quarta-feira, 7 de maio de 2008

Uma leitura de Vanoye: aspectos iniciais para entender a linguagem escrita

Referência bibliográfica: VANOYE, Francis. Usos da linguagem – Problemas e técnicas na produção oral e escrita. São Paulo: Editora Martins Fontes, 1986.

Podemos medir a quantidade de informação de uma mensagem independentemente de seu sentido. Isso equivale a dizer que a quantidade de informação está diretamente ligada à sua probabilidade: quanto mais imprevisível for a mensagem, maior será sua quantidade de informação.
Além disso, se o grau de probabilidade da mensagem for grande e se seus signos forem facilmente identificáveis, a informação será pequena (ou até nula) e sua identificação será fácil e rápida. Por outro lado, se a mensagem for excessivamente surpreendente, a probabilidade de haver informação corre o risco de ser nula também!
É por isso que podemos afirmar que a mensagem mais econômica é aquela que veicula o maior número de informações com o menor número de signos e cujas informações comportam o máximo possível de originalidade.
Precisamos também atentar para o fato de que, para que haja comunicação, é preciso haver um código comum. Ou seja: é preciso “falar a mesma língua”, como costumam dizer por aí. Só que, quando isso entra no domínio da língua portuguesa, surge a pergunta: nós falamos uma única língua ou falamos várias línguas portuguesas? Nossa língua está sujeita a várias influências, que vão do ambiente geográfico ao social, passando pela cultura.
E daí?!
Daí que essas diferentes influências nos levam a constatar que existem VÁRIOS NÍVEIS DE LINGUAGEM, que influenciam o vocabulário, a sintaxe e até a pronúncia do que estamos querendo dizer. É por isso que devemos prestar atenção a esses níveis de linguagem: porque eles determinam o bom funcionamento da comunicação. Tentar adaptar a nossa própria linguagem à do interlocutor já é efetuar um ato de comunicação. Uma comunicação que, assim, vai envolver uma REELABORAÇÃO.

Um comentário:

bruno de almeida disse...

vou ter o prazer de ser o primeiro?
quanta honra!!!!! inda mais por se tratar de uma pessoa tão assim..."Patrícia D'Abreu!"
quando comecei a ler o primeiro parágrafo, tive o trabalho de abrir meu e-mail e mandar esse link pra meus contatos, e quando terminei de ler o artigo tive essa grata surpresa. parabéns, professora, e parabéns pra mim por ter sido seu aluno. agora vem cá,...economizar o maior número de signos possíveis, usando o máximo de originalidade não é tarefa mesmo das mais fáceis, né? ou falei merda?