'>Tópicos sobre a utilização da propaganda pelos diferentes setores da economia</title><content type='html'>BIBLIOGRAFIA: SAMPAIO, Rafael. “Propaganda de A a Z – Como usar a propaganda para construir marcas e empresas de sucesso.” Rio de Janeiro: Campus, 1999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Bens de consumo- duráveis e não-duráveis; de massa e restritos; constantes ou sazonais. Destina-se ao consumidor final; tem como objetivo difundir e impor marcas, bem como motivar seu consumo e manter sua imagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Bens industriais e de bussiness-to-bussiness- público consumidor limitado e específico (empresas e instituições). Tem função informativa e mantenedora de determinada imagem de mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Serviços- varia em função do universo a ser atingido e das características do serviço a ser utilizado. Forma imagem, informa características e divulga vantagens e condições de uso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Bens culturais e de informação- conquista e/ou mantém consumidores. Tem como finalidade fornecer informações, expor características, motivar o consumo e alertar para a oferta de situações especiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Varejo- tem a venda como objetivo primordial e a motivação do consumo como estratégia. Informa sobre condições, preços, vantagens e disponibilidade de determinados produtos (de massa ou segmentados).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Pequeno comércio, indústria e serviços- visa a expansão dos negócios através de técnicas simples, pequeno alcance e espaços baratos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Intermediários- empresas que funcionam como ponte entre produtor e consumidor (revendedoras de automóveis) ou entre o produtor e o comércio (atacadistas). Informa a disponibilidade de estoque e a oferta de preços e condições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Serviços públicos- estatais ou privadas. Tem função educativa e informativa, mesmo que envolva a competição de mercado entre empresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Governo- se refere ao dever que o poder público tem de manter a população informada sobre a administração dos recursos públicos, bem como se refere à necessidade do poder público em motivar a população em relação a determinados assuntos. Alterna o gratuito com o pago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Associações- se refere à reunião de vários setores e áreas da economia, que somam esforços para a realização de campanhas específicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Cadeias de consumo- estimula atitudes e hábitos de consumo que movimentem uma cadeia inteira. Incidência freqüente na moda. Vende um conceito (atitude perante formas, cores e tipos de roupas), divulga padrões de tecidos e modelos de roupas de certa tendência, divulga e motiva o desejo de compra, faz ofertas e informa sobre alternativas de compra. Pode ser feita tanto pelo início quanto pelo fim da linha da cadeia de negócio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7409186116262165028-2560156936162649691?l=estudosdejornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/feeds/2560156936162649691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7409186116262165028&amp;postID=2560156936162649691' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/2560156936162649691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/2560156936162649691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/2010/07/topicos-sobre-utilizacao-da-propaganda.html' title='Tópicos sobre a utilização da propaganda pelos diferentes setores da economia'/><author><name>Patrícia D'Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14638596590427829993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_WwinE5JVsAI/R_wQIxNoCkI/AAAAAAAAAAM/HuySs7jdM4U/S220/Distra%C3%ADda.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7409186116262165028.post-3707654812036143406</id><published>2010-07-26T16:03:00.000-07:00</published><updated>2010-07-26T16:03:35.487-07:00</updated><title type='text'>Características dos veículos de comunicação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Para entendermos o que são e como se estruturam os diferentes veículos de comunicação, precisamos historicizar seu aparecimento na vida cotidiana do homem. Antes da disseminação da escrita, as mensagens eram transmitidas oralmente. Porém, com o advento e o fortalecimento do das trocas comerciais, a mercantilização também passou a abarcar as idéias e informações. Para que elas fossem transmitidas mais agilmente de um lugar para outro, uma invenção foi fundamental: a prensa de tipos móveis do alemão Johannes Gutenberg, no século XV. Isto deu um grande impulso à impressão de livros, cujo conteúdo, até então, se restringia aos “eleitos”. Elaborados artesanalmente e contendo um saber que dava poder a quem o detinha, os escritos eram verdadeiros tesouros, guardados a sete chaves. Qum assistiu ao filme O nome da rosa (quem não assistiu, que nos desculpe a informação) lembra que o mistério dos assassinatos investigados pelo frade franciscano William de Baskerville estava nas páginas envenenadas guardados na biblioteca da abadia medieval.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Com a agilização da impressão, as tipografias se multiplicaram e os livros se disseminaram. Paralelamente, a ascendência da burguesia e o fortalecimento cada vez maior do capitalismo fizeram com que o homem passasse a ter uma nova forma de vida. A raiz desta mudança está em duas grandes revoluções da história: a Revolução Industrial e a Revolução Francesa. Em meados do século XVII, na Inglaterra, o liberalismo econômico, a acumulação de capital e invenções como o motor a vapor ocasionaram uma série de mudanças tecnológicas de grande impacto no processo produtivo: a era agrícola foi superada e a máquina suplantou o trabalho humano. Isto estabeleceu uma nova relação entre capital e trabalho, o que alterou as relações entre nações e fez emergir a cultura de massa. Já a Revolução Francesa é o nome dado a uma série de eventos que, no fim do século XVIII, mudaram radicalmente a estrutura política e social da França. Esses acontecimentos questionaram veementemente a autoridade do Antigo Regime, cujas bases estavam no clero e na nobreza. A revolução Francesa dá início ao que conhecemos como Idade Contemporânea, na qual a servidão e os direitos feudais foram abolidos em nome dos princípios de liberdade, igualdade e fraternidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Longe do campo e de suas relações de parentesco e vizinhança, o homem se tornou mão de obra das fábricas nas concentrações urbanas que começavam a emergir. Isolado na multidão das cidades que se formavam, este “novo” homem foi, aos poucos, perdendo contato com as tradições que eram transmitidas oralmente e passando a fazer parte de uma massa anônima e indiferenciada. Para que este homem massificado pudesse entender o mundo caótico que o rodeava surgiu o jornal impresso. Inicialmente, o formato do jornal era semelhante ao do livro e sua linguagem procurava imitar o estilo de grandes escritores dos séculos XVI e XVII, como Shakespeare, Molière e Cervantes. Os conteúdos veiculados não eram os das notícias como conhecemos hoje e sim uma série de textos inflamados, que buscavam interpretar a política e orientar os leitores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Com o tempo, ao perceber que aquele espaço de transmissão de idéias e informações poderia também ser usado para vender produtos, o capitalista dono do jornal começou a vender o espaço de suas páginas para os anúncios, o que fez com que as páginas tivessem que aumentar de tamanho. Paralelamente, para que os anunciantes se interessassem por comprar este espaço, o jornal tinha que ter um público considerável. Por isso, este produto tinha que se tornar atraente para a massa: é aí que está a origem dos jornais populares.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Para o senso comum, os jornais populares são sinônimo de “sensacionalismo”. Porém, um estudo mais cuidadoso sobre as técnicas persuasivas dos periódicos nos mostra que, em verdade, todo e qualquer jornal é sensacionalista. Alguns autores, como o professor Dênis de MORAES (2003), chegam mesmo a nos apontar que toda comunicação, para ser eficiente, envolve as sensações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Será?!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Certamente que sim. Atrelada á história do capitalismo, a história dos meios de comunicação mostra como os valores capitalistas de universalidade e uniformização são fundamentais para os veículos da chamada comunicação de massa. E a mobilização dos receptores em relação a estes valores se dá muito mais pelos apelos à sensação que pela racionalidade. É por isso que, cada um a sua maneira, todos os jornais apelam para as sensações, tanto aquele que custa R$ 0,50 e estampa manchetes escandalosas quanto os sisudos periódicos especializados em economia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Este apelo às sensações ganhou força com a introdução da fotografia nas páginas dos jornais. Fotografia significa “foto=luz” + “grafia=escrita”, ou seja: fotografar é escrever com a luz. Criada no início do século XIX, suas técnicas são creditadas a uma série de pessoas. Para Eduardo NEIVA (1986), ela é “uma experiência radical do momento” que permite a reprodutibilidade técnica. Ou seja: ela captura um instante de forma dramática e derradeira e permite sua amplificação. Um prato cheio para a cultura de massa representada pelos jornais, não é mesmo? A fotografia também foi fundamental para o desenvolvimento das revistas – um caso especial de segmentação de mercado que estudaremos em separado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; É na fotografia que está a raiz de outra forma de comunicação que, no século XX, iria cooptar de forma eficientíssima as massas: o cinema. Derivado da palavra cinematógrafo (inventado pelos irmãos Lumière, no século XIX), o cinema cria a ilusão do movimento ao projetar, rápida e sucessivamente, uma série de fotogramas. Esta ilusão de movimento foi um tremendo impacto na cognição do homem, que passou a ter presentificados personagens e ações ausentes da realidade imediata, substituindo a experiência pelas representações. Para se ter uma idéia da força do cinema, Adolf Hitler fez muito uso dele para cooptar uma nação inteira em torno dos ideais do nazismo, em especial através dos impressionantes filmes da cineasta alemã Leni Riefenstahl. Os Estados Unidos também não deixaram por menos: utilizaram (e utilizam até hoje) a indústria cinematográfica de Hollywood para disseminar globalmente os valores do chamado “american way of life”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Paralelamente ao desenvolvimento do cinema, o rádio também foi usado para “encantar” as massas. No Brasil, ele teve a sua primeira transmissão oficial em 1922. O sistema de comunicação do rádio se dá pela transmissão ondas eletromagnéticas que se propagam no espaço. Por terem comprimento diferente, essas ondas são classificadas em ondas curtas de alta frequência e ondas longas de baixa frequência. Inicialmente voltado para as elites, o rádio logo chamou a atenção das camadas mais populares. Não foi à toa que Getúlio Vargas legalizou o veículo no país, utlizando-o em prol de seus ideais. A década de 1940 é conhecida como a “era de ouro do rádio brasileiro”, quando os grandes intérpretes da música brasileira e os grandes dramas da radionovela mobilizavam os ouvintes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; No início da década seguinte, em 1950, a televisão chega ao Brasil. Trazida pelo empresário da comunicação, Assis Chateaubriand, a televisão veio formar um sistema integrado de informação, ao se agregar ao complexo de veículos impressos (Diários Associados) e eletrônicos (Emissoras Associadas) de propriedade de Chatô. Como não havia, no Brasil, referência de como se fazer TV, o veículo “importou” os profissionais e programas do rádio e sua chegada foi anunciada com o slogan “vem aí o rádio com imagem”. E a TV era mesmo uma espécie de rádio com imagens: a impressão que se tem era a de que a câmera havia sido posta no estúdio de uma emissora de rádio. Além disso, a programação era feita ao vivo, o que fazia com que muitos erros fossem ao ar. Improviso era a palavra de ordem. Pelo menos até a introdução da técnica do videoteipe, que passou a permitir que as imagens fossem gravadas e, posteriormente, editadas, antes de serem veiculadas. O videoteipe (VT) foi introduzido no Brasil nos anos 1960 - década marcada pelo golpe militar de 1964 que instaurou a censura prévia em 1968 através do Ato Institucional nº 5 (AI-5). Para veicular seus ideais de nação, a ditadura militar utilizou amplamente a TV como instrumento. Pertencente à esfera privada, da casa, ela permitia que idéias e informações chegassem á célula da sociedade: a família. Foi por isso que Walter Clark, um dos grandes nomes da televisão nacional, criou a grade de programação do horário nobre: baseada na sequência novela-novela-jornal-novela-linha de shows, a grade do horário nobre agregava, aos poucos, das 18h0o às 21h00, os membros da família em torno da televisão. Com a transmissão por satélite e a produção em cores (nos anos 1970), o poder da televisão se amplificou e ela se popularizou. Nos anos 1980, a abertura política e a chegada do controle remoto permitiram que o telespectador deixasse de ser programado e se tornasse mais “programador” do que estava querendo assistir. É por isso que os anos 1980 são marcados pelo início da “guerra pela audiência”, travada entre a TV Globo, o SBT e a Manchete. Na década de 1990, a chegada das TVs por assinatura dividiu a audiência em qualitativa e quantitativa: os canais por assinatura passaram a ter um público de alto poder aquisitivo, enquanto as emissoras abertas brigavam pela massa de telespectadores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Agora, fala-se muito da interatividade da televisão digital. Mas o termo interatividade é muito complexo e polêmico. Por isso, abordaremos a televisão digital, com calma, em outro texto. O mesmo se dá em relação à internet. Por conjugar linguagens de diferentes mídias (texto, imagem, som e imagem/som), a internet também será abordada em outra ocasião.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7409186116262165028-3707654812036143406?l=estudosdejornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/feeds/3707654812036143406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7409186116262165028&amp;postID=3707654812036143406' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/3707654812036143406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/3707654812036143406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/2010/07/caracteristicas-dos-veiculos-de.html' title='Características dos veículos de comunicação'/><author><name>Patrícia D'Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14638596590427829993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_WwinE5JVsAI/R_wQIxNoCkI/AAAAAAAAAAM/HuySs7jdM4U/S220/Distra%C3%ADda.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7409186116262165028.post-3226462004194576125</id><published>2010-07-26T15:56:00.000-07:00</published><updated>2010-07-26T15:56:29.398-07:00</updated><title type='text'>Aspectos gerais da comunicaçao social</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O entendimento sobre a etimologia e sobre as perspectivas teóricas da comunicação permite avaliar de forma mais reflexiva a importância e o alcance de determinadas mensagens que são veiculadas pelos meios. Para isto, é necessário investigar a função de “tornar comum” determinados conteúdos a partir das noções de “sobrevivência social”, “agir comunicativo” e “cultura”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A história da humanidade é marcada pela necessidade intrínseca que o homem tem de dar sentido a sua existência e ao mundo “concreto” no qual está inserido. Das primeiras manifestações sonoras e pictóricas do homem primitivo (grunhidos, instrumentos musicais rústicos e desenhos nas paredes das cavernas) às redes de relações que se estabelecem através das tecnologias digitais (internet), a comunicação mostra a necessidade que o homem tem de transmitir e trocar mensagens. Nesse sentido, podemos afirmar que o ato comunicativo é a tentativa que cada homem e cada grupo de homens faz para entrar em relação com outros homens e outros grupos. O tipo de roupa que usamos, as palavras que escolhemos, os gestos que utilizamos e até mesmo as cores ou músicas que preferimos significam alguma coisa, ou seja, “dizem” algo a nosso respeito. É por isso que, quando ouvimos falar sobre a produção de conteúdos para jornais, revistas, rádio, meios audiovisuais e internet, ouvimos falar também dos cuidados que estas produções têm (dependendo do veículo) com o figurino (roupas e acessórios), o roteiro (o que vai ser dito), a direção (orientações sobre o comportamento) e o cenário (cores, ambientes, paisagens) relativos a elas. E isto acontece porque, para que essas produções possam “contar uma história” (o que significa “transmitir uma mensagem”), seja ela real ou fictícia, elas precisam utilizar elementos visuais e sonoros que “signifiquem” alguma coisa. Ou seja: elas precisam comunicar, precisam fazer com que aquilo que querem dizer seja entendido pelas pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A partir destas idéias iniciais, vamos pensar sobre alguns conceitos importantes para o campo da comunicação. Vamos começar com a etimologia da palavra, para entendermos um pouco sobre o significado da palavra comunicação. Como “etimologia” quer dizer “origem da palavra”, a “etimologia da comunicação” quer dizer o mesmo que “a origem da palavra comunicação”. Esta origem vem do latim (como acontece com muitas palavras da língua portuguesa), mais especificamente da palavra “communicare”, cujo significado é “tornar comum”, “partilhar”, “repartir’, “associar”. Esta definição está no “Dicionário da Comunicação”, (BARBOSA, Gustavo &amp;amp; RABAÇA, Carlos Alberto. Rio de Janeiro: Campus, 2001) e nos leva a entender que o ato de comunicar é a tentativa de fazer com que nossas idéias e opiniões sejam divididas com os outros, sejam “comuns” a outras pessoas que não apenas nós mesmos ou o grupo ao qual pertencemos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Estes significados, por sua vez, nos remetem a perspectivas históricas, sociológicas e antropológicas da comunicação. Vamos a elas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Como é possível saber o que aconteceu no passado da humanidade? Como temos acesso à história do descobrimento do Brasil? Como conseguimos viver em sociedade? Por que estudamos ou nos casamos? Por que comemoramos o carnaval, o natal e o nosso aniversário? Você já parou para se perguntar sobre isto? Não?! Então, é hora de questionarmos essas coisas que parecem tão “normais” para a gente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Na verdade, se observarmos a natureza ou o estado “natural” da vida e dos seres, perceberemos que o homem é cercado de convenções. Isto equivale a dizer que, dentre todos os animais que existem, o homem é o único que relata (relatar = falar sobre, contar, transmitir) o seu passado, as suas regras de convivência, as suas funções em grupo, o seu papel sexual, o seu tempo de vida, os seus medos, as suas esperanças, as suas dúvidas, as suas certezas. Ou seja: uma das características mais marcantes e importantes do homem é, como vimos inicialmente, “dar sentido” a tudo o que faz. Por isso, além da explicação etimológica de “comunicação”, vamos investigar também o que as áreas de conhecimento da História, da Sociologia e da Antropologia nos dizem sobre o “ato de tornar comum”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A História pode ser definida como a narração organizada de acontecimentos importantes que aconteceram com alguns povos em particular e com a humanidade em geral. Para esta área de conhecimento, a comunicação funciona como uma forma de “sobrevivência social”: através dela, vivências e fatos anteriores a nós podem ser organizados e transmitidos de geração em geração. Assim, não só conhecemos o passado como também entendemos o que somos no presente – o que corresponde ao sentido de “associar”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A Sociologia é o estudo das relações que se estabelecem entre os indivíduos de um mesmo grupo e entre os diferentes grupos de uma mesma sociedade. Para ela, é através da comunicação que as pessoas passam a fazer parte de uma determinada sociedade e nela se relacionam, ou seja: a comunicação é um instrumento essencial para as relações sociais. Nesta perspectiva, a comunicação permite a convivência em grupo – o que corresponde ao sentido de “repartir”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Já a Antropologia considera que toda ação do homem sobre a Natureza (ou sobre o “estado natural” dos seres) é uma ação cultural. Para “mostrar” esta transformação operada sobre o mundo natural, o homem, em seu convívio com outros homens, precisa... Comunicar! Isto equivale a dizer que não pode haver cultura sem comunicação: ela não só permite que o indivíduo “adquira” cultura como também é formadora da cultura. A isto, podemos associar à idéia de “tornar comum”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Porém, muitas vezes, as pessoas confundem a comunicação com um modelo meramente esquemático e ela é muito, muito mais complexa que isto. Este modelo esquemático, por sua vez, pode nos ajudar nesta reflexão inicial sobre a comunicação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A comunicação não envolve apenas uma tríade na qual alguém diz alguma coisa para outro alguém. Ou seja: ela não se estrutura apenas em um conteúdo que deve ser transmitido de “A” para “B”. Apesar de estes três elementos estarem, sim, envolvidos neste processo, eles dependem de outros para que o ato comunicativo se efetive. Isto nos aponta para a necessidade de haver um “meio” para que “A” transmita algo para “B”. Esta transmissão, por sua vez, se dá de determinada “forma”. Por exemplo: Quando “A” faz uma saudação para “B”, isto pode acontecer através da fala ou de um bilhete, que são os “meios” pelos quais esta saudação pode ser feita; ao mesmo tempo, para que esta saudação seja entendida, é preciso que tanto “A” quanto “B” compreendam o conteúdo daquela fala ou daquele bilhete, compreendam a que este conteúdo se refere. Assim, quando João (“A”) fala (“meio”) “Bom dia!” (“conteúdo” + “forma”) para Maria (“B”), ela vai entender que ele a está cumprimentando (“referência”).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Cada um desses elementos envolvidos no processo comunicativo tem uma nomenclatura específica. Eles são: emissor; receptor; canal; código; mensagem; referente; contexto; e feedback. O EMISSOR é aquele que transmite a mensagem, ou seja, é João, aquele que está saudando. Já Maria é o RECEPTOR da mensagem, aquela que está recebendo a saudação. Como João fez esta saudação através da fala e não de um bilhete, dizemos que a fala é o CANAL através do qual esta saudação está sendo feita. Por ter dito “Bom dia!” e não “Good morning!” ou “Bonjour!”, João utilizou a “forma” da língua portuguesa, ou seja, utilizou um CÓDIGO que tanto ele quanto Maria são capazes de decifrar. O conteúdo do que foi dito em língua portuguesa, o “Bom dia!” é a MENSAGEM que João está querendo transmitir para Maria e que ela vai entender como uma saudação porque isto, na cultura e no CONTEXTO que ambos partilham, se refere (é um REFERENTE) a alguém cumprimentando outro alguém, sendo educado, etc. Já o FEEDBACK desta situação será a resposta que Maria dará a João.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Parece simples, né?!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas não é... Principalmente porque, na sociedade individualista, globalizada e “mediatizada” na qual vivemos, o sentido de “partilha” das mensagens e dos feedbacks (e suas perspectivas históricas, sociológicas e antropológicas) sofrerá incontáveis transformações e formatações em relação às variáveis que envolvem emissor, receptor, canal, código, contexto e referente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7409186116262165028-3226462004194576125?l=estudosdejornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/feeds/3226462004194576125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7409186116262165028&amp;postID=3226462004194576125' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/3226462004194576125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/3226462004194576125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/2010/07/aspectos-gerais-da-comunicacao-social.html' title='Aspectos gerais da comunicaçao social'/><author><name>Patrícia D'Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14638596590427829993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_WwinE5JVsAI/R_wQIxNoCkI/AAAAAAAAAAM/HuySs7jdM4U/S220/Distra%C3%ADda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7409186116262165028.post-5105600977592973804</id><published>2010-06-01T20:55:00.000-07:00</published><updated>2010-06-01T21:03:25.737-07:00</updated><title type='text'>Técnicas de Reportagem - Orientações e regras para o trabalho de AV2 2010.1</title><content type='html'>COMUNICAÇÃO SOCIAL / JORNALISMO – TOM JOBIM – 2010.1&lt;br /&gt;Técnicas de Reportagem – Professora Patrícia D’Abreu &lt;br /&gt;Orientações/regras para a confecção do trabalho de AV2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A. FORMATAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. O trabalho deverá ser entregue impresso em papel A4 branco, com tinta preta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Todos os elementos textuais deverão obedecer às seguintes regras ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas): letra Times New Roman, normal, corpo 12; entrelinha 1.5 em texto justificado; margens 3.0 cm (esquerda e pé de página), 2.5 cm (direita e alto de página).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. O trabalho deverá ter uma capa na qual constarão exclusivamente os seguintes dados: título do trabalho, nome da disciplina, período acadêmico, turno, tipo de prova, nome da professora e nome dos integrantes do grupo em ordem alfabética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. O trabalho deverá ser paginado NA ORDEM em que as questões estão descritas nos itens “3” e “4” do tópico “D” destas instruções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;B. COMPOSIÇÃO DOS GRUPOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Os grupos serão compostos por NO MÁXIMO 3 (três) alunos da MESMA TURMA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Trabalhos com mais de 3 (três) componentes e/ou com componentes de turnos diferentes NÃO SERÃO ACEITOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C. ENTREGA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Somente serão aceitos os trabalhos entregues terça-feira, dia 08 de junho de 2010, no primeiro tempo de aula (das 13h30 às 14h10).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Os componentes de cada grupo SOMENTE poderão assinar a ata da AV1 mediante a entrega do trabalho e a conferência, por parte da professora, de seus nomes na capa do trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. ESTRUTURA DO TRABALHO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. O trabalho de AV1 corresponde à confecção de uma pauta de investigação jornalística e à confecção de um relatório de investigação jornalística NOS MOLDES das folhas impressas sobre estes assuntos (entregue pela professora em sala de aula e disponíveis nas postagens abaixo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Os trabalhos deverão ser INÉDITOS e deverão demonstrar RIGOR JORNALÍSTICO no que se refere aos dados apresentados, tanto em relação à pré-apuração quanto em relação à coleta dos dados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Conforme a definição e a explicação referentes à folha entregue em sala de aula, a pauta de investigação jornalística deverá conter:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I. Retranca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II. Equipe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III. Data&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV. Endereço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V. Deadline&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VI. Assunto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VII. Fontes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIII. Sugestões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IX. Necessidades materiais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;X. Equipamentos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XI. Material de pesquisa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. A partir da definição e da explicação referentes à folha entregue em sala de aula, o relatório de investigação jornalística deverá conter APENAS UMA das entrevistas indicadas na pauta, desde que esta entrevista aborde de forma consistente as principais informações relacionadas no tópico “Assunto” desta pauta. No caso de a pauta ser a entrevista com alguém, o relatório, obviamente, corresponderá à própria entrevista. Em quaisquer casos, este relatório de investigação jornalística deverá conter:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I. Retranca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II. Equipe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III. Data&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV. Endereço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V. Assunto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VI. Fontes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VII. Necessidades materiais e equipamentos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: o tópico “Aproveitamento” do relatório de investigação jornalística NÃO é necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TOTAL DO TRABALHO = 10.0 (DEZ) PONTOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONFORME EXPLICADO EM SALA DE AULA, TANTO A PAUTA DE INVESTIGAÇÃO JORNALÍSTICA QUANTO O RELATÓRIO DE INVESTIGAÇÃO JORNALÍSTICA DEVERÃO SER REDIGIDOS DE FORMA CLARA, COM COESÃO E COERÊNCIA TEXTUAL E RESPEITO ÀS NORMAS DE ORTOGRAFIA E GRAMÁTICA DA LÍNGUA PORTUGUESA. A QUALIDADE DO TEXTO PODERÁ COMPROMETER A PONTUAÇÃO DESCRITA ABAIXO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_WwinE5JVsAI/TAXUO7-_G2I/AAAAAAAAABI/Zbgv-vMLaqU/s1600/Pontua%C3%A7%C3%A3o+Pauta.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gu="true" height="640" src="http://2.bp.blogspot.com/_WwinE5JVsAI/TAXUO7-_G2I/AAAAAAAAABI/Zbgv-vMLaqU/s640/Pontua%C3%A7%C3%A3o+Pauta.JPG" width="452" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_WwinE5JVsAI/TAXUXfehFmI/AAAAAAAAABQ/sJlnAIv_C38/s1600/Pontua%C3%A7%C3%A3o+relat%C3%B3rio.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gu="true" height="640" src="http://2.bp.blogspot.com/_WwinE5JVsAI/TAXUXfehFmI/AAAAAAAAABQ/sJlnAIv_C38/s640/Pontua%C3%A7%C3%A3o+relat%C3%B3rio.JPG" width="452" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7409186116262165028-5105600977592973804?l=estudosdejornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/5105600977592973804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/5105600977592973804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/2010/06/tecnicas-de-reportagem-orientacoes-e.html' title='Técnicas de Reportagem - Orientações e regras para o trabalho de AV2 2010.1'/><author><name>Patrícia D'Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14638596590427829993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_WwinE5JVsAI/R_wQIxNoCkI/AAAAAAAAAAM/HuySs7jdM4U/S220/Distra%C3%ADda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_WwinE5JVsAI/TAXUO7-_G2I/AAAAAAAAABI/Zbgv-vMLaqU/s72-c/Pontua%C3%A7%C3%A3o+Pauta.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7409186116262165028.post-8685917009826895767</id><published>2010-06-01T20:34:00.002-07:00</published><updated>2010-06-01T20:59:36.290-07:00</updated><title type='text'>Modelo de relatório de investigação jornalística</title><content type='html'>COMUNICAÇÃO SOCIAL – JORNALISMO – TÉCNICAS DE REPORTAGEM&lt;br /&gt;CAMPUS TOM JOBIM – PROFª PATRÍCIA D’ABREU – 2010.1&lt;br /&gt;Modelo de relatório de investigação jornalística&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RETRANCA: identificar a pauta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EQUIPE: créditos dos profissionais que participaram da apuração, com suas devidas funções e a descrição de sua participação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DATA: dias nos quais a investigação foi realizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENDEREÇO: locais nos quais a investigação foi realizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;APROVEITAMENTO: especificar se a pauta foi ou não cumprida integralmente, relacionando, se for o caso, tanto as informações que deixaram de ser colhidas quanto as que foram acrescentadas e o porquê em ambos os casos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ASSUNTO: relacionar todas as informações colhidas referentes aos dados fundamentais do assunto a ser investigado (3 Q + O + P + C),mostrando como elas se relacionam com a angulação e o tratamento editorial solicitados e como podem ser contextualizadas a partir das abordagens já veiculadas. Especificar como as informações serão organizadas no espaço editorial destinado à pauta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTES: creditar corretamente todas as fontes, tanto as que estavam previstas na pauta quanto as que foram acrescentadas durante a investigação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NECESSIDADES MATERIAIS E EQUIPAMENTOS:relacionar a utilização/necessidade/disponibilidade de credenciais, autorizações e demais particularidades de acesso da equipe às fontes e/ou aos locais com e nos quais a apuração foi realizada. Justificar a utilização dos equipamentos solicitados na pauta de investigação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7409186116262165028-8685917009826895767?l=estudosdejornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/feeds/8685917009826895767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7409186116262165028&amp;postID=8685917009826895767' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/8685917009826895767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/8685917009826895767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/2010/06/modelo-de-relatorio-de-investigacao.html' title='Modelo de relatório de investigação jornalística'/><author><name>Patrícia D'Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14638596590427829993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_WwinE5JVsAI/R_wQIxNoCkI/AAAAAAAAAAM/HuySs7jdM4U/S220/Distra%C3%ADda.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7409186116262165028.post-4673879911471429650</id><published>2010-06-01T20:34:00.000-07:00</published><updated>2010-06-01T20:58:19.791-07:00</updated><title type='text'>Descrição estrutural de pauta de investigação jornalística</title><content type='html'>COMUNICAÇÃO SOCIAL – JORNALISMO – TÉCNICAS DE REPORTAGEM&lt;br /&gt;CAMPUS TOM JOBIM – PROFª PATRÍCIA D’ABREU – 2010.1&lt;br /&gt;Descrição de pauta de investigação jornalística&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RETRANCA: três ou quatro palavras, no máximo, que identifiquem o assunto a ser apurado e que deverão constar em toda e qualquer IDENTIFICAÇÃO do trabalho interno (arquivos de texto, arquivos de imagem, planilhas em geral, pedidos de pesquisa, solicitação de equipamentos e transportes, espelhos) e externo (fitas de áudio, de vídeo e de áudio e vídeo, material fotográfico, notas fiscais, vouchers, planilhas em geral) referente à apuração a ser feita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EQUIPE: especificação de todos os PROFISSIONAIS (repórter, fotógrafo, cinegrafista, assistente, motorista, produtor, editor de imagens, editor de áudio, diagramador) que atuarão no trabalho de investigação do assunto pautado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DATA: DIA(S) e HORÁRIO(S) nos quais a investigação deverá ser realizada, com a especificação exata do horário de saída das equipes da redação e do horário de eventos pré-marcados pela produção jornalística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENDEREÇO: especificação do LOCAL ou dos locais nos quais a apuração/cobertura/investigação ocorrerá, com indicações checadas e confirmadas de rua(s), números(s), bairros(s) e forma de acessá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEADLINE: data e hora do FECHAMENTO do assunto que será investigado com a indicação de sua VEICULAÇÃO (número e/ou dia da edição).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ASSUNTO: texto corrido, com LIDE e SUB-LIDE e cerca de três ou quatro parágrafos, no qual deverão constar os dados fundamentais do assunto a ser investigado (3 Q + O + P + C), sua devida ANGULAÇÃO, o TRATAMENTO JORNALÍSTICO (matéria factual, reportagem especial, entrevista exclusiva, coletiva, pronunciamento, matéria de denúncia) para a formatação do assunto e o ESPAÇO EDITORIAL (espaço na página, número de páginas, tempo no ar). O texto da pauta deve sempre atentar a equipe para as ABORDAGENS já dadas (pela editoria, pelo veículo e/ou por outras mídias noticiosas) ao assunto a ser investigado, indicando, quando for o caso, material de pesquisa em anexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTES: relação dos PERSONAGENS (primários, secundários, oficiais, oficiosos) com os quais a equipe deverá entrar em contato, com as devidas IDENTIFICAÇÕES (nome completo, cargo, função, situação) e os devidos CONTATOS (telefone fixo, celular, rádio, e-mail, endereço).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SUGESTÕES: de PERGUNTAS, IMAGENS, MATERIAL DE ARQUIVO e PERSONAGENS que possam complementar/contextualizar a investigação a ser feita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NECESSIDADES MATERIAIS: alerta para a necessidade/disponibilidade de CREDENCIAIS, AUTORIZAÇÕES e demais particularidades de ACESSO da equipe às fontes e/ou aos locais com e nos quais a investigação será realizada. Nos casos de credenciais e autorizações, as mesmas devem ser anexadas à puta a ser entregue à equipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EQUIPAMENTOS: especificação e DETALHAMENTO da necessidade de certos tipos de câmeras (de vídeo ou de fotografia), microfones, material de iluminação, unidades de transmissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MATERIAL DE PESQUISA: releases, material veiculado (em outras mídias e/ou no próprio veículo), livros, sites, tabelas, gráficos, dossiês, estatísticas, que deverão ser ANEXADOS à pauta entregue à equipe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7409186116262165028-4673879911471429650?l=estudosdejornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/feeds/4673879911471429650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7409186116262165028&amp;postID=4673879911471429650' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/4673879911471429650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/4673879911471429650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/2010/06/descricao-estrutural-de-pauta-de.html' title='Descrição estrutural de pauta de investigação jornalística'/><author><name>Patrícia D'Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14638596590427829993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_WwinE5JVsAI/R_wQIxNoCkI/AAAAAAAAAAM/HuySs7jdM4U/S220/Distra%C3%ADda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7409186116262165028.post-2131242275640615262</id><published>2009-11-24T11:10:00.000-08:00</published><updated>2009-11-24T11:14:22.767-08:00</updated><title type='text'>Tópicos gerais sobre jornalismo</title><content type='html'>ATENÇÃO: esta postagem é apenas um fichamento de leitura. Para um melhor estudo, acesse as postagens "Panorama das teorias do jornalismo 3:&amp;nbsp;o papel e a produção da notícia",&amp;nbsp;"O texto noticioso " e "Tipologia e formatação do texto jornalístico impresso", disponíveis neste blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definições de jornalismo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• atividade periódica de veiculação de fatos e informações;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• guardião do direito inalienável do homem à informação;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• narrativa que historiciza o cotidiano;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• noticiamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Particularidades da narrativa jornalística:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• sua história e seu desenvolvimento acompanham o capitalismo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• tem função educadora e orientadora;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• baseia-se na credibilidade;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• estrutura-se na persuasão e na verossimilhança;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• veicula histórias reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teorias sobre o jornalismo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• do espelho- o jornalismo reflete a realidade através do trabalho de mediadores desinteressados que não emitem opiniões;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• do agendamento- o jornalismo determina os assuntos que serão discutidos coletivamente;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• da espiral do silêncio- o jornalismo reflete as opiniões dominantes, o que leva as pessoas a não manifestarem opiniões contrárias ao senso comum;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• do newsmaking- o jornalismo produz notícias através da submissão a determinados processos produtivos de caráter industrial;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• do gatekeeper- o jornalismo faz com que determinados sujeitos detenham o privilégio de filtrar as informações a serem notiadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produção jornalística = NOTÍCIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definição de notícia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• é uma forma específica de se contar uma história;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• é um “novo” estatísticamente esperado que traduz ritmo e não ruptura;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• é um produto, cuja matéria-prima é a informação e cujos apelos estéticos se estruturam nas sensações;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• enquadra os fatos em determinados critérios para que possam ser veiculados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Critérios de noticiabilidade (fonte: ERBOLATO, Mário. "Técnicas de codificação em jornalismo". SP: Ática, 2001):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• proximidade;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• marco geográfico;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• impacto;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• proeminência;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• aventura e conflito;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• conseqüências;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• humor;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• raridade;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• progresso;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• sexo e idade;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• interesse pessoal;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• interesse humano;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• rivalidade;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• utilidade;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• oportunidade;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• expectativa ou suspense;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• culto de heróis;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• confidências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornalismo e meios de comunicação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• jornais diários- aprofundamento;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• revistas- segmentação;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• rádio- prestação de serviço;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• televisão- alcance;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• internet- interatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gêneros jornalísticos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• jornais e revistas- matéria factual, reportagem, nota, editorial, crítica, crônica, artigo, comentário, ensaio, resenha;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• rádio e televisão- radiojornal/telejornal, debate, entrevista, documentário, boletim;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• internet- matéria factual, cobertura, nota, comentário, artigo, crítica, crônica, ensaio, resenha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7409186116262165028-2131242275640615262?l=estudosdejornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/feeds/2131242275640615262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7409186116262165028&amp;postID=2131242275640615262' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/2131242275640615262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/2131242275640615262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/2009/11/topicos-gerais-sobre-jornalismo.html' title='Tópicos gerais sobre jornalismo'/><author><name>Patrícia D'Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14638596590427829993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_WwinE5JVsAI/R_wQIxNoCkI/AAAAAAAAAAM/HuySs7jdM4U/S220/Distra%C3%ADda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7409186116262165028.post-7501309184271486285</id><published>2009-11-08T07:41:00.000-08:00</published><updated>2009-11-08T07:53:19.190-08:00</updated><title type='text'>REPÚDIO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Por elaborar e manter, carinhosamente, este blog para os estudantes, manifesto aqui o meu total repúdio em relação à conduta inaceitável dos alunos e da direção da Universidade Bandeirante em relação à aluna Geisy. Se a alegação da instituição para expulsar a aluna "sensual" (na opinião de quem?) é a conduta inadequada, que este também seja o critério de punição em relação à conduta inaceitável dos estudantes que a humilharam. E que sejam dados nomes aos (literalmente) bois do moralismo hipócrita e truculento: caso contrário, o mercado e a sociedade irão repudiar todo e qualquer egresso desta universidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7409186116262165028-7501309184271486285?l=estudosdejornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/feeds/7501309184271486285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7409186116262165028&amp;postID=7501309184271486285' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/7501309184271486285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/7501309184271486285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/2009/11/repudio.html' title='REPÚDIO'/><author><name>Patrícia D'Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14638596590427829993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_WwinE5JVsAI/R_wQIxNoCkI/AAAAAAAAAAM/HuySs7jdM4U/S220/Distra%C3%ADda.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7409186116262165028.post-8918560342561362605</id><published>2009-08-24T13:35:00.000-07:00</published><updated>2009-08-24T13:37:32.885-07:00</updated><title type='text'>ASPECTOS GERAIS SOBRE PUBLICIDADE E PROPAGANDA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;ASPECTOS GERAIS SOBRE PUBLICIDADE E PROPAGANDA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA: RABAÇA, Carlos Alberto &amp;amp; BARBOSA, Gustavo Guimarães. “Dicionário de comunicação”. Rio de Janeiro: Campus, 2001. /// SAMPAIO, Rafael. “Propaganda de A a Z: como usar a propaganda para construir marcas e empresas de sucesso”. Rio de Janeiro: Campus, 1999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Segundo os autores RABAÇA &amp;amp; BARBOSA (2001) a PROPAGANDA pode ser definida como “comunicação persuasiva”, ou seja: ela compreende um conjunto de técnicas e atividades de persuasão que têm como objetivo influenciar as opiniões, os sentimentos e as ações das pessoas. Já a PUBLICIDADE tem como objetivo tornar público um determinado conteúdo, independentemente de sua influência em relação ao público. Isto porque, historicamente, a palavra PROPAGANDA se liga às técnicas da Igreja Católica e às estratégias políticas, uma vez que o sentido da palavra (propagar, multiplicar, estender) indica o ato de incutir crenças e disseminar ideologias; ao passo que a palavra PUBLICIDADE tem suas origens ligadas a questões jurídicas, que buscavam o ato de divulgar informações para o público. Atualmente, porém, as duas palavras comportam um significado comercial, que indica a forma de divulgação de produtos e serviços através de anúncios (pagos, na grande maioria das vezes).&lt;br /&gt;            É por isso que SAMPAIO (1999: p.24) define propaganda como “a manipulação planejada da comunicação visando, pela persuasão, promover comportamentos em benefício do anunciante que a utiliza”. Isto equivale a dizer que a função da propaganda é informar (idéia associada à publicidade) e despertar interesse em quem consome. Seus diferentes aspectos envolvem o entendimento sobre três termos: “advertising”, que é o anúncio comercial para a divulgação e o consumo de bens ou de mensagem de utilidade pública que busca a promoção de ações úteis à comunidade; “publicity”, que é a informação veiculada editorialmente (sobre pessoas, produtos, eventos) sem que se pague por isso; e “propaganda” de cunho político, religioso ou ideológico que busca disseminar determinadas idéias. “Na maioria das vezes, no entanto, propaganda é a divulgação de um produto ou serviço com o objetivo de informar e despertar interesse de compra/uso nos consumidores” (SAMPAIO: 1999, p.25). Neste processo estão envolvidos o anunciante (que busca o aumento de seus negócios), o consumidor (que deve ser informado e conquistado) e o veículo (para o qual a mensagem deve ser adequada).&lt;br /&gt;            De acordo com as idéias de SAMPAIO (1999), quando abordamos a propaganda cm objetivos promocionais, estamos nos referindo à venda de produtos ou serviços de uma determinada empresa. Esta atividade compreende as seguintes tarefas: 1) divulgação da marca, para torná-la mais íntima e conhecida entre os consumidores; 2) promoção da marca, para ressaltar seus aspectos competitivos; 3) criação de mercado para a marca, que se refere à conquista dos consumidores; 4) expansão do mercado, que é o aumento da massa de consumidores; 5) correção do mercado, que se refere à adequação das mensagens divulgadas para que os consumidores fiquem corretamente informados; 6) educação do mercado, que se refere à formação de um hábito de consumo; 7) consolidação do mercado, que é a manutenção de uma posição de vendas no mercado através do reforço das qualidades do produtos; e 8) manutenção do mercado, que é a resposta aos ataques e esforços da concorrência.&lt;br /&gt;            Mas, afinal, como se faz isso? Mais uma vez, é SAMPAIO (1999) que nos orienta. De acordo com o autor, é preciso, em primeiro lugar, definir os objetivos da propaganda, ou seja, deixar bem claro qual é a tarefa que ela deve cumprir e quais as informações que ela deverá utilizar para isto. Em segundo lugar, deve-se fazer um trabalho de pesquisa para definir quem são os consumidores, como eles reagem ao que vai ser anunciado, quais são os seus hábitos de consumo, qual é o seu perfil econômico/cultural/social, como a concorrência age sobre eles, qual é o valor que o produto ou serviço a ser anunciado tem para este consumidor e quais são os argumentos que mais mobilizam este perfil. A partir disso, entra-se na fase de planejamento, quando as informações da pesquisa são organizadas e a estratégia de ação é traçada para definir o que (qual conteúdo) será comunicado, a quem (qual consumidor), de que forma (anúncio, comercial), com que ênfase (pontos a serem ressaltados), com que argumentos (idéias persuasivas), de que modo (informando, lembrando, comparando), através de quais meios (rádio, TV, jornal, revista, internet) e quando (época do ano, dia da semana, horário).&lt;br /&gt;            É só a partir de todo este trabalho de concepção e planejamento que podemos partir para as etapas de criação e de mídia.SAMPAIO (1999) nos diz que a criação se refere à geração de idéias que comuniquem (de forma cativante, sucinta e surpreendente) o objetivo da propaganda. Esta etapa deve ser orientada por três critérios importantíssimos: 1) a criatividade, para que a propaganda tenha destaque junto a consumidor; 2) a pertinência, para que a propaganda atenda aos objetivos inicialmente definidos; e 3) emoção, para que a propaganda cative o consumidor, minando sua indiferença. Simultaneamente, deve-se fazer um planejamento de mídia, que irá definir em que meios de comunicação e em que veículos desses meios a propaganda será inserida, bem como suas posições (horário ou espaço) e seus formatos (tempo de comercial ou tamanho do anúncio) mais adequados. Aprovadas as idéias da criação e o plano de mídia, parte-se para a produção das peças da propaganda e a compra da mídia. Feita a veiculação, parte-se para a aferição dos resultados da propaganda, ou seja: depois desse trabalhão todo, é a resposta do público/consumidor que vai definir se tudo isto foi eficiente ou não.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7409186116262165028-8918560342561362605?l=estudosdejornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/feeds/8918560342561362605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7409186116262165028&amp;postID=8918560342561362605' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/8918560342561362605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/8918560342561362605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/2009/08/aspectos-gerais-sobre-publicidade-e.html' title='ASPECTOS GERAIS SOBRE PUBLICIDADE E PROPAGANDA'/><author><name>Patrícia D'Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14638596590427829993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_WwinE5JVsAI/R_wQIxNoCkI/AAAAAAAAAAM/HuySs7jdM4U/S220/Distra%C3%ADda.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7409186116262165028.post-2490679750717013803</id><published>2009-03-09T14:44:00.000-07:00</published><updated>2009-03-09T14:46:05.277-07:00</updated><title type='text'>PANORAMA DAS TEORIAS DO JORNALISMO 3: O PAPEL E A PRODUÇÃO DA NOTÍCIA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;BIBLIOGRAFIA: KUNCZIK, Michael. Conceitos de jornalismo. São Paulo: Edusp, 2002. // PENA, Felipe. Teoria do jornalismo. São Paulo: Contexto, 2005.&lt;br /&gt;OBRAS/AUTORES CITADOS: SIEBERT,F., PETERSON, T. &amp;amp; SCHRAMM, W. Four theories of the press. Urbana, Illinois, 1956. // ABRAMO, Perseu. Padrões de manipulação na grande imprensa. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um enfoque normativo sobre o funcionamento dos meios noticiosos aponta para o fato de que a imprensa molda suas notícias de acordo com as estruturas sociais, políticas e econômicas nas quais está inserida. A partir desta idéia, KUNCZIK (2002) nos apresenta as “quatro teorias da imprensa” desenvolvidas por SIEBERT, CHRAMM e PETERSON (1956): teoria autoritária; teoria liberal; teoria do comunismo soviético; e teoria da responsabilidade social.&lt;br /&gt;A primeira e mais antiga, a teoria autoritária, remonta ao século XVI, quando surgiu a filosofia estatal do absolutismo. Nesta época, o papel da imprensa era o de promover a política do governo e servir ao Estado, o que levava os editores a serem controlados e censurados. Com o Iluminismo e o conseqüente crescimento das liberdades políticas, econômicas e religiosas, o papel da imprensa se inverteu: ela passou a buscar a “verdade” e a controlar o Estado em vez de servi-lo. Surge, então, a teoria liberal, que teve seu apogeu no século XIX e que trouxe à tona as noções do jornalismo como “quarto poder” e do “livre mercado de idéias”.&lt;br /&gt;De acordo com KUNCZIK (2002), as teorias do “comunismo soviético” e da “responsabilidade social” derivam dessas duas primeiras. A teoria do comunismo soviético seria um desenvolvimento da teoria autoritária porque, segundo ela, a principal função da imprensa é a de apoiar o sistema e o partido socialistas. Controlados diretamente pelo Estado, os meios de comunicação são extensões do governo, não visam o lucro e veiculam notícias nas quais a interpretação é secundária. Tudo isto com o objetivo de, através do desenvolvimento e da mudança estrutural da sociedade, chegar ao comunismo. Já a teoria da responsabilidade social chama a atenção para o fato de que o financiamento comercial do “livre mercado de idéias” trouxe prejuízos ao público, uma vez que a auto-regulamentação e o auto-controle dos meios de comunicação de massa é uma fantasia. Por isso, a imprensa deve ser livre e socialmente responsável, servindo ao sistema político para que haja acesso aos atos públicos; informando o público para que ele adote ações autônomas; protegendo os direitos do indivíduo através da vigilância sobre o governo; servindo ao sistema econômico através da publicidade; e preservando sua autonomia financeira.&lt;br /&gt;A partir deste cenário das quatro grandes teorias da imprensa, podemos enveredar na sistematização de PENA (2005) sobre as diferentes teorias e as críticas do jornalismo. Inicialmente, o autor nos aponta a teoria do espelho, segundo a qual o jornalismo reflete exatamente a realidade. Com bases no século XIX, esta teoria busca aproximar o jornalismo do método científico e tem como princípio básico a separação entre fatos e opiniões através de uma linguagem neutra, o que faz do jornalista um mero observador desinteressado do real. Este “sujeito observador” nos abre entendimento para a teoria do gatekeeper, que privilegiar a ação pessoal do jornalista, uma vez que diz respeito ao poder de decisão que determinados indivíduos têm na seleção das informações que irão para o noticiário. Esta idéia reforça a noção de intencionalidade na produção noticiosa, bem como a idéia do poder exercido pelo jornalista e a questão do fluxo da informação na sociedade contemporânea.&lt;br /&gt;Por outro lado, a teoria do newsmaking diz que o jornalismo ajuda a construir a realidade, em vez de apenas refleti-la. Construtivista, esta teoria aceita que as notícias são vinculadas à realidade, mas também são determinadas pela organização do trabalho jornalístico e pelos processos de produção noticiosa. Isto porque a superabundância de fatos no cotidiano necessita de uma organização produtiva que segue uma rotina industrial. Concomitantemente, como as normas de produção são mais importantes que as preferências pessoais, o jornalista se submete a um planejamento produtivo no qual a seleção dos fatos e a maneira de abordá-los são cruciais. Nesse sentido, a teoria organizacional prega que o trabalho jornalístico depende dos meios utilizados para sua efetivação. Como o objetivo primeiro das organizações midiáticas é o lucro, esta teoria nos diz que o alcance (ou a audiência) das mensagens noticiosas é determinante no trabalho jornalístico. Isto equivale a dizer que o jornalista é um indivíduo que acata a política e as normas editoriais da empresa na qual trabalha em detrimento de suas escolhas e de seus valores pessoais. De acordo com esta idéia, o jornalista não orienta suas escolhas pensando no público e sim nos superiores, no mercado das notícias e no lucro.&lt;br /&gt; Seguindo esta linha, a teoria instrumentalista afirma que as notícias servem a determinados interesses políticos. Baseada em estudos sobre a parcialidade, esta linha de análise verifica a presença ou não de distorções nos textos noticiosos; distorções estas que podem ser detectadas a partir de um ponto de vista “de esquerda” (segundo o qual as notícias são mantenedoras do sistema capitalista) ou “de direita” (segundo o qual as notícias questionam o sistema capitalista). Aqui, PENA (2005) chama a atenção para cinco padrões de manipulação engendrados pela notícia e estudados por Perseu Abramo (1996):&lt;br /&gt;1.    padrão de ocultação- refere-se à ausência de determinados fatos reais no noticiário;&lt;br /&gt;2.    padrão de fragmentação- refere-se à descontextualização dos fatos noticiados de seus antecedentes e de suas conseqüências, bem como à desconexão entre os fatos presentes no noticiário;&lt;br /&gt;3.    padrão de inversão- refere-se à valorização do que é noticiado, através de uma espécie de substituição da importância de conteúdos, fatos e informações pelas suas formas, versões e opiniões;&lt;br /&gt;4.    padrão de indução- refere-se a uma série de distorções que levam o público a enxergar uma realidade artificialmente inventada;&lt;br /&gt;5.    padrão global- refere-se á apresentação da realidade  como algo absoluto.&lt;br /&gt;A partir deste panorama acerca das teorias do jornalismo, partiremos para o entendimento acerca dos critérios que estabelecem quais e como os fatos se transformam em notícia. Ou seja: estudaremos os critérios da noticiabilidade e a rotina de trabalho do repórter.&lt;br /&gt;Para isto, precisamos entender primeiro quem é o indivíduo pressionado pelas diferentes “forças” que analisamos até aqui. E que atende pelo nome de “repórter”: um sujeito dividido entre o que o jornalista Ricardo Kotscho chama de “a missão de informar para transformar” e o que o teórico Ciro Marcondes Filho chama de “a saga dos cães perdidos”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vamos a eles no próximo texto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7409186116262165028-2490679750717013803?l=estudosdejornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/feeds/2490679750717013803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7409186116262165028&amp;postID=2490679750717013803' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/2490679750717013803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/2490679750717013803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/2009/03/panorama-das-teorias-do-jornalismo-3-o.html' title='PANORAMA DAS TEORIAS DO JORNALISMO 3: O PAPEL E A PRODUÇÃO DA NOTÍCIA'/><author><name>Patrícia D'Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14638596590427829993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_WwinE5JVsAI/R_wQIxNoCkI/AAAAAAAAAAM/HuySs7jdM4U/S220/Distra%C3%ADda.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7409186116262165028.post-6043332014419062647</id><published>2009-03-03T10:43:00.000-08:00</published><updated>2009-03-03T10:44:03.955-08:00</updated><title type='text'>Panorama das teorias do jornalismo 2: o "menu" da mídia</title><content type='html'>BIBLIOGRAFIA: BARROS FILHO, Clóvis. Ética na comunicação. São Paulo: Summus, 2003. // RABAÇA, Carlos Alberto &amp;amp; BARBOSA, Gustavo Guimarães. Dicionário de comunicação. Rio de Janeiro: Campus, 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afirmar que a mídia em geral (e o jornalismo em particular) determina cruamente o pensamento dos indivíduos é ingenuidade. Mais correto seria dizer que ela nos aponta, nos orienta e nos pauta sobre o que pensar, discutir, trocar e compartilhar. Nesse sentido, BARROS FILHO (2003) sistematiza duas teorias ligadas ao jornalismo: a hipótese do “agenda setting” e a hipótese da “espiral do silêncio”. Ambas partem do princípio de que a seleção que a mídia faz de determinados temas a serem veiculados é paralelo ao “apagamento” dos demais assuntos que não são por ela “iluminados”. Isto não significa dizer que as pessoas, em suas relações interpessoais, comentem apenas fatos midiatizados, mas sim que estes fatos estão marcadamente presentes no temário macro-social.&lt;br /&gt;No que diz respeito especificamente à idéia central da hipótese do “agenda setting”, a obra “Public Opinion” (1922), de Walter Lippmann, já destacava o direcionamento da atenção dos leitores para determinados temas apontados pela mídia como sendo de “interesse coletivo”. Para ele, o conhecimento que as pessoas têm do mundo exterior é formado pela seleção midiática de determinados símbolos do mundo real. Posteriormente, em 1972, Maxwell McCombs e Donald Shaw cunharam a expressão (“agenda” = pauta e “setting” = fixação, determinação) após constatarem que o principal efeito provocado pela &lt;a title="Imprensa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imprensa"&gt;imprensa&lt;/a&gt; é produzir a imbricação entre a agenda midiática e a agenda pública.&lt;br /&gt;De acordo com BARROS FILHO (2003), os fatores que condicionam o “agenda setting” estão ligados à mensagem e à recepção. Nesta, um dos fatores determinantes seria a necessidade de orientação que o público tem, necessidade esta que é condicionada pelo interesse e pelo grau de incerteza do receptor em relação a determinado assunto.&lt;br /&gt;No que diz respeito à mensagem, a maioria dos estudos do “agenda setting” dizem respeito a temas políticos, uma vez que apontam em que medida a mídia interfere na luta política pelo poder. O conteúdo destas mensagens, por sua vez, é determinado pela possibilidade de personalização do conteúdo da informação; pela possibilidade de dramatização (geralmente) através de um conflito; e pela eventualização, ou seja, a dinamização do tema que tona possível que o receptor constate uma ação ou um acontecimento. Concomitantemente a estas três características, a seleção de determinado conteúdo a ser veiculado em determinada mídia também é influenciada pela veiculação operada pelos outros meios e mídias.&lt;br /&gt;Ainda em relação ao conteúdo da mensagem, o autor destaca a diferenciação que deve ser feita entre os assuntos “temáticos” e os assuntos de “acontecimento”. Os primeiros s referem a reflexões sobre probelmas sociais e preocupações públicas, como o desemprego, a corrupção ou a inflação, por exemplo. Os demais dizem respeito a fatos concretos e, geralmente, caracterizados pelo elemento surpresa, como um terremoto, um acidente ou uma final de campeonato, por exemplo. Porém, esta divisão não é rígida, uma vez que um assunto inicialmente caracterizado como “acontecimento” pode vir a se tornar “temático”.&lt;br /&gt;O meio no qual a mensagem é veiculada também condiciona o “agenda setting”. Ainda segundo o autor, há mais “agendamento” através das mensagens impressas do que das eletrônicas. Nestas últimas, o “agenda setting” televisivo ocorre em relação às informações de caráter geral e tem maior probabilidade de influenciar a agenda pública “quando a cobertura de um tema específico é feita de maneira intensiva em um curto espaço de tempo” (BARROS FILHO: 2003, p192).&lt;br /&gt;Criada por Elizabeth Noelle-Neuman em 1972, a hipótese da espiral do silêncio tem como ponto de partida o medo que os indivíduos têm do isolamento social, medo este que os faria expressar opiniões concordantes com a opinião dominante (imposta pelos meios de comunicação). O silenciamento das opiniões minoritárias seria cíclico e progressivo, o que explica a idéia de espiral. Ou seja: quanto mais dominada, maior a tendência de uma opinião não ser manifestada. Os fatores que produzem esta espiral do silêncio são a acumulação, representada pela visibilidade exagerada que determinados assuntos têm na mídia; pela ubiqüidade, representada pela sensação de que a mídia pode estar em todos os lugares; e pela consonância dos assuntos na mídia, representada pela abordagem semelhante dos mesmos temas feita pelos diferentes veículos e mídias. BARROS FILHO (2003) nos chama a atenção para o fato de que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Essa consonância tendencial não só dá ao conjunto dos produtos informativos, e indiretamente a cada informação mediatizada em separado, uma maior ou menor aparência de objetividade, como também permite aos meios canalizar um só fluxo de opinião, impondo-o como dominante”. (BARROS FILHO: 2003, p.210)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A teoria da espiral do silêncio mostraria, assim, que o medo do isolamento social que leva ao silenciamento seria um obstáculo às mudanças e um mantenedor do status quo. E isto seria facilitado pelo acesso que uma minoria dominante tem aos meios de comunicação de massa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7409186116262165028-6043332014419062647?l=estudosdejornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/feeds/6043332014419062647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7409186116262165028&amp;postID=6043332014419062647' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/6043332014419062647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/6043332014419062647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/2009/03/panorama-das-teorias-do-jornalismo-2-o.html' title='Panorama das teorias do jornalismo 2: o &quot;menu&quot; da mídia'/><author><name>Patrícia D'Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14638596590427829993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_WwinE5JVsAI/R_wQIxNoCkI/AAAAAAAAAAM/HuySs7jdM4U/S220/Distra%C3%ADda.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7409186116262165028.post-517018400434075596</id><published>2009-03-03T10:40:00.000-08:00</published><updated>2009-03-03T10:42:09.125-08:00</updated><title type='text'>Panorama das teorias do jornalismo 1: o método jornalístico</title><content type='html'>BIBLIOGRAFIA: BUCCI, Eugênio in GOMES, Mayra Rodrigues. Poder no jornalismo. São Paulo: EDUSP, 2003. // KOVACH, Bill &amp;amp; ROSENSTIEL, Tom. Os elementos do jornalismo: o que os jornalistas devem saber e o público deve exigir. São Paulo: Geração Editorial, 2003. //&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo BUCCI (in GOMES: 2003), o jornalismo consolida aquilo que chamamos de realidade em vez de “retratar a realidade”. Para o autor, o fato jornalístico já nasce como relato, uma vez que isto dará a ele um sentido narrativo. Um episódio pode nascer como evento, cena, imagem ou ícone e é a notícia que, como elemento discursivo, funcionará como elo de um discurso maior. Estes eventos, imagens, ícones ou cenas são o que o autor chama de “atos de fala”, que interferem no discurso do mundo sobre o mundo para alcançar visibilidade e, conseqüentemente, a condição de notícia. “Entender os fatos é, quase sempre, entender o discurso que eles procuram articular por meio dos relatos jornalísticos” (BUCCI in GOMES: 2003, p.10). Um fato seria, assim, a versão que ele gera, o que equivaleria a dizer que a realidade não antecede o discurso: o que chamamos de realidade é sempre a realidade discursiva. Porém, os jornalistas, freqüentemente, não se dão conta da separação entre fato e relato, supondo que os eventos sempre se dão independentemente da presença ou do olhar do observador.&lt;br /&gt;Para BUCCI (in GOMES: 2003), o fluxo das notícias ordena os fatos e o discurso jornalístico é o ordenador daquilo que chamamos realidade. E a realidade, por sua vez, é composta pelos significados que compõem a comunicação social. O discurso jornalístico hierarquiza sentidos e valores, preconiza condutas e modos de falar e separa o dizível do indizível, exercendo uma função normatizadora e punitiva a partir de um mundo que só existe porque é descrito. Apesar disto, o autor ressalta a importância do papel democrático desempenhado pelo jornalismo, o que justifica sua crítica em relação à tão falada “neutralidade”. Aqui, abre-se a questão em relação à tarefa (pertinente ao jornalismo) de produzir textos não-ficcionais: uma tarefa que parte da coleta das informações, passa pelo entendimento sobre elas e desemboca em sua transmissão ao receptor.&lt;br /&gt;É em função disto que KOVACH &amp;amp; ROSENSTIEL (2003) afirmam que a essência do jornalismo é a disciplina da verificação, uma vez que é ela que separa esta área de atuação do entretenimento, da propaganda, da literatura e das artes. Para os autores, esta disciplina da verificação compreende métodos muito pessoais, mas também parte, de forma geral, do conceito da objetividade. Inicialmente, o termo apareceu para que os jornalistas desenvolvessem uma forma eficaz de testar a informação para que seus preconceitos pessoais ou culturais não prejudicassem a exatidão de seu trabalho. Ou seja: para incutir uma espécie de “espírito científico” no trabalho jornalístico, que deveria dar um enfoque transparente às provas disponíveis para relatar os fatos. Com isso, sugere-se que o que é objetivo é o método jornalístico e não o jornalista ou o jornalismo em si. É por isto que os autores chamam a atenção para o fato de que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os jornalistas que selecionam as fontes para expressar o que na verdade é seu próprio ponto de vista e depois usam a voz neutra para que tudo pareça bem objetivo, estão trapaceando. Isso prejudica a credibilidade da profissão ao fazê-la parecer sem princípios, desonesta e preconceituosa”. (KOVACH &amp;amp; ROSENSTIEL: 2003, p.117)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A introdução da tecnologia no dia-a-dia do jornalismo, porém, enfraquece a metodologia de verificação criada pelos jornalistas, uma vez que a facilidade na obtenção, na reescrita e no redirecionamento dos fatos debilita o processo de checagem: gasta-se mais tempo procurando dados e declarações para serem acrescentados a uma matéria ou reportagem do que investigando-os. Em lugar do “jornalismo de verificação”, emerge o que os autores chamam de “jornalismo de afirmação”, no qual os jornalistas se ocupam mais em sintetizar a grande massa de informações, principalmente as da internet. Isto faz com que os dois grandes princípios da isenção e do equilíbrio se tornem meras técnicas de fachada. Ou seja: uma boa reportagem não é aquela que simplesmente apresenta as declarações de “ambos os lados”, não só porque uma história pode ter mais de dois lados como também porque, às vezes, pode ter apenas um.&lt;br /&gt;O aprimoramento da qualidade da informação e da discussão pública pode, segundo os autores, ser conseguido através da melhoria da disciplina da verificação, que deve ser mais consciente. Para reforçar o jornalismo de método objetivo, a ciência da reportagem deve seguir cinco princípios: nunca acrescentar o que não existe; nunca enganar o público; ser transparente sobre os métodos e motivos da reportagem; confiar apenas no próprio trabalho de investigação; trabalhar com humildade.&lt;br /&gt;Se uma informação não puder ser checada, verificada, não deve ser utilizada. É por isso que os autores afirmam que reconstruir diálogos, utilizar personagens compostos, sintetizar os fatos e transportar pessoas no tempo são “truques” que não devem ser utilizados pelos jornalistas. O recurso de rearranjar os fatos no tempo e no espaço ou fundir personagens e eventos transforma a não-ficção em ficção. Ao utilizar uma citação, a troca de palavras que não seja para corrigir erros gramaticais deve ser sinalizada ao público. Ao utilizar citações que não testemunhou, o jornalista também deve indicar que a reconstituição deste diálogo foi precedida de verificação. Outra questão está no fato de que o público deve ser informado sobre “como sabemos o que sabemos”: quais são nossas fontes, o que essas fontes sabem, que preconceitos elas demonstram e, principalmente, se há relatos conflitantes com os delas.&lt;br /&gt;Isto traduz o que os autores chamam de “regra da transparência”, que é o elemento mais importante para a melhoria da disciplina da verificação. É ela que permite que o público julgue a validade da informação veiculada, o processo através do qual ela foi obtida e os motivos pelos quais o jornalista julgou importante transmiti-la. Concomitantemente, o empenho do jornalista em ser transparente é fundamental para mostrar seu compromisso com a verdade, é uma das chaves para a credibilidade.&lt;br /&gt;Tal e qual o princípio que orienta o método científico, o jornalismo deve explicar como conseguiu determinada informação e porque confia nela: é isto o que vai fazer com que o público possa e queira reproduzir esta informação. Afirmar simplesmente que “fontes disseram” é uma violação à regra da transparência.&lt;br /&gt;Por outro lado, esta regra da transparência também vale para a relação dos jornalistas com suas fontes, não só porque que elas devem ser informadas sobre o ângulo real da matéria como também porque a negociação do anonimato deve levar em conta os desvios de interesse. Da mesma forma, é preciso avaliar meticulosamente a validade da utilização do disfarce clandestino, aquele que engana a fonte para conseguir informação. Esta avaliação deve, segundo os autores, seguir três princípios: a informação a ser adquirida deve ser vital ao interesse público; o recurso do disfarce está sendo utilizado porque não existe outra forma de conseguir a informação; o público deve ser alertado de que o jornalista manipulou a fonte, explicando a importância da informação para o interesse público e o fato de que esta manipulação foi a única maneira possível de conseguir a informação.&lt;br /&gt;Os autores também listam uma série de técnicas para a disciplina da verificação, a saber:&lt;br /&gt;1.    fazer uma edição cética, ou seja, questionar as matérias sem, com isto, estar questionando a integridade do jornalista- o método consiste em julgar uma matéria linha por linha, declaração por declaração, editando as afirmações e os fatos de forma a remover não só os erros factuais como também os erros inconscientes de afirmação e de narrativa (coisas que as pessoas “acreditam” que são verdadeiras);&lt;br /&gt;2.    fazer uma lista de exatidão, através da qual o editor deve responder a seis perguntas- o lide da matéria tem consistência?; alguém rechecou os dados da matéria?; as informações colhidas permitem entender a matéria completa?; todas as pessoas que aparecem na matéria estão identificadas e tiveram a oportunidade de emitir seus pontos de vista?; a matéria toma partido ou faz julgamentos de valor?; todas as declarações são exatas e bem atribuídas, captando com precisão o que disseram os entrevistados?;&lt;br /&gt;3.    aproximar-se das fontes básicas, evitando repetir sem verificação os relatos ou informações oficiais- a técnica consiste em cruzar os dados referentes ao que é/foi divulgado com a checagem individual com quem/o que divulgou.&lt;br /&gt;Em todas estas técnicas de verificação, os autores ressaltam a importância do comprometimento com a verdade, ou seja: os jornalistas devem aplicar métodos transparentes e sistemáticos de verificação para poderem, como diz BUCCI, fazer com que as pessoas entendam os fatos, o que é, quase sempre, entender o discurso que eles procuram articular por meio dos relatos jornalísticos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7409186116262165028-517018400434075596?l=estudosdejornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/feeds/517018400434075596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7409186116262165028&amp;postID=517018400434075596' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/517018400434075596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/517018400434075596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/2009/03/panorama-das-teorias-do-jornalismo-1-o.html' title='Panorama das teorias do jornalismo 1: o método jornalístico'/><author><name>Patrícia D'Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14638596590427829993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_WwinE5JVsAI/R_wQIxNoCkI/AAAAAAAAAAM/HuySs7jdM4U/S220/Distra%C3%ADda.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7409186116262165028.post-1297228441760204088</id><published>2009-02-09T13:34:00.000-08:00</published><updated>2009-02-09T14:02:11.031-08:00</updated><title type='text'>Aspectos gerais da história da imprensa</title><content type='html'>De acordo com SODRÉ (1983), a história da imprensa tem relações profundas com a história do desenvolvimento capitalista. Isto se justificaria de duas formas. Primeiro porque a uniformidade, que é a regra geral da ordem capitalista, é também um fator determinante no que se refere à influência que a mídia impressa exerce sobre os comportamentos, padronizando-os através da universalização de valores éticos e culturais. Em segundo lugar, está a questão da liberdade de opinião e de informação.&lt;br /&gt;A invenção da prensa de tipos móveis por Guttenberg se deu numa fase de prelúdio mercantilista, na qual as trocas (fossem elas materiais ou não, como no caso de idéias, informações e opiniões) interessavam apenas a pequenos grupos e eram controladas pela autoridade governamental. Com o tempo, estes pequenos grupos se consolidaram como poderosas forças econômicas e passaram a reclamar a liberdade em relação às trocas. Nascia, assim, o princípio da liberdade de imprensa, uma vez que, entre estas “trocas”, estava a troca de idéias, informações e opiniões. Nos Estados Unidos, por exemplo, a ausência de um passado feudal permitiu que, com a independência, houvesse o alargamento da liberdade de impressa. Já na Inglaterra, a chamada stamp tax durou até a metade do século XIX.&lt;br /&gt;Neste cenário, fica fácil entender porque os Estados Unidos ganharam, desde cedo, a corrida para a revolução nas técnicas da imprensa, apesar de ter sido o londrino The Times o primeiro a utilizar a máquina a vapor em sua impressão. Obviamente, estas revoluções permitiam a produção em massa por baixo custo e a aceleração da circulação, o que combinava com o surto demográfico das concentrações urbanas, marcadas, entre outras coisas, pela ascensão da democracia política e da alfabetização. Assim, mais jornais chegando mais rapidamente para mais gente que lia mais era uma situação que apontava diretamente para a necessidade de conquistar os novos mercados que surgiam; era uma forma acelerar a veiculação de idéias, opiniões, informações e... Mercadorias.&lt;br /&gt;SODRÉ (1983) nos diz ainda que, conforme o capitalismo avançava, a estratégia da imprensa era a de atingir rapidamente os milhares de leitores. Dessa forma, a multiplicação vertiginosa de exemplares e sua distribuição veloz eram necessárias. O jornal tornou-se vetor e produto de consumo em uma nova era na qual as trocas não se resumiam apenas ao que é excedente, mas sim ampliavam-se a tudo que, mesmo que fosse moral ou físico, pudesse ser mercantilizado: a era da venalidade universal.&lt;br /&gt;Os jornais precisaram, então, reconfigurar seus conteúdos e seu formato. Atingindo as massas urbanas com notícias ligadas às questões judiciárias, aos crimes e às paixões, a imprensa alimentava os indivíduos com os escândalos típicos da sociedade capitalista Além disso, a ligação entre a imprensa e as demais formas de produção conferiu importância à propaganda. Tudo isto fez com que o jornal precisasse aumentar o número de páginas: mais relatos e mais anúncios fizeram com que o pequeno jornal, semelhante ao livro, ganhasse os contornos atuais. Foi o que aconteceu com os americanos The Sun e Morning Herald. Ao mesmo tempo, outros jornais, como o Tribune, se recusavam a noticiar crimes e escândalos e optavam pela força editorial, pela predominância da opinião em relação à informação, o que se mostrou ineficiente em episódios como a Guerra da Secessão, que multiplicou a ação dos correspondentes no palco dos acontecimentos.&lt;br /&gt;No tocante especificamente à prática jornalística, LAGE (2001) ressalta que a atividade da reportagem é quase inexistente em 200 dos 400 anos da história da imprensa. Quando surgiu, no início do século XVII, o jornalismo se preocupava com o discurso retórico de exaltação do Estado ou da religião, imitando o padrão dos grandes autores que surgiam em Portugal (Camões), na Espanha (Cervantes), na Inglaterra (Shakespeare) e na França (Molière). Ligados à burguesia, os jornais passaram a difundir seus ideais, publicando fatos de interesse comercial e político, mas dando ênfase ao que se chama de “artigo de fundo” ou “editorial” - um texto opinativo escrito pelo editor. Esta estrutura do jornal fixou a imagem do jornalista como “publicista”: um sujeito que se ocupava de orientações e interpretações políticas com um estilo semelhante ao dos discursos e proclamações. “A linguagem dominante ficava entre a fala parlamentar, a análise erudita e o sermão religioso”, afirma LAGE (2001, p.11). No século XVIII, por exemplo, a Revolução Francesa foi marcada por grandes figuras identificadas como publicistas.&lt;br /&gt;Ratificando o que abordamos anteriormente com SODRÉ (1983), LAGE (2001) nomeia o século XIX como “o século dos tipógrafos”, devido à mecanização que chegou à indústria gráfica a reboque da Revolução Industrial. A ampla tiragem e o amplo consumo dos jornais, bem como a dependência financeira dos anunciantes, tiveram como conseqüência a mudança de estilo no conteúdo das publicações: a retórica do jornalismo publicista não funcionava frente à nova leva de leitores, pertencentes a uma cultura popular objetiva. A conquista desta nova leva de leitores, por sua vez, levou a uma acirrada concorrência entre os jornais, que passaram a ter um caráter ao mesmo tempo educador e sensacionalista.&lt;br /&gt;A característica educativa do jornalismo desta época se explica pelas mudanças radicais no comportamento e nas relações dos homens, que deixavam para trás uma certa perenidade da vida no campo para se aventurarem na multidão de estranhos que compunham as novas populações urbanas. O frêmito das cidades e a necessidade de entender a dinâmica de suas relações fizeram com que o jornalismo ensinasse às pessoas o que ver, o que ler, como se vestir e como se portar. Concomitantemente, a função educativa de socialização demandava fórmulas eficazes de mobilização dos leitores, ou seja: era preciso envolvê-los e emocioná-los. Era preciso provocar sensações nestes leitores – daí o sensacionalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O paradigma para isso era a literatura novelesca: o sentimentalismo, para as moças; a aventura, para os jovens; o exótico e o incomum, para toda a gente. A realidade deveria ser tão fascinante quanto a ficção e, se não fosse, era preciso fazê-la ser”. (LAGE: 2001, p.15)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o autor, o jornalismo publicista dos séculos XVII e XVIII e o jornalismo educador e sensacionalista do século XIX foram seguidos pelo jornalismo-testemunho do século XX. De acréscimo cultural e recreação, o jornalismo se tornou essencial à vida dos homens, fazendo com que a informação, principalmente a informação especializada, circulasse de forma simplificada. O jornalista se torna um tradutor de discursos, confrontando diferentes perspectivas e selecionando fatos e opiniões que permitam que o leitor se oriente diante da realidade. Sob a idéia de “inovação cultural”, a concepção de jornalismo a que isto remete vai ao encontro da afirmação de MELO (2006) de que “o jornalismo é um fenômeno universal com raízes européias”.&lt;br /&gt;Para particularizarmos nosso estudo em relação ao jornalismo brasileiro, não basta levar em conta os modelos trazidos pelos portugueses: segundo MELO (2006), é preciso considerar também os aspectos comunicacionais dos movimentos migratórios; as questões de dependência tecnológica e econômica; as influências conjunturais; as contingências históricas. Em suas raízes, o jornalismo brasileiro baseia-se em um modelo português determinado por influências britânicas e francesas que, mais tarde, também sofreu intervenções italianas, alemãs e espanholas e cujo maior impacto se deu pelo jornalismo norte-americano, principalmente através de suas agências noticiosas e pela importação de sua tecnologia. Para MELO (2006), esta torrente de influências, porém, não evitou que o jornalismo brasileiro se estruturasse de forma criativa e adquirisse uma feição diferenciada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Praticamos sempre formas de expressão jornalística que, a não ser residualmente, deixaram de seguir o exacerbado panfletarismo francês e tampouco absorveram o receituário da objetividade norte-americana. Construímos um arcabouço narrativo, onde o real transparece com nitidez, dissimulando embora as conotações ideológicas, sem contudo esconder as nuances da política editorial que tornaram diferentes as instituições jornalísticas.” (MELO: 2006, p.70)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o autor, os gêneros opinativos (coluna, crônica, comentário, resenha, editorial, caricatura, carta) brasileiros se distanciaram dos norte-americanos, dos italianos, dos alemães e dos espanhóis quando assumiram uma feição eminentemente opinativa. MELO (2006) ressalta que, no Brasil, as colunas se traduzem como núcleos de poder; que a crônica se configurou como relato poético com sentido político; que a resenha, distante da profundidade característica do jornalismo francês e norte-americano, se alimenta de produtos culturais que promovem a indústria da cultura; que o editorial reproduz em sua estrutura o modelo do discurso aristotélico e funciona como conversação com os poderosos; que a caricatura, em vez de tradução gráfica do editorial, interpreta o comportamento coletivo, ironiza o cotidiano e satiriza os personagens de acordo com o “estilo maroto da gozação nacional”; e que a carta do leitor mostra a sutileza de por na fala do cidadão comum as críticas que, por conveniência, não estão na reportagem.&lt;br /&gt;Como grifo destas idiossincrasias, BARBOSA (2007) propõe uma leitura (no sentido estrito da palavra, ou seja, como interpretação crítica) dos jornais do Rio de Janeiro durante o século XX. Antes disto, as inúmeras configurações do periodismo carioca têm como marco a Gazeta do Rio de Janeiro, o primeiro jornal impresso da cidade (1808) e que era controlado pela Coroa Portuguesa. Segundo BARBOSA (2007), a imprensa do século XIX na cidade divide-se entre a “oficial” e a “oficiosa” (que reproduzia a fala oficial para se beneficiar da proximidade ao poder). Com a fundação do anti-lusófilo Aurora Fluminense e do inicialmente moderado Jornal do Commercio, a base da produção editorial dos jornais passa a se caracterizar pela construção de um discurso político: ambos os jornais prepararam e propagandearam os movimentos que levariam à abdicação de D. Pedro I. Mas é a partir de 1870 que ocorre uma mudança radical no perfil dos veículos impressos, uma vez que se ampliam os debates e as polêmicas sobre as questões republicanas e abolicionistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No cenário de uma cidade que vive uma nova cultura política, a imprensa passa a ampliar essas discussões. Construindo idéias dominantes num jornalismo de viés exclusivamente opinativo. É nessa conjuntura que se instala a imprensa abolicionista”. (BARBOSA: 2007, p.16)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antecedidos por pasquins que criticavam a escravidão na primeira metade do século XIX, a imprensa abolicionista toma corpo a partir de 1870, tendo o Cidade do Rio (1887), de José do Patrocínio, como principal jornal abolicionista do Rio de Janeiro. As idéias antiescravistas tomam, então, uma enorme atenção pública.&lt;br /&gt;Dialogando com a imprensa desta época, o estudo de BARBOSA (2007) envereda pelo século XX, partindo das intensas tecnologias e inovações que marcaram o início do período: máquinas a vapor, linotipos, tiragens de milhares de exemplares, vendas avulsas, textos literários, etc., fazem com que o jornal chegue “barato, popular e fácil de fazer” ao século XX. BARBOSA (2007) nos mostra que, nele, as duas primeiras décadas trazem a proliferação e a consolidação de revistas como Revista da Semana (1900), O Malho (1902) Careta (1907) e Fon-Fon (1908). A década de 1920 é marcada pelas notícias sensacionais, que mesclam o dia-a-dia do leitor à estética melodramática, principalmente em A Manhã (no qual trabalhou Nelson Rodrigues) e em A Crítica; pelas tragédias sentidas através das narrativas dos repórteres; pelo sucesso do noticiário policial de A Noite; pela formação dos primeiros conglomerados de imprensa; pelas conspirações do dono de O Jornal, Assis Chateaubriand, contra o governo de Washington Luís. Nos anos 1930, BARBOSA (2007) ressalta que a complexidade das relações políticas se reflete na configuração do jornalismo do Rio de Janeiro. O jornalismo do período do Estado Novo de Getúlio Vargas é marcado pela censura à imprensa e pelos aparelhos de repressão (como o DIP, Departamento de Imprensa e Propaganda); pela exclusividade de divulgação dada ao Estado e pela inclusão da voz do povo em outros lugares midiáticos; pelo lugar social e político do jornalista diante da batalha de e pelo poder.&lt;br /&gt;BARBOSA (2007) também ressalta os aspectos de uma imprensa do Rio de Janeiro que, entre 1900 e 1950, também existe como figuração literária, na qual são abordados o cotidiano das redações e as múltiplas relações dos leitores com as publicações; e através da qual destaca-se o poder simbólico dos periódicos e revela-se o prestígio daqueles que representam o mundo para o público: os homens da imprensa. Dentre estas obras, a autora destaca As recordações do escrivão Isaías Caminha, de Lima Barreto, “que remonta o dia-a-dia da redação do fictício jornal O Globo – na verdade o Correio da Manhã”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A revolução da imprensa no início do século, as contradições do jornalismo, as autoconstruções engendradas pelos periódicos para se tornarem representativos de toda a sociedade aparecem, portanto, nas obras literárias. Da mesma forma, o movimento em direção ao sensacionalismo também vai ser imortalizado pela literatura”. (BARBOSA: 2007, p.129)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como “fábrica de notícias”, os jornais consolidam seu poderio e seu prestígio na primeira metade do século XX, dando status social ao jornalista. Mas é na década de 1950 que a modernização atinge os jornais de forma a revolucionar seus conteúdos, sua estética e sua estrutura. Indo ao encontro do desenvolvimentismo de JK, os periódicos mais importantes do Rio de Janeiro passam por transformações que redefinem o próprio campo do jornalismo. Neste sentido, BARBOSA (2007) aponta a reforma do Diário Carioca como o marco para a caracterização da narrativa jornalística como neutra e imparcial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O que se procura construir naquele momento é a autonomização do campo jornalístico em relação ao literário, fundamental para a autoconstrução da legitimidade da própria profissão. Assim, as reformas dos jornais da década de 1950 devem ser lidas como um momento de construção, pelos próprios profissionais, do marco fundador de um jornalismo que se fazia moderno e permeado por uma neutralidade fundamental para espelhar o mundo. A mítica da objetividade – imposta pelos padrões redacionais e editoriais – é fundamental para dar ao campo lugar autônomo e reconhecido, construindo o jornalismo como a única atividade capaz de decifrar o mundo para o leitor”. (BARBOSA: 2007, p. 150)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o mito da objetividade que faz com que a enunciação da verdade dos acontecimentos legitime o jornalismo, que se constitui como o registro factual por excelência. Ao narrar o mundo, o jornalismo funciona como um suposto espelho da realidade para o leitor e “os jornalistas idealizam a profissão e o papel que devem ter na sociedade” (BARBOSA: 2007, p.151). Informação neutra, imparcialidade, linguagem padronizada, lide e copidescagem passam, definitivamente, a fazer parte da prática e do jargão jornalísticos. A imagem de independência e de neutralidade passa a ser fundamental para a imprensa, que desempenha funções políticas, de propaganda, de polícia e de grande influência moral e cultural.&lt;br /&gt;Esteticamente, a grande revolução da década de 1950 fica a cargo do Jornal do Brasil que, a partir de 1956, realiza uma ampla reforma gráfica, dando ao jornal características visuais que perduram até hoje. Ao mesmo tempo, Tribuna da Imprensa e Diário Carioca cristalizam normas precisas para a produção das narrativas noticiosas, lançando o que até hoje orienta os profissionais dos jornais: o manual de redação. O jornalismo se profissionaliza: as reuniões diárias são introduzidas no cotidiano das redações; as editorias são organizadas; os arquivos e departamentos de pesquisa são criados; o repórter passa a ser um egresso de cursos especializados.&lt;br /&gt;É em meio a uma intensa modernização que a imprensa carioca entra nos anos 1960, a década na qual começará a ter de conviver com uma televisão cada vez mais forte e presente no dia-a-dia do país. A cena cotidiana é invadida e permeada por imagens que dialogam com o público e com o popular, ao mesmo tempo em que a censura afasta os jornalistas do campo político. Inicialmente, com o golpe de 1964, os grandes periódicos da cidade apoiaram os militares, sendo contra o que alguns chamavam do “festival de demagogia e indisciplina” do governo João Goulart. Em pouco tempo, a maioria deles se colocaria contra o regime ditatorial, principalmente depois da investida dos militares contra as redações do Correio da Manhã, O Globo, da Tribuna da Imprensa e da Última Hora. BARBOSA (2007), porém, chama a atenção para a idealização da atuação da imprensa neste período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Há, também, idealização na divulgação recorrente do discurso de que a imprensa luta bravamente – de maneira indiscriminada e genérica – contra a ação da censura. Na prática, esta luta não é tão uníssona, como também se observam acomodações. Como uma empresa que procura aferir lucros e ganhos simbólicos, a imprensa se defronta entre a construção de um discurso que a coloca num lugar heróico e a sua própria sobrevivência no mercado jornalístico e de bens simbólicos”. (BARBOSA: 2007, p.187)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, a autora também destaca a atuação diferenciada da censura em relação aos periódicos que, para os ditadores, deveriam não só “informar” como também “orientar” o povo. Instaura-se, a partir de 1968, com o Ato Institucional n° 5, a censura prévia. Como antecipação às represálias, os jornais passaram a se autocensurar, controlando antecipada e voluntariamente as informações a serem veiculadas. A sobrevivência de vários jornais é ameaçada e a imprensa carioca entra nos anos 1970 marcada pelo desaparecimento de vários deles.&lt;br /&gt;Nesta fase, O Globo e O Dia são os jornais de maior tiragem na cidade e, ao lado do Jornal do Brasil, são os sobreviventes protagonistas da crise que assola a imprensa (principalmente pelo alto custo do papel). Juntos, detinham 90% dos leitores. O Globo introduz a impressão em off-set, que oferece "boa qualidade a custos compensadores, precisão na impressão em cores, perfeito registro, grandes tiragens com muita rapidez e impressão de várias cores em uma única operação” (RABAÇA &amp;amp; BARBOSA: 2001, p.521), além de permitir a impressão em diversos tipos de papéis e materiais. Paralelamente, O Dia, além de incorrer no clientelismo, privilegia, por aproximação ou distanciamento, o cotidiano dos leitores, através de narrativas que simulam experiências de vida e editando temas ligados ao mundo do trabalho. Ao inaugurarem o que BARBOSA (2007) chama de “o novo sensacionalismo”, os textos de O Dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Trazendo o mundo do leitor para as páginas da publicação, ofertando esse mesmo mundo aos seus sentidos criam, pelo ato narrativo, a possibilidade de transformação da realidade. Lendo as notícias de um mundo próximo, visualizando a fantasia ao lado da realidade, abre-se também ao leitor a possibilidade do sonho”. (BARBOSA: 2007, p.218)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na década de 1980, o jornal é vendido e passa por uma reformulação que o leva a atingir também as classes A e B. A imprensa passará a incorporar as tecnologias da informática, e os três “sobreviventes” – O Globo, O Dia e Jornal do Brasil - do Rio de Janeiro, após a informatização de suas redações, compõem suas edições em papel em sinergia com suas versões on line.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia: SODRÉ, Nelson Werneck. História da imprensa no Brasil. São Paulo: Martins Fontes, 1983. // LAGE, Nilson. A reportagem: teoria e técnica de entrevista e pesquisa jornalística. Rio de Janeiro: Record, 2001. // MELO, José Marques de. Teoria do jornalismo: identidades brasileiras. São Paulo: Paulus, 2006. // BARBOSA, Marialva. História cultural da imprensa. Rio de Janeiro: Mauad, 2007 // RABAÇA, Carlos Alberto &amp;amp; BARBOSA, Gustavo Guimarães. Dicionário de comunicação. Rio de Janeiro: Campus, 2001.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7409186116262165028-1297228441760204088?l=estudosdejornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/feeds/1297228441760204088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7409186116262165028&amp;postID=1297228441760204088' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/1297228441760204088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/1297228441760204088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/2009/02/aspectos-gerais-da-historia-da-imprensa.html' title='Aspectos gerais da história da imprensa'/><author><name>Patrícia D'Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14638596590427829993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_WwinE5JVsAI/R_wQIxNoCkI/AAAAAAAAAAM/HuySs7jdM4U/S220/Distra%C3%ADda.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7409186116262165028.post-5893563639424547306</id><published>2008-05-07T23:23:00.000-07:00</published><updated>2008-05-07T23:24:13.363-07:00</updated><title type='text'>Uma leitura de Vanoye: aspectos iniciais para entender a linguagem escrita</title><content type='html'>Referência bibliográfica: VANOYE, Francis. Usos da linguagem – Problemas e técnicas na produção oral e escrita. São Paulo: Editora Martins Fontes, 1986.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos medir a quantidade de informação de uma mensagem independentemente de seu sentido. Isso equivale a dizer que a quantidade de informação está diretamente ligada à sua probabilidade: quanto mais imprevisível for a mensagem, maior será sua quantidade de informação.&lt;br /&gt;            Além disso, se o grau de probabilidade da mensagem for grande e se seus signos forem facilmente identificáveis, a informação será pequena (ou até nula) e sua identificação será fácil e rápida. Por outro lado, se a mensagem for excessivamente surpreendente, a probabilidade de haver informação corre o risco de ser nula também!&lt;br /&gt;            É por isso que podemos afirmar que a mensagem mais econômica é aquela que veicula o maior número de informações com o menor número de signos e cujas informações comportam o máximo possível de originalidade.&lt;br /&gt;            Precisamos também atentar para o fato de que, para que haja comunicação, é preciso haver um código comum. Ou seja: é preciso “falar a mesma língua”, como costumam dizer por aí. Só que, quando isso entra no domínio da língua portuguesa, surge a pergunta: nós falamos uma única língua ou falamos várias línguas portuguesas? Nossa língua está sujeita a várias influências, que vão do ambiente geográfico ao social, passando pela cultura.&lt;br /&gt;            E daí?!&lt;br /&gt;            Daí que essas diferentes influências nos levam a constatar que existem VÁRIOS NÍVEIS DE LINGUAGEM, que influenciam o vocabulário, a sintaxe e até a pronúncia do que estamos querendo dizer. É por isso que devemos prestar atenção a esses níveis de linguagem: porque eles determinam o bom funcionamento da comunicação. Tentar adaptar a nossa própria linguagem à do interlocutor já é efetuar um ato de comunicação. Uma comunicação que, assim, vai envolver uma REELABORAÇÃO.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7409186116262165028-5893563639424547306?l=estudosdejornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/feeds/5893563639424547306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7409186116262165028&amp;postID=5893563639424547306' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/5893563639424547306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/5893563639424547306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/2008/05/uma-leitura-de-vanoye-aspectos-iniciais.html' title='Uma leitura de Vanoye: aspectos iniciais para entender a linguagem escrita'/><author><name>Patrícia D'Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14638596590427829993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_WwinE5JVsAI/R_wQIxNoCkI/AAAAAAAAAAM/HuySs7jdM4U/S220/Distra%C3%ADda.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7409186116262165028.post-761968294540088345</id><published>2008-05-07T23:22:00.000-07:00</published><updated>2008-05-07T23:23:13.180-07:00</updated><title type='text'>Uma leitura de Vanoye: a escolha de palavras e a expressividade na linguagem escrita</title><content type='html'>Referência bibliográfica: VANOYE, Francis. Usos da linguagem – Problemas e técnicas na produção oral e escrita. São Paulo: Editora Martins Fontes, 1986.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LÉXICO é o conjunto de palavras de uma língua peculiar a um grupo social ou a um indivíduo. Na prática, uma pessoa conhece apenas uma pequena parte desse vasto conjunto e, ao falar ou escrever, emprega apenas uma fração do que conhece. Ao escolher determinadas palavras para compor seu discurso, o indivíduo está fazendo uma SELEÇÃO LÉXICA para imprimir o sentido desejado àquilo que quer comunicar.&lt;br /&gt;Ao estudo do sentido das palavras dá-se o nome de SEMÂNTICA, que é o saber que tenta distinguir os diversos aspectos do sentido dado a uma palavra.  Alguns desses aspectos são:&lt;br /&gt;a)      o aspecto cognitivo (baseado no conhecimento objetivo);&lt;br /&gt;b)      o aspecto afetivo (baseado nos sentimentos pessoais);&lt;br /&gt;c)      o aspecto denotativo (que remete ao significante);&lt;br /&gt;d)      e o aspecto conotativo (que sugere ou evoca algo subliminar).&lt;br /&gt;A comunicação pressupõe que os indivíduos têm um repertório de palavras em comum e que as compreendem da mesma forma. É por isso que o entendimento acerca das palavras concretas é mais fácil do que o entendimento sobre as palavras abstratas, que têm significado mais disperso. Ou seja: para haver compreensão, é preciso que uma palavra apresente um certo grau de uniformidade para vários indivíduos.&lt;br /&gt;Paralelamente, precisamos também atentar para o conjunto de significações que uma palavra assume num determinado enunciado. A isso, damos o nome de CAMPO SEMÂNTICO. Dessa forma, podemos deduzir o sentido que uma palavra assume num determinado enunciado, podemos determinar que denotação ou conotação ela assume neste enunciado em particular.&lt;br /&gt;Por isso não esqueça: o LÉXICO e o SEMÂNTICO das palavras são essenciais para quem quer se expressar com eficácia e, assim, comunicar/informar o que deseja.&lt;br /&gt;A língua falada tem recursos expressivos próprios que envolvem a acentuação, a entonação, as pausas, a fluência etc. Com a acentuação e a fluência, por exemplo, colocamos em relevo uma sílaba ou um grupo de sílabas e recortamos a mensagem em grupos identificáveis. Da mesma forma, a entonação e as pausas dão relevo expressivo a certos aspectos da mensagem, de forma que ela pode transmitir tipos diferentes de informação.&lt;br /&gt;Como já afirmamos anteriormente, o Brasil é um país extremamente oralizado. Por isso... Como traduzir esta expressividade oral para a escrita? Segundo o autor Francis Vanoye, esta tradução se dá pela representação aproximada do que foi pronunciado. Aí, a melhor opção é empregar o ESTILO DIRETO. Mas, apesar da transcrição de um diálogo repetir um discurso, as características específicas da língua falada exigem determinadas técnicas de escrita.&lt;br /&gt;            Isso se dá porque a língua escrita é menos “econômica” que a língua falada. Ela dispõe do recurso da PONTUAÇÃO para transcrever certas características da língua falada. Para Vanoye, a pontuação tem uma função lógica: ela recorta o discurso em grupos de palavras e evita os erros de interpretação. É claro que devemos, na escrita, tirar partido dos recursos expressivos da língua falada, adotando uma sintaxe menos rígida para facilitar a transmissão de informação. Mesmo assim, é preciso, como diz Vanoye, ressaltar que:&lt;br /&gt;a)      não se pode perturbar a estrutura de uma língua de um dia para outro sem confundir seus usuários;&lt;br /&gt;b)      a ortografia promove uma certa coesão das mensagens escritas, dando forma e clareza ao discurso escrito.&lt;br /&gt;O que você deve ter sempre em mente quando estiver escrevendo é o fato de que o seu texto deve ser o mais persuasivo possível, para que você possa transmitir com a máxima exatidão o que deseja. Aqui, nós voltamos para os gregos. Há muito tempo eles já se preocupavam com isso. Não é à toa que devemos a eles (e a Aristóteles em particular) a arte do bem dizer: a RETÓRICA.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7409186116262165028-761968294540088345?l=estudosdejornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/feeds/761968294540088345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7409186116262165028&amp;postID=761968294540088345' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/761968294540088345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/761968294540088345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/2008/05/uma-leitura-de-vanoye-escolha-de.html' title='Uma leitura de Vanoye: a escolha de palavras e a expressividade na linguagem escrita'/><author><name>Patrícia D'Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14638596590427829993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_WwinE5JVsAI/R_wQIxNoCkI/AAAAAAAAAAM/HuySs7jdM4U/S220/Distra%C3%ADda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7409186116262165028.post-3354786426004943869</id><published>2008-05-07T23:21:00.000-07:00</published><updated>2008-05-07T23:22:00.396-07:00</updated><title type='text'>Uma leitura de Vanoye: a retórica, suas figuras e funções</title><content type='html'>Referência bibliográfica: VANOYE, Francis. Usos da linguagem – Problemas e técnicas na produção oral e escrita. São Paulo: Editora Martins Fontes, 1986.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A retórica ou a arte do bem falar consistia em um conjunto de técnicas destinadas a regrar a organização do discurso de acordo com os objetivos a serem atingidos. Era um meio de chegar ao domínio da linguagem verbal. Só que, com o tempo, a retórica se reduziu a uma técnica de ornamentação do discurso, tornando-se sinônimo de afetação ou de declamação falsa. De uns tempos para cá, o estudo sobre esta técnica tem deixado de lado seus aspectos pejorativos. Como ensina a compor e a organizar o discurso, a retórica faz distinção entre várias etapas.  Vamos a elas:&lt;br /&gt;1)      encontrar o que se vai dizer, ou seja, encontrar argumentos;&lt;br /&gt;2)      dispor os argumentos numa ordem que depende do objetivo traçado, ou seja, dispor os argumentos com a intenção de informar;&lt;br /&gt;3)      construir um plano de trabalho e cuidar da elaboração do discurso, tendo em vista o modo de apresentação dos argumentos.&lt;br /&gt;É justamente no modo de apresentação dos argumentos que a retórica vai se utilizar das FIGURAS DE LINGUAGEM. Entre elas, podemos destacar:&lt;br /&gt;1)      a aliteração, que repete um som ou um grupo de sons como, por exemplo, em “o rato roeu a roupa do rei de Roma”;&lt;br /&gt;2)      a paronomásia, que aproxima termos vizinhos pela sonoridade e não pelo sentido como, por exemplo, em “quem viver, verá”;&lt;br /&gt;3)      a hipérbole, que é a mais exagerada das figuras, como verificamos na expressão “história escrita com sangue”;&lt;br /&gt;4)      a perífrase, que usa muitas palavras para dizer o que poderia ser expresso em apenas uma, quando, por exemplo, usamos “a estação das flores” em vez de “primavera”;&lt;br /&gt;5)      a metáfora, quando um termo substitui outro por analogia, numa comparação que não explicita o termo comparado, como quando, por exemplo, dizemos “ele é uma porta” para dizer que alguém é “teimoso como uma porta”;&lt;br /&gt;6)      a metonímia, que exprime um objeto por um termo que designa outro objeto, como em “ele comeu todo o prato”; a metonímia pode exprimir o todo pela parte ou a parte pelo todo.&lt;br /&gt;Além disso, também há o eufemismo, que consiste em amenizar uma idéia desagradável. Isso acontece, por exemplo, quando um aluno que é surpreendido com uma “cola” diz ao professor que o flagrante é apenas um “resumo” ou um “lembrete” da matéria da prova...&lt;br /&gt;Na produção de um discurso, a linguagem pode assumir diferentes funções: manter contato entre o escritor e o leitor, exprimir sentimentos de quem escreve, explicar algo diretamente e até confundir quem está lendo. Tudo vai depender dos seis elementos que estão implicados no processo de comunicação: emissor, receptor, referente, canal, código e mensagem. Vamos a elas:&lt;br /&gt;1)      função expressiva- é aquela centrada sobre o emissor; é tudo aquilo que, na mensagem escrita, revela a personalidade e a opinião de quem escreve e, por isso, tem função emotiva;&lt;br /&gt;2)      função conativa- é aquela que remete ao destinatário da mensagem, usando muito os imperativos e que, por isso, tem função apelativa;&lt;br /&gt;3)      função referencial- é a que informa objetivamente sobre determinada realidade, ou seja, está centrada no referente da mensagem e, assim, tem função informativa ou cognitiva;&lt;br /&gt;4)      função fática- é aquela que se preocupa em manter a comunicação, o contato entre emissor e receptor, ou seja, está centrada no canal estabelecido e, por isso, tem função interlocutória;&lt;br /&gt;5)      função metalingüística- é a que está centrada sobre o código que está sendo utilizado para comunicar, ou seja, quando a linguagem é usada para falar da própria linguagem;&lt;br /&gt;6)      função poética- é aquela centrada na mensagem, colocando seu sentido em um plano inferior e privilegiando os jogos possíveis de sua estrutura.&lt;br /&gt;É importante frisar que essas funções da linguagem dificilmente se encontram sozinhas em uma mensagem. Geralmente, elas se superpõem. Estar ciente disso é fundamental não só para a produção como também para a análise de textos e enunciados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7409186116262165028-3354786426004943869?l=estudosdejornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/feeds/3354786426004943869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7409186116262165028&amp;postID=3354786426004943869' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/3354786426004943869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/3354786426004943869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/2008/05/uma-leitura-de-vanoye-retrica-suas.html' title='Uma leitura de Vanoye: a retórica, suas figuras e funções'/><author><name>Patrícia D'Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14638596590427829993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_WwinE5JVsAI/R_wQIxNoCkI/AAAAAAAAAAM/HuySs7jdM4U/S220/Distra%C3%ADda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7409186116262165028.post-1208445030114330421</id><published>2008-05-07T23:19:00.000-07:00</published><updated>2008-05-07T23:20:43.771-07:00</updated><title type='text'>Para entender estrelas e textos: aspectos introdutórios sobre a produção de discurso</title><content type='html'>Referências bibliográficas: ABREU, Antônio Suárez. Curso de redação. São Paulo: Editora Ática, 2003. / GRANATIC, Branca. Técnicas básicas de redação. São Paulo: Editora Scipione, 1999. / SOUZA, Luiz Marques de. &amp;amp; CARVALHO, Sérgio Waldeck. Compreensão e produção de textos. Petrópolis: Editora Vozes, 2000. / VANOYE, Francis. Usos da linguagem – Problemas e técnicas na produção oral e escrita. São Paulo: Editora Martins Fontes, 1986.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            De acordo com o autor Antônio Suárez Abreu, o discurso pode ser comparado às estrelas. Olhando para elas, estamos avistando o passado, uma vez que aquilo que vemos é a luz emitida por elas há milhões de anos. Mesmo que não existam mais, ainda podemos vê-las através dessa luz emitida em tempos remotos. Ao lermos um texto, esse processo se repete com o discurso que há nele: o sentido emitido pelo escritor só se completa quando suas palavras chegam até nós. Tal e qual a luz das estrelas, o discurso é dinâmico: pode ser repetido infinitamente, sempre de formas diferentes, dependendo do repertório de seus leitores. Ou seja: para entender estrelas e textos, não basta apenas olhar para eles.&lt;br /&gt;            Aqui, vale a pena a gente dar uma paradinha para refletir sobre a definição de Padre Antônio Vieira (1608-1697) acerca da técnica do discurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Aprendemos no céu o estilo da disposição e também o das palavras. As estrelas são muito distintas e muito claras. Assim há de ser o estilo (...): muito distinto e muito claro. E nem por isso temais que pareça o estilo baixo: as estrelas são muito distintas e muito claras e altíssimas. O estilo pode ser muito claro e muito alto: tão claro que o entendam os que não sabem e tão alto que tenham muito o que entender os que sabem.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Para entender um texto, não basta basear-se em seu conteúdo semântico específico: é preciso também entender a intenção de seu produtor (emissor), a sua ENUNCIAÇÃO ou o seu ATO ILOCUCIONAL. Só que, muitas vezes, a enunciação não está presente num texto, o que torna o ato de ler algo muito maior que simplesmente entender o que está escrito; é conseguir, a partir do nosso repertório, perceber as intenções (ou enunciações) do emissor quando ele CODIFICOU (ou elaborou) esse texto. Quando o leitor foi capaz de realizar o percurso de ler o texto associando-o à intenção/enunciação (do discurso) do emissor, ele conseguiu DECODIFICAR este texto.&lt;br /&gt;Um texto é o produto estático e definitivo de uma enunciação. É como uma estrela. Mas, nele, há algo dinâmico: o discurso, que é um processo que começa quando o emissor realiza a codificação e “termina” quando o receptor cumpre a tarefa de decodificação. É a luz emitida por uma estrela. O discurso está para o texto como a luz está para a estrela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7409186116262165028-1208445030114330421?l=estudosdejornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/feeds/1208445030114330421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7409186116262165028&amp;postID=1208445030114330421' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/1208445030114330421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/1208445030114330421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/2008/05/para-entender-estrelas-e-textos_6718.html' title='Para entender estrelas e textos: aspectos introdutórios sobre a produção de discurso'/><author><name>Patrícia D'Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14638596590427829993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_WwinE5JVsAI/R_wQIxNoCkI/AAAAAAAAAAM/HuySs7jdM4U/S220/Distra%C3%ADda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7409186116262165028.post-5163336683168578953</id><published>2008-05-07T23:17:00.000-07:00</published><updated>2008-05-07T23:18:36.534-07:00</updated><title type='text'>Para entender estrelas e textos: coesão e coerência</title><content type='html'>Referências bibliográficas: ABREU, Antônio Suárez. Curso de redação. São Paulo: Editora Ática, 2003. / GRANATIC, Branca. Técnicas básicas de redação. São Paulo: Editora Scipione, 1999. / SOUZA, Luiz Marques de. &amp;amp; CARVALHO, Sérgio Waldeck. Compreensão e produção de textos. Petrópolis: Editora Vozes, 2000. / VANOYE, Francis. Usos da linguagem – Problemas e técnicas na produção oral e escrita. São Paulo: Editora Martins Fontes, 1986.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Dizem por aí que as estrelas estão expostas a um balanço de forças: gravidade e expansão. É justamente a força de gravidade que atua como forma de coesão das partículas de uma estrela. Um texto também está exposto a determinadas formas de COESÃO (que, obviamente, não têm nada a ver com a gravidade!).  Ou seja: um texto não é simplesmente uma unidade constituída por uma soma de sentenças e/ou palavras e sim pelo ENCADEAMENTO SEMÂNTICO delas. Este encadeamento forma uma TRAMA SEMÂNTICA à qual damos o nome de TEXTUALIDADE. Assim, podemos afirmar que o encadeamento semântico que produz textualidade é chamado de COESÃO.&lt;br /&gt;            É através da coesão que recuperamos, em uma sentença (B), um termo presente em uma sentença (A). Na língua oral, a maioria das pessoas constrói a textualidade razoavelmente bem. Mas, quando se trata de escrever um texto, repetimos de forma feia e desagradável palavras como “mesmo(a)” e “referido(a)”. Não é difícil evitar isso: basta usarmos os MECANISMOS DE COESÃO da nossa língua para construirmos a textualidade.  Vejamos alguns deles:&lt;br /&gt;1)      coesão por referência- se dá através de pronomes pessoais (ele, ela), pronomes desmonstrativos (esse, isto), advérbios de lugar (lá), artigos definidos;&lt;br /&gt;2)      coesão por elipse- quando uma palavra retoma um elemento anterior citando-o de forma subentendida;&lt;br /&gt;3)      coesão lexical- é a utilização de palavras ou expressões sinônimas que retomam um elemento já citado;&lt;br /&gt;4)      coesão por metonímia ou substituição- quando utilizamos a parte pelo todo ou o todo pela parte.&lt;br /&gt;Estes quatro mecanismos de coesão (por referência, por elipse, lexical e por metonímia) são chamados de COESÃO TEXTUAL POR ARTICULAÇÃO SEMÂNTICA. Além de evitar o uso das palavras “mesmo(a)”e “referido(a)”, a coesão por articulação semântica também evita um ato ilocucional que a retórica chama de anáfora: a repetição pura e simples de um mesmo termo em todas as sentenças.&lt;br /&gt;            Agora, vamos passar para a COESÃO TEXTUAL POR ARTICULAÇÃO SINTÁTICA. Seus mecanismos podem ser divididos em cinco:&lt;br /&gt;1)      articulação sintática de oposição- se dá pela coordenação adversativa ou pela subordinação concessiva; a coordenação adversativa implica a utilização de articuladores como o mas, que significa oposição; já a subordinação concessiva é feita através do uso de articuladores como ainda que e apesar de, expressões que, quando usadas no início de uma sentença, já dão ao leitor uma idéia de oposição ao que está sendo afirmado;&lt;br /&gt;2)      articulação sintática de causa- seus principais articuladores podem ser conjunções e locuções conjuntivas como porque, como, já que ou preposições e locuções prepositivas como devido a, em conseqüência de;&lt;br /&gt;3)      articulação sintática de condição- seu principal articulador é o se, mas ela também se dá através de palavras e expressões como caso, desde que, a menos que e a não ser que;&lt;br /&gt;4)      articulação sintática de fim- a maneira mais comum de manifestar finalidade é através do uso do para, mas os articuladores a fim de, com o propósito de, com a intenção de e com o objetivo de também podem ser usados;&lt;br /&gt;5)      articulação sintática de conclusão- para articular uma conclusão, então, assim, por isso e de modo que podem ser usados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Nós já estudamos o fato de o discurso ser um processo dinâmico que envolve a codificação por parte do emissor e a decodificação por parte do receptor. Tanto uma como outra envolvem a enunciação, ou seja, a decodificação implica que o leitor (receptor) refaça este discurso. É justamente na refacção deste percurso que reside a COERÊNCIA de um texto: se o leitor foi capaz de interpretar a intenção de quem escreveu, então, este texto tem coerência.&lt;br /&gt;            Sobre isso, vale a pena lembrar um fato curioso que ocorria durante os anos da ditadura militar no Brasil. Na década de 70, o Jornal da Tarde costumava publicar receitas culinárias toda vez que uma matéria era censurada. A maioria dos leitores entendia a intenção com que isso era feito. Assim, a publicação de uma receita de bolo de laranja no meio do caderno de política tinha coerência: o leitor compreendia que, ali, uma informação havia sido censurada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7409186116262165028-5163336683168578953?l=estudosdejornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/feeds/5163336683168578953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7409186116262165028&amp;postID=5163336683168578953' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/5163336683168578953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/5163336683168578953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/2008/05/para-entender-estrelas-e-textos-coeso-e.html' title='Para entender estrelas e textos: coesão e coerência'/><author><name>Patrícia D'Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14638596590427829993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_WwinE5JVsAI/R_wQIxNoCkI/AAAAAAAAAAM/HuySs7jdM4U/S220/Distra%C3%ADda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7409186116262165028.post-5166133972747029913</id><published>2008-05-07T23:16:00.000-07:00</published><updated>2008-05-07T23:17:27.025-07:00</updated><title type='text'>Para entender estrelas e textos: a polifonia</title><content type='html'>Referências bibliográficas: ABREU, Antônio Suárez. Curso de redação. São Paulo: Editora Ática, 2003. / GRANATIC, Branca. Técnicas básicas de redação. São Paulo: Editora Scipione, 1999. / SOUZA, Luiz Marques de. &amp;amp; CARVALHO, Sérgio Waldeck. Compreensão e produção de textos. Petrópolis: Editora Vozes, 2000. / VANOYE, Francis. Usos da linguagem – Problemas e técnicas na produção oral e escrita. São Paulo: Editora Martins Fontes, 1986.&lt;br /&gt;          &lt;br /&gt; Quando produzimos um texto, nem sempre somos a única voz presente. Podemos colocar, explicitamente ou de forma indireta, uma ou mais pessoas falando além de nós. Isso é facilmente verificável em matérias e reportagens de jornais e revistas, nas quais o repórter, ao narrar um acontecimento, introduz a voz de seus participantes e observadores.&lt;br /&gt;            Para introduzir a voz de outra pessoa em nosso texto, é comum usarmos verbos como dizer, explicar ou afirmar, além de outros não tão neutros como enfatizar, advertir, ponderar ou confidenciar. De qualquer forma, precisamos ter muito cuidado com o uso de verbos que se referem às declarações de terceiros, para não corrermos o risco de manipular equivocadamente a fala dos outros.&lt;br /&gt;            Esta fala, por sua vez, se apresenta através de três formas de discurso: DIRETO, INDIRETO e INDIRETO LIVRE. Vamos a elas:&lt;br /&gt;a)      discurso direto- é a transcrição da fala de alguém, que pode ser organizada de duas formas diferentes; (1) na primeira explicamos quem vai falar, colocamos o sinal gráfico dos dois pontos (:), abrimos aspas (“), transcrevemos a fala com a primeira letra da primeira palavra na forma maiúscula, fechamos aspas (“) e colocamos o sinal gráfico do ponto (.); (2) na segunda, começamos abrindo aspas (“), transcrevemos a fala com a primeira letra da primeira palavra na forma maiúscula, fechamos aspas (“), colocamos o sinal gráfico da vírgula (,), o verbo, explicamos quem está falando e colocamos o sinal gráfico do ponto (.). Ou seja:&lt;br /&gt;(1)   Ao se referir sobre a liberação das verbas, o ministro foi categórico: “As prefeituras só irão receber o recurso do Bolsa Escola se os alunos do ensino médio e fundamental forem recadastrados”.&lt;br /&gt;(2)   “As prefeituras só irão receber o recurso do Bolsa Escola se os alunos do ensino médio e fundamental forem recadastrados”, avisou o ministro.&lt;br /&gt;b)      discurso indireto- é a incorporação da fala de alguém ao discurso do narrador, que se utiliza de palavras e expressões como segundo, de acordo com ou para. Assim:&lt;br /&gt;Segundo o ministro, a verba do Bolsa Escola só será repassada se as prefeituras recadastrarem os alunos do ensino médio e fundamental.&lt;br /&gt;De acordo com o ministro, o repasse de verbas do Bolsa Escola depende do recadastramento dos alunos do ensino médio e fundamental a ser feito pelas prefeituras.&lt;br /&gt;Para o ministro, é preciso que as prefeituras recadastrem os alunos do ensino médio e fundamental: só assim, os recursos do Bolsa Escola serão repassados.&lt;br /&gt;c)      discurso indireto livre- é quando a fala de alguém se confunde com o discurso do narrador.&lt;br /&gt;Na polifonia, é importante prestar atenção aos diferentes NÍVEIS DE LINGUAGEM. Basicamente, eles se dividem em dois: linguagem formal e linguagem coloquial. Um texto pode comportar esses dois níveis de linguagem. É preferível usar a linguagem formal para o discurso do narrador e a coloquial para a transcrição da fala de alguém – desde que isso seja feito com bom senso, sem exageros e com correção ortográfica e gramatical.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7409186116262165028-5166133972747029913?l=estudosdejornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/feeds/5166133972747029913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7409186116262165028&amp;postID=5166133972747029913' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/5166133972747029913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/5166133972747029913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/2008/05/para-entender-estrelas-e-textos_07.html' title='Para entender estrelas e textos: a polifonia'/><author><name>Patrícia D'Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14638596590427829993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_WwinE5JVsAI/R_wQIxNoCkI/AAAAAAAAAAM/HuySs7jdM4U/S220/Distra%C3%ADda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7409186116262165028.post-3154277672371148248</id><published>2008-05-07T23:14:00.000-07:00</published><updated>2008-05-07T23:16:08.018-07:00</updated><title type='text'>Para entender estrelas e textos: narração, descrição e dissertação</title><content type='html'>Referências bibliográficas: ABREU, Antônio Suárez. Curso de redação. São Paulo: Editora Ática, 2003. / GRANATIC, Branca. Técnicas básicas de redação. São Paulo: Editora Scipione, 1999. / SOUZA, Luiz Marques de. &amp;amp; CARVALHO, Sérgio Waldeck. Compreensão e produção de textos. Petrópolis: Editora Vozes, 2000. / VANOYE, Francis. Usos da linguagem – Problemas e técnicas na produção oral e escrita. São Paulo: Editora Martins Fontes, 1986.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem... Já está claro para nós que o que identifica a natureza de um texto é a sua intencionalidade. É a partir da refacção do percurso enunciação-texto que o leitor vai decodificar a intenção de quem o produziu, vai entender o que é relevante em termos ilocucionais. Grosso modo, podemos dizer que, para comunicar sua intenção, o emissor pode redigir em três formatos diferentes: narração, descrição ou dissertação. Ou seja: um texto pode apenas querer contar uma história real ou fictícia, descrever algo/alguém ou persuadir sobre algum assunto. Essa divisão, porém não é tão rígida: a partir das características de cada uma dessas formas, veremos como elas podem se misturar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Narração&lt;br /&gt;            É a modalidade de redação na qual contamos um ou mais fatos que ocorreram em determinado tempo e lugar, envolvendo certos personagens. Em outras palavras: narrar é contar uma história real ou imaginária. O narrador pode se colocar na primeira pessoa (narrador-personagem) ou na terceira pessoa (narrador-observador).&lt;br /&gt;            Definido o tipo de narrador, é preciso conhecer e definir os elementos básicos presentes em qualquer narrativa. Invariavelmente, eles são sete:&lt;br /&gt;1)      fato- o que vai ser narrado;&lt;br /&gt;2)      tempo- quando este fato narrado ocorreu;&lt;br /&gt;3)      lugar- onde este fato se deu;&lt;br /&gt;4)      personagens – quem participou do ocorrido ou o observou;&lt;br /&gt;5)      causa- o motivo, o porquê do ocorrido;&lt;br /&gt;6)      modo- como se deu o fato;&lt;br /&gt;7)      conseqüências- os desdobramentos possíveis ou esperados a partir do que ocorreu.&lt;br /&gt;A partir da definição desses elementos, podemos observar que a narrativa conta um fato se passou em um determinado tempo e em um determinado lugar. Como toda narrativa pressupõe uma ação, esta ação foi praticada e/ou sofrida por determinados personagens. Tudo o que essas pessoas fizeram ou sofreram teve uma causa, ou seja, envolveu determinadas circunstâncias. Por isso, é necessário explicar o modo como o fato ocorreu. E este fato, por sua vez, tem também conseqüências que devem ser observadas. Conhecidos esses elementos, basta organizá-los para elaborar a narração.&lt;br /&gt;Mas... De forma podemos elaborá-la?!&lt;br /&gt;Basicamente, podemos elaborar uma narração de duas maneiras: subjetivamente ou objetivamente. Na narrativa subjetiva os fatos são apresentados levando-se em conta as emoções, os sentimentos envolvidos na história. Nela, é possível perceber claramente a posição sensível e emocional do narrador ao relatar os acontecimentos. Em uma narração subjetiva, o fato não é narrado de modo frio e impessoal: ao contrário, ele é contado de forma que os efeitos psicológicos desencadeados nos personagens e as emoções do narrador estejam em evidência.&lt;br /&gt;Com a narrativa objetiva ocorre exatamente o oposto. Nela, o narrador vai estar sempre fora da ação: ele é um observador que se limita a contar os fatos sem deixar que seus sentimentos e emoções transpareçam durante o que está sendo contado. É exatamente isso o que verificamos em matérias e reportagens de jornais e revistas, nas quais os jornalistas apenas informam os fatos, sem que seu discurso se envolva emocionalmente com o que estão noticiando. Este tipo de narrativa tem sempre um cunho impessoal e direto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Descrição&lt;br /&gt;            A descrição é o tipo de redação através da qual se apontam as características que compõem um determinado objeto, pessoa, ambiente, paisagem ou cena. Para descrever um objeto, é preciso, antes, definir de que tipo ele é: constituído de uma única parte ou constituído por uma reunião de várias partes. Por exemplo: um objeto constituído por uma única parte pode ser um cinzeiro, um clipe de papel ou um pedaço de giz. Nesse caso, quem descreve deverá observar características como formato, dimensão, material, peso, cor e textura. Já um objeto constituído de várias partes pode ser uma caneta, um aparelho de TV ou uma cadeira. Aí, a descrição deverá levar em conta não só formato, dimensão, material, peso, cor e textura como também deverá enumerar suas partes e explicar o caráter geral referente à sua utilização.&lt;br /&gt;            Vamos, agora, à descrição de pessoas.&lt;br /&gt;            Descrever alguém não é tão simples quanto parece porque vários fatores devem ser levados em conta. Esses fatores se agrupam de duas formas: características físicas e características psicológicas. As características físicas se referem à aparência externa: altura, peso, cor de olhos e cabelos, idade, traços do rosto, voz e jeito de se vestir. Já as características psicológicas se associam ao comportamento de quem está sendo alvo da descrição: personalidade, temperamento, caráter, preferências e postura em relação a si.&lt;br /&gt;            O importante é perceber que uma boa descrição de alguém deve levar em conta a maioria de suas características físicas e psicológicas, além de (com bom senso) tentar associá-las. Assim, estaremos fazendo o leitor visualizar ou reconhecer o personagem da descrição. Quem está descrevendo pode ou não incluir-se no texto em alguns momentos: o fundamental é criar um impacto logo de início e manter a atenção do leitor.&lt;br /&gt;Já a descrição de ambientes, paisagens e cenas deve observar outros fatores. Antes de tudo, vamos diferenciar os três: ambiente vai ser sempre um lugar fechado; paisagem vai ser sempre um lugar aberto; e cena vai ser uma ação única e contínua que se passa em determinado ambiente ou paisagem.&lt;br /&gt;            Para descrever um ambiente, é bom começar escolhendo uma referência no todo: uma casa, um museu, um bairro, um hospital, uma cidade. Localizado o ambiente a ser descrito, a descrição também deve abordar não só suas características físicas como também sua atmosfera, ressaltando a impressão que causa em quem dele se aproxime. Com a descrição de paisagens, é importante começar explicando o que se enxerga como pano de fundo: relevo, topografia, vegetação, etc. A partir disso, a descrição deve abordar a impressão que esta paisagem causa em quem a contempla, mencionando se ela reflete beleza ou causa uma sensação desagradável. E a cena, por sua vez, deverá levar em conta não só as características físicas do cenário como também sua atmosfera e seu pano de fundo, para que a ação única que ali se dá fique bastante explícita para o leitor.&lt;br /&gt;            Com isso, você já deve ter percebido que o objetivo de um texto descritivo é bem semelhante ao que visamos com uma fotografia, ou seja: é necessário que o leitor veja as imagens mentais que foram descritas pela linguagem. Paralelamente á definição do que estamos descrevendo, é necessário também observar que descrição compreende dois estilos:&lt;br /&gt;1)      descrição informativa- usa a linguagem referencial, dando lugar apenas aos aspectos denotativos das palavras, eliminando as ambigüidades e sendo concisa;&lt;br /&gt;2)      descrição pessoal- conjuga aspectos denotativos com os de natureza conotativa, utilizando as metáforas e as impressões próprias de quem descreve.&lt;br /&gt;E já que estamos falando de subjetividade, vamos passar à dissertação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             Dissertação&lt;br /&gt;            A dissertação é o tipo de redação na qual expomos nossas idéias gerais e apresentamos os argumentos que as comprovam. Em outras palavras: dissertar é, antes de tudo, argumentar. Expondo idéias e pensamentos por meio de argumentos, podemos construir um discurso de defesa ou de crítica sobre um tema específico.&lt;br /&gt;O texto dissertativo se caracteriza por obedecer a duas exigências básicas: a exposição e a argumentação simultâneas daquilo que quem escreve pensa a respeito de determinado assunto. Ou seja: o autor situa um tema e discute-o, lança sua tese e suas conclusões e procura sempre fazer o leitor concordar com o seu ponto de vista. É por isso que dizemos que a dissertação é um texto expositivo-argumentativo.&lt;br /&gt;            Toda dissertação pressupõe um plano de trabalho, um roteiro. Grosso modo, ele pode ser divido em:&lt;br /&gt;a)      introdução- que consiste na apresentação do tema abordado através da exposição de idéias, opiniões e argumentos gerais de quem escreve;&lt;br /&gt;b)      desenvolvimento- é a análise subjetiva dos aspectos favoráveis e desfavoráveis acerca do tema abordado e sua relação com as idéias, opiniões e argumentos (desdobrados e explicados) de quem escreve;&lt;br /&gt;c)      conclusão- reafirmação das idéias, opiniões e argumentos de quem escreve a partir do que foi elaborado do desenvolvimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7409186116262165028-3154277672371148248?l=estudosdejornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/feeds/3154277672371148248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7409186116262165028&amp;postID=3154277672371148248' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/3154277672371148248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/3154277672371148248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/2008/05/para-entender-estrelas-e-textos-narrao.html' title='Para entender estrelas e textos: narração, descrição e dissertação'/><author><name>Patrícia D'Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14638596590427829993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_WwinE5JVsAI/R_wQIxNoCkI/AAAAAAAAAAM/HuySs7jdM4U/S220/Distra%C3%ADda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7409186116262165028.post-4501757830093228780</id><published>2008-05-07T23:13:00.000-07:00</published><updated>2008-05-07T23:14:40.496-07:00</updated><title type='text'>Para entender estrelas e textos: linguagem e enunciação</title><content type='html'>Referências bibliográficas: ABREU, Antônio Suárez. Curso de redação. São Paulo: Editora Ática, 2003. / GRANATIC, Branca. Técnicas básicas de redação. São Paulo: Editora Scipione, 1999. / SOUZA, Luiz Marques de. &amp;amp; CARVALHO, Sérgio Waldeck. Compreensão e produção de textos. Petrópolis: Editora Vozes, 2000. / VANOYE, Francis. Usos da linguagem – Problemas e técnicas na produção oral e escrita. São Paulo: Editora Martins Fontes, 1986.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;Depois da abordagem sobre as FUNÇÕES DA LINGUAGEM e sobre a importância do ATO ILOCUCIONAL ou ENUNCIAÇÃO, bem como das características da narração, da descrição e da dissertação, vamos entender como todo este blá-blá-blá se conjuga durante a redação. Essa conjugação pode se dar de várias formas. Aqui, três serão abordadas:&lt;br /&gt;1)      a mensagem puramente referencial e o texto informativo;&lt;br /&gt;2)      a função fática e a comunicabilidade do texto;&lt;br /&gt;3)      a expressão do juízo na resenha crítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mensagem puramente referencial, como o próprio nome já indica, os elementos referentes ou os dados objetivos são os que têm relevância: via de regra, eles serão os únicos a serem apresentados. O resultado disso será um texto impessoal e objetivo que tem o propósito exclusivo de informar o leitor. A princípio, esse tipo de texto não tem um receptor definido, mas deve ter o potencial de fazer com que qualquer tipo de leitor o decodifique. Em outras palavras: tem que ser abrangente.&lt;br /&gt;            Por outro lado, esta abrangência neutralizadora do perfil do leitor é resultado de um projeto discursivo: a objetividade não é obra do acaso e sim um árduo plano de trabalho. Textos informativos têm que dar ao leitor todas as indicações possíveis a respeito de referentes reais e concretos, colocando-o a par de fatos, acontecimentos e circunstâncias de forma clara e direta.  Por isso, síntese e precisão são fundamentais. São elas que farão quem escreve ter a capacidade de depreender de um fato, acontecimento ou circunstância aquilo que é essencial e apresentar isso com clareza.&lt;br /&gt;            Aqui, entra em cena a narração. Através de seus elementos (fato, tempo, lugar, personagens, causa, modo e conseqüência) e lançando mão da polifonia e da descrição objetiva, ela deixará de lado determinadas figuras da retórica como a aliteração, a paranomásia, a perífrase e o eufemismo. Apesar disso e por conta da abrangência que este texto demanda, ele não pode ser excessivamente distante do leitor: tem que manter com ele um canal que permita a decodificação da mensagem do início ao fim.&lt;br /&gt;É aí que chegamos à comunicabilidade que este texto deve ter. E esta é, como vimos, a característica essencial da função fática. Nesse caso, temos que nos orientar pela importância que este tipo de função dá ao canal estabelecido para a transmissão da mensagem. Como este canal, aqui, é o texto escrito, ele precisa ter legibilidade, deve permitir uma leitura fácil que conduza a uma grande e rápida compreensão da mensagem. Isto se adequa à idéia de refacção da qual já falamos quando abordamos a questão da coerência. Para ajudar nesta decodificação do discurso, é necessário usar os mecanismos de coesão textual por articulação semântica e os mecanismos de coesão textual por articulação sintática durante o processo de codificação, ou seja, no ato de escrever.&lt;br /&gt;            Por isso, ao redigir, é preciso prestar atenção não só ao problema da escolha das palavras como também ao problema das estruturas frasais. À escolha das palavras, daremos o nome de seleção léxica. De uma forma geral, podemos afirmar que as palavras mais rapidamente percebidas são:&lt;br /&gt;1)      as palavras curtas, uma vez que as palavras longas exigem um esforço maior de decodificação;&lt;br /&gt;2)      as palavras de forma simples porque a prefixação, a sufixação e a composição prejudicam a legibilidade;&lt;br /&gt;3)      as palavras de uso corrente, já que as raras e as complexas não têm tanta abrangência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora de definir as estruturas frasais, devemos levar em conta a capacidade do leitor mediano em perceber e memorizar um conjunto de palavras. De acordo com alguns estudos, essa capacidade varia entre 10 (dez) e 30 (trinta) palavras. É óbvio que isto não quer dizer que só podemos construir frases com um número de palavras exclusivamente nesta faixa. Mais importante é observar que:&lt;br /&gt;a)      a construção das frases deve deixar transparecer suas articulações;&lt;br /&gt;b)      a extensão das proposições não deve ultrapassar continuamente a capacidade de leitura acima referida;&lt;br /&gt;c)      as palavras gramaticalmente dependentes não devem estar muito distantes umas das outras;&lt;br /&gt;d)      as palavras mais importantes para a compreensão da mensagem devem estar, preferencialmente, na primeira metade da frase ou proposição;&lt;br /&gt;e)      a estrutura geral da frase seja simples de ser reconhecida, evitando uma sintaxe rebuscada e permitindo que o leitor pressuponha a categoria de palavras que se seguem antes de lê-las.&lt;br /&gt;Muitos desses tópicos também valem quando redigimos textos subjetivos. Nesse caso, é preciso prestar atenção ao fato de a expressão de um juízo ou de uma opinião pessoal dever sempre estar apoiado em argumentos sólidos. O julgamento puramente subjetivo é “achismo”, ou seja, tem pouco valor. Alguns textos opinativos são meramente pessoais e exprimem apenas o sentimento de quem escreve. Já outros se relacionam com elementos objetivos e, por isso, ajudam o leitor a formar um espírito crítico próprio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7409186116262165028-4501757830093228780?l=estudosdejornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/feeds/4501757830093228780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7409186116262165028&amp;postID=4501757830093228780' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/4501757830093228780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/4501757830093228780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/2008/05/para-entender-estrelas-e-textos.html' title='Para entender estrelas e textos: linguagem e enunciação'/><author><name>Patrícia D'Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14638596590427829993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_WwinE5JVsAI/R_wQIxNoCkI/AAAAAAAAAAM/HuySs7jdM4U/S220/Distra%C3%ADda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7409186116262165028.post-2203513834057641281</id><published>2008-05-07T23:12:00.001-07:00</published><updated>2008-05-07T23:12:56.135-07:00</updated><title type='text'>O texto noticioso</title><content type='html'>Refrências bibliográficas: ERBOLATO, Mário. Técnicas de codificação em jornalismo: redação, edição e captação em jornal diário. São Paulo: Editora Ática, 2001. LAGE, Nilson. Estrutura da notícia. São Paulo: Editora Ática, 2003. SODRÉ, Muniz. Reinventando a cultura – A comunicação e seus produtos. Petrópolis: Editora Vozes, 1996. MARCONDES FILHO, Ciro. O capital da notícia – Jornalismo como produção social da segunda natureza. São Paulo: Ática, 1986. BARBOSA, Gustavo &amp;amp; RABAÇA, Carlos Alberto. Dicionário de comunicação. Rio de Janeiro: Campus, 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para início de conversa, todo texto de matéria factual ou de reportagem especial é uma história que está sendo contada. Uma história verídica. Traduzindo: o texto da notícia é uma narrativa com função referencial; é o encadeamento de uma seqüência de elementos (fato, tempo, lugar, causa, modo, personagem, conseqüência) cujo objetivo é informar.  Por isso, para começarmos a treinar a redação jornalística para veículos impressos, precisamos entender que, ao contarmos uma história, temos que prestar atenção para os DADOS FACTUAIS que correspondem aos ELEMENTOS da HISTÓRIA VERÍDICA que estamos contando. O texto que vai resultar disto é um texto que têm de ser fácil para o leitor. E fácil não significa “menor” nem “pobre”. Ao contrário: a técnica da simplicidade precisa de tempo para ser aperfeiçoada.&lt;br /&gt;É aí que a gente precisa da ajuda dos acadêmicos.&lt;br /&gt;Muniz Sodré nos diz que a notícia é um relato jornalístico de acontecimentos considerados relevantes para a compreensão do cotidiano; produz uma espécie de “história coletiva” contemporânea constituída por fatos jornalisticamente interpretados; é uma tecnologia não só cognitiva como também produtora do real. Para ele, o texto da notícia não tem nada de “novo”, uma vez que esta idéia está essencialmente ligada à RUPTURA. De fato, quando lemos uma notícia sobre um caso de corrupção envolvendo um político ou sobre o naufrágio de uma embarcação, estes fatos não trazem nenhum elemento de “ruptura” em relação às histórias (verídicas ou não) escandalosas ou trágicas com as quais temos contato. O que elas trazem, segundo Muniz Sodré, é ATUALIDADE. Ou seja: nosso interesse em ler estas notícias vem do fato de que elas se referem ao MAIS RECENTE escândalo de corrupção ou à MAIS RECENTE tragédia naval. É por isso que ele diz que a notícia tem “ponto rítmico”: suas histórias são como “eternos retornos” atualizados.&lt;br /&gt;Mas essa história verídica chamada notícia não é só isso. Muniz Sodré também nos fala de duas tipologias bem interessantes em relação ao texto noticioso. Uma é a “matéria de criação”; uma espécie de texto positivo sobre um assunto pitoresco, curioso ou mesmo fora do comum. Algo próximo ao que as redações chamam de feature. De acordo com o Dicionário de comunicação, o  feature  pode ser definido como:&lt;br /&gt;“Qualquer matéria sobre assuntos variados, cujo valor jornalístico não está necessariamente ligado ao dia de sua ocorrência. O feature, geralmente uma matéria de entretenimento, é menos perecível que a notícia comum. Pode ser guardado por vários dias, sem perder o interesse, para ser publicado de acordo com o espaço disponível e a programação do veículo.” (BARBOSA &amp;amp; RABAÇA: 2001, p.301-2)&lt;br /&gt;A outra é o fait-divers, Partindo do ponto de vista de Barthes, Muniz Sodré nos indica que este tipo de notícia se refere a tudo que é anômalo, que foge à ordem estabelecida. De volta ao Dicionário de comunicação, encontramos a seguinte definição:&lt;br /&gt;Notícia que desperta o interesse do leitor por implicar rompimento insólito ou extraordinário do curso cotidiano dos acontecimentos. (...) Roland Barthes transforma o termo em conceito semiológico, para dar conta das notações muito aberrantes do real. Deste modo, é fait-divers o acontecimento caracterizado pela perturbação de uma causa (p. ex.:, médico assassina moça com estetoscópio) ou pela anomalia do acaso (ganhou na loteria quarenta vezes). (BARBOSA &amp;amp; RABAÇA: 2001, p.296)&lt;br /&gt; Ainda de acordo com Muniz Sodré, este tipo de história tem “um saber que basta”, é a notícia sob uma forma romanceada. Isso nos leva a concluir que, para se caracterizar como fait-divers, o relato noticioso precisa incorporar aspectos ligados aos gêneros do sensacional, que são aqueles que caracterizam a literatura fantástica, de horror, policial e melodramática. É por isso que alguns autores dizem que o fait-divers é típico dos jornais sensacionalistas.&lt;br /&gt;Êpa! Mas TODOS OS JORNAIS são sensacionalistas!&lt;br /&gt;Como assim?!&lt;br /&gt;De acordo com Ciro Marcondes Filho, a notícia é um produto. Sendo assim, ela é composta de dois elementos: matéria-prima e apelo estético. A matéria-prima da notícia é a informação. E o apelo estético... É justamente a sensação agregada a esta informação. Por isso, todos os jornais são sensacionalistas: o que varia é o nível de sensação que eles impõem às informações para que elas se tornem notícias vendáveis, que interessem ao público leitor. Mas isso não significa que todas as notícias são fait-divers, porque o que o caracteriza é a anomalia do fato atrelada a elementos narrativos ligados aos gêneros do sensacional.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7409186116262165028-2203513834057641281?l=estudosdejornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/feeds/2203513834057641281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7409186116262165028&amp;postID=2203513834057641281' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/2203513834057641281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/2203513834057641281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/2008/05/o-texto-noticioso.html' title='O texto noticioso'/><author><name>Patrícia D'Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14638596590427829993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_WwinE5JVsAI/R_wQIxNoCkI/AAAAAAAAAAM/HuySs7jdM4U/S220/Distra%C3%ADda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7409186116262165028.post-2738960826237498005</id><published>2008-05-07T23:11:00.001-07:00</published><updated>2008-05-07T23:11:55.905-07:00</updated><title type='text'>A pirâmide invertida e o lide</title><content type='html'>Se produzir o texto de uma notícia é contar uma história, então, é preciso estar atento aos elementos que constituem uma narrativa: fato, tempo, lugar, causa, modo, personagens, conseqüência. Eles estão presentes em QUALQUER história que a gente conte, seja ela real, fictícia, científica, religiosa etc. São estes elementos que, no jargão jornalístico, são denominados como o que, quando, onde, porque, como e quem.&lt;br /&gt;A peculiaridade da NARRATIVA NOTICIOSA está no fato de que a história contada não se estrutura a partir da ordem cronológica dos acontecimentos. Ou seja: ao noticiarmos um acontecimento, não contamos esta história na ordem temporal clássica das ações que o compõem. É por isso que dizemos que a notícia é formatada pela PIRÂMIDE INVERTIDA.&lt;br /&gt;Por que invertida?&lt;br /&gt;Porque se a história noticiosa fosse formata pela pirâmide normal, o fato seria relatado em sua ordem cronológica.&lt;br /&gt;Mas, “inverter a pirâmide” não significa narrar o acontecido de trás para frente. Longe disso.&lt;br /&gt;“Inverter a pirâmide” significa começar a contar a história indo direto a que conseqüências algo levou. Para isso, precisamos agrupar as informações mais diretas e objetivas relativas aos elementos o que, quem, como quando, onde e porque. E isto deve ser feito logo no primeiro parágrafo do texto, que é chamado de LIDE.&lt;br /&gt;Resumindo: a estrutura tradicional do texto noticioso é o da pirâmide invertida, composta pelo agrupamento hierárquico das informações referentes aos elementos básicos da narrativa, agrupamento este que é liderado pelo lide (o que, aliás, é um pleonasmo, porque “lide” é o aportuguesamento da palavra inglesa lead, que significa “liderar”).&lt;br /&gt;Nilson Lage nos mostra que o lide é o relato do que há de essencial e importante no encadeamento de uma seqüência de fatos. Segundo ele, sua forma clássica se traduz em uma PROPOSIÇÃO COMPLETA, traduzida pela seguinte “arrumação”:&lt;br /&gt;Proposição completa = sintagma nominal (sujeito) + sintagma verbal (predicado) + sintagma circunstancial (circunstâncias)&lt;br /&gt;Só para esclarecer, um “sintagma” é a combinação de elementos para a formação de uma unidade léxica, locucional ou oracional. No caso do texto jornalístico noticioso, o sintagma nominal é o quem, o sintagma verbal é o que e os sintagmas circunstanciais são o como, o quando, o onde e o porque.&lt;br /&gt;Além disso, Nilson Lage também chama nossa atenção para a documentação, que é o complemento do lide. Esta documentação é estruturada em um, dois ou mais parágrafos que detalham e acrescentam informações sobre o sintagma verbal (a ação verbal, o que aconteceu), os sintagmas nominais (com quem aconteceu a ação ou a quem a ação atingiu) e os sintagmas circunstanciais (como, quando, onde e porque aconteceu).&lt;br /&gt;Mas “a coisa” não pára por aí. As configurações sintagmáticas darão origem a diferentes tipos de lide e, conseqüentemente, a diferentes tipos de notícias (ou de relatos jornalísticos). Luis Henrique, Marques, por exemplo, listou as diversas maneiras de composição do lide, compilando o que dizem os autores Mário Erbolato, Muniz Sodré, Maria Helena Ferrari e Alexandre Castro.&lt;br /&gt;Para Mário Erbolato, a organização dos elementos narrativos pode originar os seguintes tipos de lide:&lt;br /&gt;lide simples- refere-se  apenas a um fato principal;&lt;br /&gt;lide composto- abre a notícia anunciando vários fatos importantes;&lt;br /&gt;lide integral- relaciona todas as informações objetivas sobre o fato;&lt;br /&gt;lide suspense ou dramático- provoca emoção em quem lê;&lt;br /&gt;lide relâmpago- anuncia o fato de forma extremamente resumida;&lt;br /&gt;lide citação- anuncia o fato através do discurso direto;&lt;br /&gt;lide contraste- relata um fato através de situações antagônicas;&lt;br /&gt;lide documentário- historiciza o fato;&lt;br /&gt;lide pessoal- anuncia o fato interpelando o leitor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, Mário Erbolato também nos mostra que o lide pode PRIORIZAR um dos elementos da narrativa. Assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quem- prioriza o sujeito ativo e/ou o sujeito passivo da ação verbal;&lt;br /&gt;o que- prioriza a ação verbal executada e/ou sofrida;&lt;br /&gt;como- prioriza o modo, a forma pela qual a ação foi executada e/ou sofrida;&lt;br /&gt;quando- prioriza a circunstância ou a contextualização temporal da ação;&lt;br /&gt;onde- prioriza a circunstância espacial da ação;&lt;br /&gt;porque- prioriza o motivo que desencadeou a ação executada e/ou sofrida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembra daquele “papo” sobre a sensação? Pois é, como uma das funções do lide é a de “prender” o leitor para que ele leia a matéria inteira, é bom darmos uma espiada no que Muniz Sodré e Maria Helena Ferrari dizem sobre ele. Para os autores, o lide pode “aguçar” o leitor ao realçar:&lt;br /&gt;a visão- quando abre a matéria de forma fotográfica, cinematográfica ou descritiva;&lt;br /&gt;a audição- quando abre a matéria com uma citação ou declaração real ou imaginária;&lt;br /&gt;a imaginação- quando a abertura efetua uma comparação ou é imaginativa;&lt;br /&gt;a pessoa- quando a abertura conta uma história pessoal ou coloca o leitor em cena;&lt;br /&gt;as fórmulas- quando abre a matéria com frases feitas ou clichês;&lt;br /&gt;as palavras- quando abre a matéria utilizando trocadilhos, paradoxos ou piadinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Já Alexandre Castro lista algumas fórmulas para a abertura das matérias. São elas:&lt;br /&gt;fórmula do “AO”- abre a matéria relacionando dois fatos, enfatizando o que for referido em segundo lugar;&lt;br /&gt;fórmula do “ENQUANTO”- abre a matéria associando fatos contraditórios;&lt;br /&gt;fórmula do “EMBORA/MESMO/APESAR DE”- abre a matéria associando fatos produzidos por fontes diferentes ou confrontando dados fornecidos por uma mesma fonte;&lt;br /&gt;fórmula das “ASPAS”- abre a matéria destacando o caráter contundente, ridículo, pitoresco ou insólito de uma declaração;&lt;br /&gt;fórmula do “COM”- abre a matéria destacando uma informação relativa ao objetivo ou à explicação de um fato;&lt;br /&gt;fórmula do “POR”- semelhante à fórmula do “com”, abre a matéria citando uma informação que, apesar de aparentemente complementar, tornou-se importante pela própria dinâmica do acontecido;&lt;br /&gt;fórmula do “GERÚNDIO” (é... ele não é tão demonizado assim...)- abre a matéria destacando uma informação através da subversão da ordem direta;&lt;br /&gt;fórmula do “PARTICÍPIO”-  abre a matéria também através da subversão da ordem direta, com a intenção de fazer uma afirmação indiscutível antes de citar o sujeito do fato e/ou sua ação.&lt;br /&gt;Uau! Aposto que você não imaginava que o lide poderia ter tantas faces, não é mesmo?! E aposto também que você deve estar sentindo falta de EXEMPLOS.&lt;br /&gt;Acertei?!&lt;br /&gt;Mas eu não vou dá-los. Primeiro porque estes textos não são para FACILITAR a sua vida e sim para AJUDAR você a entender melhor as técnicas de redação do texto noticioso impresso.&lt;br /&gt;Por isso, mãos à obra. Se você quiser conferir, na prática, estes tipos de lide, trate de “colar o nariz” no livro de um dos autores citados e, principalmente: LEIA JORNAIS.&lt;br /&gt;Afinal, quem não lê também não escreve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7409186116262165028-2738960826237498005?l=estudosdejornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/feeds/2738960826237498005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7409186116262165028&amp;postID=2738960826237498005' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/2738960826237498005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/2738960826237498005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/2008/05/pirmide-invertida-e-o-lide.html' title='A pirâmide invertida e o lide'/><author><name>Patrícia D'Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14638596590427829993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_WwinE5JVsAI/R_wQIxNoCkI/AAAAAAAAAAM/HuySs7jdM4U/S220/Distra%C3%ADda.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7409186116262165028.post-3110996294415048530</id><published>2008-05-07T23:09:00.000-07:00</published><updated>2008-05-07T23:10:29.353-07:00</updated><title type='text'>Técnicas redacionais em jornalismo impresso</title><content type='html'>A seleção, a organização e a valorização dos elementos do lide irão capitanear a narrativa jornalística. De acordo com Mário Erbolato, isto dará origem a dois tipos diferentes de notícia: a notícia ANALÍTICA e a notícia SINTÉTICA. A saber:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;notícia analítica&lt;br /&gt;contém todos os elementos da narrativa,&lt;br /&gt;se configura através da fórmula NA = 3Q + O + P + C, sendo&lt;br /&gt;Q = que, quem, quando; O = onde; P = porque; C = como;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;notícia sintética- contém apenas os elementos básicos da narrativa,&lt;br /&gt;se configura através da fórmula NS = 3Q, sendo&lt;br /&gt;Q = que, quem, quando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja lá qual for o tipo de notícia que você estiver escrevendo, o importante é ter em mente que a produção do texto jornalístico impresso requer uma técnica. É, redigir é uma técnica que implica o domínio de capacidades lingüísticas e um processo intelectual que envolve a formulação de pensamentos (o que se quer dizer) e sua expressão por escrito (a composição do texto).&lt;br /&gt;Por isso, a redação tem etapas. Vejamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.      definir o tema do discurso- sobre o quê você vai escrever? É preciso estar ciente do assunto que será noticiado;&lt;br /&gt;2.      relacionar os elementos da narrativa- sabendo sobre o que vai escrever, você deve selecionar as informações apuradas que correspondem aos elementos o que, quem como, quando, onde e porque;&lt;br /&gt;3.      selecionar os dados/argumentos- nem tudo o que é apurado será utilizado no texto que você irá produzir, o que leva à necessidade de priorizar alguns deles e descartar outros;&lt;br /&gt;4.      seqüenciar as ações e encadear os acontecimentos- sabendo sobre o que irá escrever e de posse dos elementos narrativos necessários para isto, uma boa dica é RECONSTITUIR o acontecido;&lt;br /&gt;5.      formatar os tópicos do tema do discurso na pirâmide invertida- como o texto jornalístico impresso não se formata pela ordem cronológica das ações que compõem o fato, precisamos agrupar, em ordem decrescente, as informações mais diretas e objetivas relativas aos elementos o que, quem, como quando, onde e porque;&lt;br /&gt;6.      organizar as idéias em frases e as frases em parágrafos- o agrupamento decrescente das informações deverá compor o lide, a documentação, o corpo do texto e o pé da matéria;&lt;br /&gt;7.      conferir a coesão do texto composto- as palavras utilizadas e as sentenças formuladas no texto devem ter um ENCADEAMENTO SEMÂNTICO, ou seja, devem ter uma seqüência lógica que permita a formulação de um sentido;&lt;br /&gt;8.      verificar a coerência do material explanado- leia o texto que você escreveu como se você não soubesse de que assunto ele trata: se a mensagem que você quis passar foi capaz de ser compreendida, então, este texto tem coerência (se for possível, faça melhor ainda: peça para que OUTRA pessoa leia o seu texto);&lt;br /&gt;9.      adequar lexicalmente o texto à narrativa jornalística impressa- verifique se você utilizou palavras muito rebuscadas ou de difícil entendimento e lembre-se da máxima jornalística que diz que “entre duas palavras ou expressões, escolha a mais simples; entre duas palavras ou expressões simples, escolha a mais curta”;&lt;br /&gt;10.  corrigir ortográfica e gramaticalmente o texto produzido- é com “s”, com “x”, com “ch” ou com crase? Tem vírgula ou não? Na dúvida corra até o dicionário ou até a gramática porque, de acordo com o código de ética dos jornalistas, nós devemos “zelar pela língua pátria”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que você compreenda melhor este passo a passo, vamos tomar como exemplo a seguinte apuração:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# dia 23 de outubro, todo mundo com mais de 18 vai ser obrigado a votar no referendo pra saber se a população quer ou não quer que o comércio de arma de fogo e de munição pra arma de fogo continue permitido ou não permitido # todo mundo c/ mais de 18 vai ter que dizer que sim ou que não pra pergunta se “O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?” # esse negócio desse referendo ta sendo feito por causa do Estatuto do Desarmamento que foi aprovado em 2003 mas que exigia uma consulta pública para saber se as pessoas do país concordavam com o final da venda de armas e munições pra armas  # todo mundo é obrigado a votar no referendo (é obrigatório) e quem não puder votar vai ter que justificar pra Justiça Eleitoral porque foi que não votou # 122.042.825 de brasileiros podem votar em tudo o que é votação do Brasil (alguns desses vão ter que votar, quer dizer, são obrigados) # a Justiça falou que tem 4.604.292 jovens de 16 e 17 que se quiserem vão poder votar em outubro (eles são 3,7% das pessoas esperadas pra votar) # esse referendo vai ser a maior de todas as consultas populares informatizadas do mundo todo # o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) falou que os milhões de eleitores são de 5.564 municípios do país e que 59.921 eleitores são os brasileiros que tão no exterior e tão cadastrados para votar nas eleições presidenciais nos consulados e embaixadas brasileiras, mas que não vão votar no referendo # o estado de São Paulo, com 27.303.895 eleitores, é o maior colégio eleitoral do Brasil, e depois vem Minas Gerais (13.320.622), Rio de Janeiro (10.645.180), Bahia (8.952.123) e Rio Grande do Sul (7.593.507) # a maior cidade de eleitores é São Paulo porque tem 7.811.213 eleitores e a menor também é lá no estado: o município paulista, Bora, com só 828 eleitores# referendo é o direito que o cidadão tem de ser consultado diretamente sobre um assunto de interesse geral mesmo tendo os deputados e os senadores pra votarem  nas leis # o Instituto Ipsos (São Paulo) divulgou hoje uma pesquisa feita com mil brasileiros sobre a proibição da venda de armas e munição no Brasil:  76% dos brasileiros são contrários à venda; 21% dos mil brasileiros ouvidos não concordam com a proibição; 3% não opinaram sobre o assunto ou não souberam responder #&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, vamos aplicar cada uma das etapas descritas anteriormente:&lt;br /&gt;1.tema do discurso: maior consulta popular informatizada do mundo levará cerca de 120 milhões de brasileiros às urnas;&lt;br /&gt;2.elementos da narrativa: o quê- cerca de 120 milhões de eleitores brasileiros participarão da maior consulta popular informatizada do mundo /// quem- brasileiros com mais de 18 anos e mais de 4 milhões de jovens brasileiros com 16 e 17 anos /// como- através do referendo sobre a proibição da venda de armas de fogo e munição no país /// quando- dia 23 de outubro de 2005 /// onde- nos 5.564 municípios do Brasil /// por que- o Estatuto do Desarmamento, aprovado em 2003, exige uma consulta pública sobre a proibição da venda de armas e munições;&lt;br /&gt;3.seleção de dados: # dia 23 de outubro, todo mundo com mais de 18 vai ser obrigado a votar no referendo pra saber se a população quer ou não quer que o comércio de arma de fogo e de munição pra arma de fogo continue permitido ou não permitido (a participação no referendo é obrigatória para brasileiros com mais de 18 anos) # todo mundo c/ mais de 18 vai ter que dizer que sim ou que não pra pergunta se “O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?” (os eleitores terão que escolher entre as opções “sim” ou “não” para a pergunta “O comércio de armas de fogo e munições deve ser proibido no Brasil?”) # esse negócio desse referendo ta sendo feito por causa do Estatuto do Desarmamento que foi aprovado em 2003 mas que exigia uma consulta pública para saber se as pessoas do país concordavam com o final da venda de armas e munições pra armas (o referendo é uma exigência do Estatuto do Desarmamento aprovado em 2003) # todo mundo é obrigado a votar no referendo (é obrigatório) e quem não puder votar vai ter que justificar pra Justiça Eleitoral porque foi que não votou (os eleitores que não participarem do referendo terão que justificar a ausência para a Justiça Eleitoral) # 122.042.825 de brasileiros podem votar em tudo o que é votação do Brasil (alguns desses vão ter que votar, quer dizer, são obrigados) (122.042.825 brasileiros estão aptos a votar) # a Justiça falou que tem 4.604.292 jovens de 16 e 17 que se quiserem vão poder votar em outubro (eles são 3,7% das pessoas esperadas pra votar) (3,7% dos eleitores aptos a votar – cerca de 4 milhões de eleitores – são jovens de 16 e 17 anos) # esse referendo vai ser a maior de todas as consultas populares informatizadas do mundo todo (o referendo sobre o desarmamento é a maior consulta pública informatizada do mundo) # o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) falou que os milhões de eleitores são de 5.564 municípios do país e que 59.921 eleitores são os brasileiros que tão no exterior e tão cadastrados para votar nas eleições presidenciais nos consulados e embaixadas brasileiras, mas que não vão votar no referendo (segundo o TSE, o referendo será realizado em 5.564 municípios – ainda de acordo com o TSE, os 59.921 eleitores brasileiros residentes no exterior não participarão do referendo) # o estado de São Paulo, com 27.303.895 eleitores, é o maior colégio eleitoral do Brasil, e depois vem Minas Gerais (13.320.622), Rio de Janeiro (10.645.180), Bahia (8.952.123) e Rio Grande do Sul (7.593.507) (os cinco maiores colégios eleitorais do país são São Paulo (27.303.895 eleitores), Minas Gerais (13.320.622 eleitores), Rio de Janeiro (10.645.180 eleitores) Bahia (8.952.123 eleitores) e Rio Grande do Sul (7.593.507 eleitores)) # a maior cidade de eleitores é São Paulo porque tem 7.811.213 eleitores e a menor também é lá no estado: o município paulista, Bora, com só 828 eleitores (os municípios com o maior e o menor número de eleitores ficam no estado de São Paulo: a capital (com 7.811.213 eleitores) e a cidade de Bora (828 eleitores), respectivamente)  # referendo é o direito que o cidadão tem de ser consultado diretamente sobre um assunto de interesse geral mesmo tendo os deputados e os senadores pra votarem  nas leis # o Instituto Ipsos (São Paulo) divulgou hoje uma pesquisa feita com mil brasileiros sobre a proibição da venda de armas e munição no Brasil:  76% dos brasileiros são contrários à venda; 21% dos mil brasileiros ouvidos não concordam com a proibição; 3% não opinaram sobre o assunto ou não souberam responder #&lt;br /&gt;o que- o referendo sobre o desarmamento é a maior consulta pública informatizada do mundo; referendo é o direito que o cidadão tem de ser consultado diretamente sobre um assunto de interesse geral&lt;br /&gt;quem- a participação no referendo é obrigatória para brasileiros com mais de 18 anos; os eleitores que não participarem do referendo terão que justificar a ausência para a Justiça Eleitoral; 122.042.825 brasileiros estão aptos a votar; 3,7% dos eleitores aptos a votar – cerca de 4 milhões de eleitores – são jovens de 16 e 17 anos; de acordo com o TSE, os 59.921 eleitores brasileiros residentes no exterior não participarão do referendo; o Instituto Ipsos (São Paulo) divulgou hoje uma pesquisa feita com mil brasileiros sobre a proibição da venda de armas e munição no Brasil: 76% dos brasileiros são contrários à venda; 21% dos mil brasileiros ouvidos não concordam com a proibição; 3% não opinaram sobre o assunto ou não souberam responder&lt;br /&gt;como- os eleitores terão que escolher entre as opções “sim” ou “não” para a pergunta “O comércio de armas de fogo e munições deve ser proibido no Brasil?”&lt;br /&gt;quando- 23 de outubro&lt;br /&gt;onde- segundo o TSE, o referendo será realizado em 5.564 municípios; os municípios com o maior e o menor número de eleitores ficam no estado de São Paulo: a capital (com 7.811.213 eleitores) e a cidade de Bora (828 eleitores), respectivamente; os cinco maiores colégios eleitorais do país são São Paulo (27.303.895 eleitores), Minas Gerais (13.320.622 eleitores), Rio de Janeiro (10.645.180 eleitores) Bahia (8.952.123 eleitores) e Rio Grande do Sul (7.593.507 eleitores)&lt;br /&gt;por que- o referendo é uma exigência do Estatuto do Desarmamento aprovado em 2003&lt;br /&gt;4 a 10.encadeamento dos acontecimentos; formatação dos tópicos do tema do discurso na pirâmide invertida; organização das idéias em frases e as frases em parágrafos; verificação da coerência e da coesão do texto; adequação lexical do texto à narrativa jornalística impressa; correção ortográfica e gramatical do texto produzido:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mais de 122 milhões de eleitores brasileiros participarão da maior consulta popular informatizada do mundo: o referendo sobre a proibição da venda de armas de fogo e munição no país.  Eles deverão responder “sim” ou “não” à pergunta “O comércio de armas de fogo e munições deve ser proibido no Brasil?”, dia 23 de outubro.  O referendo é uma exigência do Estatuto do Desarmamento, aprovado em 2003, e permite que o cidadão se manifeste diretamente sobre a aprovação de uma lei. Todos os brasileiros com mais de 18 anos são obrigados a votar: os que não comparecerem às urnas terão que justificar a ausência junto à Justiça Eleitoral.&lt;br /&gt;Entre os eleitores, cerca de 4 milhões são jovens de 16 e 17 anos, para os quais o voto é facultativo. Os eleitores residentes no exterior (59.921 brasileiros) não participarão do referendo. No total, 5.564 municípios participarão da consulta. As cidades com o maior e o menor número de eleitores estão no estado de São Paulo: a capital, com 7.811.213 eleitores, e a cidade de Bora, com 828 eleitores. Os cinco maiores colégios eleitorais do país estão em São Paulo (27.303.895 eleitores), Minas Gerais (13.320.622 eleitores), Rio de Janeiro (10.645.180 eleitores) Bahia (8.952.123 eleitores) e Rio Grande do Sul (7.593.507 eleitores).&lt;br /&gt;O Instituto Ipsos, de São Paulo, divulgou ontem uma pesquisa feita com mil brasileiros sobre a proibição da venda de armas e munição no Brasil: 76% dos brasileiros são contrários à venda; 21% dos mil brasileiros ouvidos não concordam com a proibição; 3% não opinaram sobre o assunto ou não souberam responder&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais interessante é que este texto acima é apenas o texto que EU produzi. Se pedirmos a mesma tarefa para cem outros jornalistas, eu garanto: apesar de poucas variações, teremos nada menos que CEM TEXTOS DIFERENTES.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7409186116262165028-3110996294415048530?l=estudosdejornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/feeds/3110996294415048530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7409186116262165028&amp;postID=3110996294415048530' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/3110996294415048530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/3110996294415048530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/2008/05/tcnicas-redacionais-em-jornalismo.html' title='Técnicas redacionais em jornalismo impresso'/><author><name>Patrícia D'Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14638596590427829993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_WwinE5JVsAI/R_wQIxNoCkI/AAAAAAAAAAM/HuySs7jdM4U/S220/Distra%C3%ADda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7409186116262165028.post-629834547959274506</id><published>2008-05-07T23:07:00.000-07:00</published><updated>2009-04-01T18:57:47.417-07:00</updated><title type='text'>Tipologia e formatação do texto jornalístico impresso</title><content type='html'>Quase todo mundo tem uma tia “figuraça”. Eu tenho várias (e sou uma delas para sete “anjnhos”). Uma dessas minhas tias - leitora ávida de jornais e revistas, telespectadora assídua de novelas e, conseqüentemente, meu primeiro estudo de caso - volta e meia se indignava com algo que considerava inverossímel no telejornal nacional das oito. Sempre que isto acontecia, ela me pedia: “Filha, escreve um artigo aí no teu jornal falando desse absurdo! Onde já se viu uma coisa dessas? Escreve um artigo aí, filha, mas escreve logo para amanhã porque hoje mesmo aconteceu justamente o contrário comigo e com o pessoal aqui da rua!”.&lt;br /&gt;O que a minha tia e a tia de muita gente queria dizer com a palavra “artigo”, na verdade, significava MATÉRIA FACTUAL. Pois é, o jornalismo tem essas coisas. Nem todo muito sabe fazer uma cirurgia de coração ou sabe construir uma ponte ou sabe redigir uma petição; nem todo mundo tem um estetoscópio ou uma betoneira ou uma carteira da OAB em casa. Mas a maioria das pessoas sabe produzir informação, sabe escrever e consegue formar uma opinião crítica sobre determinado assunto e quase todo mundo tem um jornal ou uma revista em casa. Ou seja: tanto a matéria prima quanto o produto do trabalho dos jornalistas estão ao alcance de todos (e eu acho que é por isso que alguns equivocados afirmam categoricamente que o jornalista não precisa cursar uma faculdade de JORNALISMO...). Essa proximidade provoca confusão – não só na cabeça da minha tia como também na cabeça de quem estuda jornalismo. Como podemos considerar como NOTÍCIA a esmagadora maioria do conteúdo que é veiculado em uma mídia jornalística, a diferenciação entre os estilos de texto e a formatação da informação fica nebulosa.&lt;br /&gt;Vamos começar pela minha tia.&lt;br /&gt;De cara, a diferença entre “artigo” e matéria factual” está no fato de que o primeiro é essencialmente dissertativo, ao passo que a segunda é uma narrativa de cunho eminentemente referencial. “Artigo” é frio e prima pela permanência, “matéria factual” é quente e prima pelo imediatismo.&lt;br /&gt;Além disso, alguns autores dividem os textos jornalísticos em OPINATIVOS e INFORMATIVOS, mas eu discordo desta categorização. E concordo com o autor Manoel Carlos Chaparro quando ele afirma que esta divisão é impossível. O argumento é simples: para emitir uma OPINIÃO, o sujeito precisa utilizar uma grande carga de INFORMAÇÃO para embasar seus argumentos; ao eleger um dado ou fato como INFORMAÇÃO (em detrimento de outros dados ou fatos), o sujeito parte de um ponto de vista, ou seja, de uma OPINIÃO. Isto equivale a dizer que opinião e informação são inseparáveis. Por isso, prefiro classificar os textos jornalísticos como INTERPRETATIVOS ou TRADUTORES dos fatos.&lt;br /&gt;Apesar de o significado das duas palavras se aproximarem, a interpretação remete a um ajuizamento, a um julgamento, ao passo que a tradução remete a uma transposição, a um traslado. Quando interpretamos, deixamos claro que a intenção de nosso discurso é a de defendermos o nosso ponto de vista sobre o objeto. Quando traduzimos, o sentido do nosso discurso está, necessariamente, “preso” a um “original”. Ainda que superficial (preciso estudar isto um pouco mais), esta diferenciação tem ajudado um bocado os meus alunos. De acordo com ela:&lt;br /&gt;a. os textos jornalísticos de INTERPRETAÇÃO são aqueles nos quais o ponto de vista do enunciador é o tópico do discurso, como verificamos no artigo, na crítica, na crônica, no editorial, no comentário;&lt;br /&gt;b. e os textos jornalísticos de TRADUÇÃO são aqueles nos quais o acontecimento vivenciado/testemunhado é transposto para a narrativa/descrição referencial, como verificamos na matéria factual, na reportagem especial, na nota.&lt;br /&gt;Para não esquecermos o que diz Manoel Carlos Chaparro, é bom ficar claro que os textos jornalísticos de interpretação valem pelo embasamento referencial (as informações concretas) de seus argumentos; e os textos jornalísticos de tradução só vão transpor para a narrativa noticiosa aquilo que a linha editorial (opinião) do veículo considera relevante para o social.&lt;br /&gt;Agora, vamos às definições de cada um desses textos:&lt;br /&gt;· artigo- aborda especificidades relacionadas ao contexto de determinados fatos noticiosos defendendo um ponto de vista através da argumentação;&lt;br /&gt;· crítica- analisa jornalisticamente eventos e produtos culturais defendendo um ponto de vista através da argumentação;&lt;br /&gt;· crônica- texto livre, literário, sobre assuntos contemporâneos;&lt;br /&gt;· editorial- justifica as narrativas noticiosas de um determinado veículo defendendo um ponto de vista através da argumentação;&lt;br /&gt;· comentário- contextualiza uma determinada narrativa noticiosa, explicando-a através de uma breve argumentação;&lt;br /&gt;· matéria factual- narra acontecimentos da realidade imediata com objetividade, descrevendo seres, objetos e lugares;&lt;br /&gt;· reportagem especial- narra acontecimentos atuais, contextualizando-os em uma realidade mais ampla que a imediata, descrevendo seres, objetos e lugares;&lt;br /&gt;· nota- informação rápida estruturada em um texto pequeno e conciso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes diferentes tipos de texto são “arrumados” de várias formas nos veículos impressos. Em uma revista, por exemplo, a tendência é que eles se apresentem em seções, geralmente nomeadas: “Palavra do editor” para os editoriais; “Opinião”, para os artigos; “Radar” para as notas; “Ponto de vista” para as críticas; “Especial” para as grandes reportagens; “Atualidade” para as matérias factuais. Nos jornais diários, as notas costumam compor as colunas e a(s) página(s) de opinião são preenchidas pelo editorial, pelos artigos, pelas cartas dos leitores, pelas crônicas.&lt;br /&gt;Além disso, a incrível quantidade de dados e de abordagens sobre um determinado assunto faz com que o texto jornalístico impresso necessite de uma edição que os selecione e os destaque. A cobertura factual de um assassinato, por exemplo, pode render uma apuração muito rica em dados, detalhes e pontos de vista, que precisarão ser “arrumados” na página do jornal. Assim, o leitor poderá identificar o texto que se refere a o que efetivamente aconteceu, o texto que explora a biografia da vítima, o texto que relaciona os últimos casos de assassinato naquela localidade, o texto editorializado ou o gráfico sobre o aumento do crime contra a vida nos últimos dez anos.&lt;br /&gt;Esta “arrumação” de dados e abordagens pode ser categorizada da seguinte forma:&lt;br /&gt;1. texto principal- além de conter as principais informações objetivas sobre o fato e seus personagens, dá a visão geral sobre o que está sendo abordado, incluindo o máximo de informações e declarações possíveis e/ou cabíveis no espaço delimitado pela diagramação; no exemplo do assassinato, seria a narração sobre o que efetivamente aconteceu;&lt;br /&gt;2. texto coordenado (ou retrancado)- desenvolve algum aspecto do fato ou dos personagens que compõem o texto principal, ampliando o entendimento do leitor ou complementando a narrativa principal; no exemplo do assassinato, poderia ser o texto que explora a biografia da vítima e/ou o texto que relaciona os últimos casos de assassinato naquela localidade,&lt;br /&gt;3. box- texto colocado entre fios, isolado graficamente do corpo da cobertura, que destaca algum aspecto, personagem(ns) ou comentário referente ao texto principal ou ao(s) texto(s) coordenado(s), podendo conter um aspecto pitoresco da notícia, um conjunto de declarações sobre o fato abordado, uma entrevista com um dos personagens, um histórico ou a opinião do jornal sobre o assunto; no exemplo do assassinato, poderia ser o texto editorializado sobre o aumento da violência;&lt;br /&gt;4. infografia- gráfico, geralmente acompanhado por uma arte visual, que esquematiza, de forma rápida e simplificada, dados estatísticos, comparações, mapas etc; no exemplo do assassinato, poderia ser utilizado para mostrar o aumento do número de assassinatos, ano a ano, nos últimos dez anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os exemplos desta “arrumação” são vários. Quando um compositor famoso lança um CD novo, o jornal pode fazer um texto principal com uma grande entrevista (abordaremos as entrevistas em um outro texto) sobre o processo criativo daquele trabalho; um texto coordenado sobre a mega produção que envolve o show de lançamento do disco; outro com uma crítica assinada sobre as músicas do CD; e ainda pode publicar um box com o título das faixas e suas respectivas fichas técnicas.&lt;br /&gt;Como sempre acontece em jornalismo, não há regras fixas: tudo vai depender do assunto abordado, do repórter escalado, da apuração realizada, do espaço destinado e, é claro, do imprevisível.&lt;br /&gt;Porque, de um minuto para outro, a dinâmica do mundo pode fazer TODOS os seus textos caírem...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7409186116262165028-629834547959274506?l=estudosdejornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/feeds/629834547959274506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7409186116262165028&amp;postID=629834547959274506' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/629834547959274506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/629834547959274506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/2008/05/tipologia-e-formatao-do-texto.html' title='Tipologia e formatação do texto jornalístico impresso'/><author><name>Patrícia D'Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14638596590427829993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_WwinE5JVsAI/R_wQIxNoCkI/AAAAAAAAAAM/HuySs7jdM4U/S220/Distra%C3%ADda.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7409186116262165028.post-2520989721503317740</id><published>2008-05-07T23:04:00.000-07:00</published><updated>2008-05-07T23:06:44.829-07:00</updated><title type='text'>A redação das informações em destaque nos veículos impressos</title><content type='html'>Produzir um texto é fazer nascer uma trama. Tal e qual os bebês, é preciso que o texto jornalístico tenha nascido para que a gente possa “nomeá-lo”. Até dá para arriscar este ou aquele título enquanto o texto está sendo “gerado”. Mas é só depois que ele está pronto e editado que o título se torna definitivo – mais ou menos como acontece quando um bebê que se chamaria Bernardo nasce com cara de Rafael. O mesmo acontece com as fotografias, com o destaque da capa do jornal e com aqueles trechos que queremos salientar.&lt;br /&gt;Titular é chamar a atenção do leitor através do destaque dado à informação principal do texto jornalístico. Mas este tipo de destaque não anda sozinho. Ele vem acompanhado de subtítulo, entretítulo, olho, manchete, selo e “sutiã”. O mesmo acontece com as fotografias: elas precisam estar prontas e editadas para que a gente possa redigir a legenda ou o texto-legenda. E, ao lado disso tudo, ainda há as eventuais chamadas de capa.&lt;br /&gt;Cada um destes destaques é elaborado a partir de regrinhas específicas.&lt;br /&gt;Vamos a elas.&lt;br /&gt;O título deve ser curto, objetivo, atraente, claro, direto, preciso e (ufa!) criativo para “convencer” o leitor de que vale a pena perder tempo com aquele texto que foi publicado. Ele é o “anúncio” da notícia, mas NUNCA deve prometer mais que o texto oferece nem afirmar algo que não existe nele. Quem faz um título também deve evitar paradoxos. Dia desses, um jornal importantíssimo do Rio de Janeiro publicou uma reportagem sobre uma pesquisa realizada com mulheres que praticaram aborto e o título era o seguinte: “Mais de 70% das mulheres que praticaram aborto têm filhos”. O leitor que entendeu, achou esquisito; e o leitor que não entendeu foi ler o texto crente que 70% dos abortos não interromperam as gestações! Muito importante também é não redigir um título que contenha palavras repetidas ou que repita palavras que estejam em destaque na mesma página ou na página ao lado. No que se refere às matérias factuais, os títulos devem conter verbos no presente e não devem ser interrogativos, enquanto os títulos de reportagens especiais, críticas, crônicas, artigos, notas e editoriais permitem maior liberdade em sua redação. Um título é sempre redigido em número de toques, ou seja: cada vez que você aperta uma tecla (com exceção dos acentos e do shift) você está contabilizando um toque para o seu título. Os toques também valem para os espaços entre as palavras, as vírgulas e os dois pontos. Num título, esqueça o ponto final: se a informação acaba nele, por que existe um texto jornalístico logo depois?&lt;br /&gt;Abaixo do título vem o subtítulo, que também é conhecido por “linha fina”. Como é opcional (ao contrário do título, que é obrigatório), o subtítulo só deve ser utilizado quando complementar o título. Ao redigi-lo, devemos tomar cuidado para não repetir a informação que está no título nem transcrever alguma frase ou oração do lide. A regrinha para palavras repetidas também vale para os subtítulos, mas eles podem conter ponto final, desde que seguido por outra frase. O ponto final vale no meio do subtítulo mas nunca no fim dele. Ou seja: as regras de redação do subtítulo são muito semelhantes às do título.&lt;br /&gt;O seu leitor foi atraído pelo título, percebeu que a complementação do subtítulo mostra que vale a pena perder um tempinho lendo aquilo mas... O texto está muito grande ou visualmente pesado. Para que ele não tenha preguiça de ler o que levamos tanto tempo para produzir, os diagramadores vêm em nosso socorro: para suavizar as longas ou pesadas colunas de texto, eles inserem entretítulos ou olhos na página. O entretítulo é utilizado, geralmente, a cada três parágrafos de textos muito longos. Além de destacar informações que ainda serão lidas, eles dão equilíbrio à página impressa e facilitam a leitura. O olho (ou “janela”) tem a mesma função e uma diferença: ele, necessariamente, transcreve um trecho ou declaração do texto jornalístico no qual está inserido.&lt;br /&gt;Em relação às fotos pertinentes ao seu texto, é preciso ter muito cuidado ao redigir a legenda porque, mal feita, ela pode destruir o trabalho bacana do seu colega fotógrafo. A primeira regra para a redação da legenda é a de só redigi-la depois que a foto tiver sido editada: caso contrário, você corre o risco de dar uma informação sobre algum elemento que ficou de fora depois que o editor cortou a foto. A legenda é um texto curto, também redigido em toques e cujo número de linhas dependerá da diagramação – que pode colocá-la em apenas uma linha horizontal, abaixo da base da foto ou pode colocá-la em várias linhas curtas ao lado ou mesmo dentro da foto. É uma das primeiras coisas lidas pelo leitor. Por isso, sua função é a de esclarecer eventuais dúvidas que a foto possa suscitar. Como deve enriquecer a informação que está representada na fotografia, a legenda nunca pode descrevê-la, apesar de ter que identificar os personagens e indicar sua posição no quadro. Quando a legenda se referir a fotos de ação, deve conter verbos no presente, para não minimizar seu impacto. Já o texto-legenda é uma forma ampliada da legenda. Redigido em, mais ou menos, dez linhas, deve ter dados suficientes para compor, com a foto, uma informação que dispense o texto jornalístico no formato da pirâmide invertida.&lt;br /&gt;Depois de redigir tudo isso, o editor chega à conclusão de que a sua cobertura ficou muito legal. Digna de uma chamada de capa. Então, apesar do cansaço, trate de NÃO repetir o lide ou o olho ou o primeiro parágrafo do seu texto jornalístico porque isto é preguiça. Redija um texto curto que resuma as informações publicadas na cobertura que está no interior do jornal. Alguns jornais diários e a maioria das revistas costumam estruturar a chamada de capa como um “titulão” de duas ou três linhas. Seja lá qual for a estrutura, o importante é que a chamada de capa deve ser chamativa e sedutora, contendo, basicamente, o porquê daquela informação ter sido publicada com destaque. Afinal, ela está na “embalagem” do veículo impresso que irá para a banca.&lt;br /&gt;Suponhamos, agora, que o editor não achou a sua cobertura bacana: ele achou que você é digno de um Prêmio Esso. Aí, ficou fácil. Dê uma espreguiçada, ofereça um café para o diretor de redação e observe como ele irá anunciar o resultado do seu árduo trabalho jornalístico como o principal destaque da parte superior da capa do jornal ou em letras garrafais: o seu texto virou manchete!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7409186116262165028-2520989721503317740?l=estudosdejornalismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/feeds/2520989721503317740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7409186116262165028&amp;postID=2520989721503317740' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/2520989721503317740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7409186116262165028/posts/default/2520989721503317740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudosdejornalismo.blogspot.com/2008/05/redao-das-informaes-em-destaque-nos.html' title='A redação das informações em destaque nos veículos impressos'/><author><name>Patrícia D'Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14638596590427829993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_WwinE5JVsAI/R_wQIxNoCkI/AAAAAAAAAAM/HuySs7jdM4U/S220/Distra%C3%ADda.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
